A partir de 9 de dezembro de 2025, quem quiser tirar CNH de carro ou moto terá de fazer exame toxicológico em cabelo ou pelos, que detecta maconha, cocaína, anfetaminas e opiáceos, custa de R$ 110 a R$ 250, vale 90 dias e é feito em laboratórios credenciados pela Senatran.
A partir de 9 de dezembro de 2025, quem for tirar CNH nas categorias A e B terá de passar por um exame toxicológico em cabelo, pelos ou unhas, capaz de identificar, em laboratório, grupos de drogas como maconha, cocaína, anfetaminas e opiáceos definidos pela Resolução 293 do Contran.
A exigência, que antes valia apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E, passa agora a atingir também condutores de motos e carros de passeio, com coleta em laboratórios credenciados pela Senatran, custo estimado entre R$ 110 e R$ 250 e validade de até 90 dias para o laudo.
Quem passa a ser obrigado a fazer exame toxicológico para tirar CNH
Na prática, a nova exigência amplia o alcance do exame toxicológico, que deixa de ser exclusivo de motoristas profissionais das categorias C, D e E.
-
Câmara aprova projeto que libera spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos e impõe regras rigorosas para compra, posse e uso como defesa pessoal
-
Câmara aprova lei para combater leucena, planta que cresce rápido, domina terrenos e ameaça espécies nativas em várias regiões do país
-
Partilha de bens: saiba o que não pode ser dividido em caso de separação
-
Funcionário de banco cria conta online em nome de cliente que havia morrido meses antes, desvia mais de R$ 385 mil em transferências eletrônicas e acaba condenado a 15 anos de prisão em San Salvador após descoberta do esquema iniciado em agosto de 2021
A partir de 9 de dezembro de 2025, qualquer candidato à CNH de carro ou moto passa a precisar do laudo toxicológico para concluir o processo de habilitação.
Antes da mudança, o teste era obrigatório apenas para categorias ligadas a motoristas de ônibus, vans e veículos de transporte escolar, usadas de forma profissional.
Agora, a checagem de drogas entra também na rotina de quem busca dirigir veículos de passeio, o que aumenta o custo e o grau de fiscalização na primeira habilitação de CNH.
Quais drogas o exame toxicológico de CNH consegue identificar
O exame toxicológico exigido para a CNH segue os parâmetros da Resolução 293 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que define quais grupos de substâncias precisam ser rastreados.
Entre as drogas detectadas estão anfetaminas, incluindo metanfetamina, MDMA, anfepramona e femproporex, além de mazindol.
O teste também busca canabinóides, como maconha e derivados, cocaína e seus metabólitos, e opiáceos como morfina, codeína e heroína.
Ao identificar esses grupos, o exame consegue montar um histórico mais detalhado de consumo, o que torna muito mais difícil esconder o uso prolongado de substâncias ilícitas antes da obtenção ou renovação da CNH.
Como é feita a coleta em cabelo, pelos e unhas
Segundo as regras definidas, a detecção é feita a partir de amostras queratínicas, que são estruturas como cabelo, pelos corporais e unhas.
A preferência é pela coleta de fios de cabelo ou pelos do corpo, que concentram informações ao longo do tempo sobre o uso de drogas.
Exames de urina ou sangue têm janelas de detecção curtas, mas os fios de cabelo e pelos permitem um histórico prolongado e detalhado do consumo, o que aumenta a eficácia do exame toxicológico ligado à CNH.
Quando a pessoa não possui cabelos ou pelos suficientes, o procedimento admite o uso de unhas, desde que um laudo médico comprove alopecia universal.
Tudo isso é registrado e processado em laboratório, vinculando o resultado diretamente ao processo de obtenção da CNH.
Quanto custa o exame toxicológico para CNH e qual a validade
O exame toxicológico para CNH deve ser realizado em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsáveis por analisar o material coletado em postos de coleta contratados especificamente para esse serviço.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o valor do exame é definido pela livre concorrência. Hoje, a estimativa é de um custo adicional entre R$ 110 e R$ 250 para quem precisa do laudo toxicológico para tirar ou regularizar a CNH nas categorias A e B.
O resultado tem validade de até 90 dias e pode ser reutilizado para outros fins dentro desse prazo, o que permite ao motorista usar o mesmo exame em mais de uma demanda, desde que ainda esteja dentro da validade.
Remédios controlados, contraprova e direito de recorrer
Há situações em que o candidato à CNH usa substâncias indicadas por médicos, como remédios controlados que se enquadram em algum dos grupos rastreados pelo exame toxicológico.
Nesses casos, é possível comprovar o uso por prescrição médica para não perder o direito à habilitação, à renovação ou à mudança de categoria.
Se o motorista discordar do resultado, pode pedir contraprova e recorrer administrativamente, utilizando a mesma amostra coletada no primeiro exame.
E para você, faz sentido exigir exame toxicológico em cabelo e pelos de todo mundo que vai tirar CNH de carro e moto a partir de 9 de dezembro de 2025?
Não faz