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Exportações para os EUA desaceleram mesmo após fim do tarifaço e recuam 28% em novembro

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 05/12/2025 às 12:42
Contêineres dos EUA e do Brasil em porto, com seta vermelha apontando para baixo, simbolizando a queda das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Contêineres com as bandeiras dos EUA e do Brasil aparecem lado a lado em um porto, enquanto uma seta vermelha descendente representa a retração das exportações brasileiras.
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Vendas do Brasil para os Estados Unidos caem de forma significativa, mesmo após a revogação das sobretaxas, e expõem mudanças no comportamento do comércio bilateral

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 28,1% em novembro, embora o tarifaço de 50% tenha sido removido no mês anterior. E, portanto, o recuo chamou atenção do setor.

Em novembro, o Brasil exportou US$ 2,662 bilhões para o mercado americano. Ainda assim, no mesmo mês do ano anterior, o país havia enviado US$ 3,703 bilhões aos EUA. O efeito retroativo da revogação, válido desde 13 de novembro, não impediu a queda.

Exportações gerais, números oficiais e comportamento do comércio

As exportações totais brasileiras cresceram 2,4% em novembro sobre o mesmo mês de 2024. Entretanto, o desempenho para os EUA seguiu em trajetória oposta.

As exportações somaram US$ 28,5 bilhões no mês. Embora tenham superado discretamente os US$ 27,9 bilhões de novembro de 2024, houve queda de 9,7% sobre outubro, quando o Brasil exportou US$ 31,5 bilhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a retração para os EUA ocorreu mesmo após o fim do tarifação implementado pelo governo americano.

Crescimento das importações americanas e desequilíbrio comercial

No mesmo período, as importações brasileiras de produtos fabricados nos EUA subiram 24,5%, alcançando US$ 3,834 bilhões.

Há um ano, o valor havia sido de US$ 3,078 bilhões, o que, portanto, evidenciou um avanço relevante.

De janeiro a novembro, as exportações brasileiras para os EUA caíram 6,7%, atingindo US$ 34,2 bilhões, enquanto as importações cresceram 12,7%, totalizando US$ 42,1 bilhões. Assim, a balança registrou déficit de US$ 7,94 bilhões no período.

Produtos com maiores quedas de exportação

A redução das vendas atingiu principalmente setores de alto impacto econômico. A seguir, os itens com maiores recuos:

  1. Óleos brutos de petróleo: −66%
  2. Carne bovina: −58,6%
  3. Café não torrado: −55,6%
  4. Sucos de frutas ou vegetais: −40,1%
  5. Celulose: −31,4%

Além disso, o Brasil também exportou menos para Argentina, Canadá, México, África e União Europeia. As quedas variaram de 2,1% a 11,6%, dependendo do destino.

China avança como principal destino do Brasil

Embora as vendas aos EUA tenham recuado, as exportações para a China cresceram intensamente.

A alta foi de 41%, passando de US$ 5,8 bilhões para US$ 8,2 bilhões. O país asiático respondeu por 29% de todas as exportações brasileiras em novembro.

Segmentos que impulsionaram o resultado mensal

A agropecuária foi o destaque das exportações brasileiras.

O setor cresceu 25,8%. A Indústria de Transformação avançou 3,7%. Entretanto, a Indústria Extrativista recuou 14%.

Balança comercial no acumulado do ano

De janeiro a novembro, o Brasil exportou US$ 317,8 bilhões, crescimento de 1,8% em comparação ao acumulado de 2024.

As importações totalizaram US$ 259,98 bilhões, aumento de 7,2%.

Assim, o saldo da balança comercial ficou em US$ 57,8 bilhões, com queda de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O saldo corrente de comércio atingiu US$ 577,8 bilhões, alta de 4,1%.

Fim do tarifação e impactos diretos no fluxo comercial

O tarifação foi encerrado em duas etapas.

Em 20 de novembro de 2025, Donald Trump removeu tarifas de 40%. Uma semana antes, ele havia eliminado tarifas adicionais de 10%. Ambas as decisões tiveram efeito retroativo a 13 de novembro.

O tarifação de 50% havia começado em 6 de agosto de 2025, quando os EUA aplicaram mais 40% sobre as tarifas extras de 10% cobradas desde abril. Assim, produtos como carnes, café, cacau, açúcar, frutas tropicais, vegetais, combustíveis fósseis, petróleo e derivados foram atingidos.

Motivações políticas e justificativas do governo americano

Segundo o governo dos EUA, as sobretaxas responderam a práticas e ações recentes do Brasil consideradas ameaças à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

Além disso, decisões judiciais brasileiras envolvendo big techs foram mencionadas como parte das justificativas políticas para o tarifação.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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