Montadora chinesa acelera industrialização no Brasil, amplia empregos, investe em tecnologia híbrida e consolida o país como polo estratégico da nova mobilidade sustentável
A fábrica da chinesa GWM em São Paulo inicia produção com plano de 60% de nacionalização, marcando um novo capítulo da indústria automotiva brasileira. A montadora Great Wall Motors (GWM) inaugurou oficialmente, sua unidade industrial em Iracemápolis, no interior paulista, com foco em veículos híbridos, produção local e ampliação da cadeia produtiva nacional.
Além disso, o complexo industrial reforça a estratégia da empresa de transformar o Brasil em um hub regional para a América Latina. A planta, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, já emprega cerca de 400 trabalhadores e possui capacidade instalada para produzir até 50 mil veículos por ano, com possibilidade de expansão gradual nos próximos anos.
A informação foi divulgada por veículos especializados do setor automotivo e confirmada pela própria GWM, que detalhou metas ambiciosas de nacionalização, geração de empregos e avanço tecnológico no país.
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Produção começa com híbridos e mira expansão acelerada da capacidade instalada
Inicialmente, a produção anual da fábrica deve variar entre 20 mil e 30 mil veículos, número que poderá atingir 50 mil unidades em até três anos. No médio prazo, a montadora projeta alcançar 100 mil veículos por ano, acompanhando o crescimento da demanda por modelos eletrificados no Brasil.
O primeiro veículo fabricado localmente será o SUV híbrido Haval H6, disponível nas versões HEV2, PHEV19, PHEV34 e GT. Além disso, a empresa confirmou que uma versão flex do modelo está prevista para 2026, reforçando a adaptação às características do mercado brasileiro.
Ainda em 2025, a planta deve iniciar a produção do Haval H9, SUV premium de sete lugares movido a diesel, e da picape média Poer P30, também com motorização diesel. Dessa forma, a GWM amplia seu portfólio nacional e passa a disputar segmentos estratégicos do mercado automotivo.
Enquanto isso, a fábrica já nasce integrada ao programa federal MoVer, que incentiva a mobilidade verde e a produção de veículos com menor impacto ambiental.
Nacionalização de 60% impulsiona fornecedores, empregos e tecnologia local
Desde o início das operações, a GWM trabalha com peças importadas da China. No entanto, a montadora estabeleceu como meta atingir 60% de nacionalização das peças em até três anos, fortalecendo a indústria local e reduzindo a dependência externa.
Já nesta fase inicial, itens como pneus, vidros, rodas, bancos, chicotes elétricos e pintura passam a ser produzidos no Brasil. Além disso, a empresa avalia a adoção de dois turnos de produção a partir de 2026, o que deve acelerar ainda mais a capacidade produtiva da unidade.
Com isso, a expectativa é gerar entre 800 e 1.000 empregos diretos até o fim de 2025, além de milhares de postos indiretos ao longo da cadeia de fornecedores.
Paralelamente, a GWM anunciou a criação de um Centro de Engenharia e Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) no Brasil. A empresa também pretende lançar a Fundação GWM, voltada ao desenvolvimento tecnológico, capacitação profissional e ações sociais.
Montadoras chinesas lideram eletrificados e ampliam presença no Brasil
O avanço da GWM ocorre em um momento de forte crescimento das montadoras chinesas no Brasil. Segundo dados da Fenabrave, entre janeiro e julho de 2025, as vendas de veículos híbridos e elétricos cresceram 46,83% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o mercado total avançou apenas 4,1%.
Além disso, números da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) mostram que 63,5% dos 139,2 mil veículos eletrificados vendidos no período pertencem a marcas chinesas. A BYD lidera com 28,10% do mercado de híbridos e 76,78% dos elétricos.
Enquanto isso, além da fábrica da GWM em São Paulo, a BYD inaugurou parcialmente seu complexo industrial em Camaçari (BA). Outras marcas chinesas, como a GAC Motors, também estudam produzir localmente e desenvolver veículos movidos a etanol, ampliando ainda mais a competitividade do setor.
GWM acelera vendas e amplia rede de concessionárias no país
No primeiro semestre de 2025, a GWM Brasil emplacou 15.261 veículos, um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, o mercado total de veículos leves cresceu apenas 3%, o que evidencia um desempenho sete vezes superior à média do setor.
O Haval H6 foi o SUV híbrido mais vendido do Brasil, com 12.675 unidades comercializadas no semestre. Já o Tank 300, modelo off-road lançado em abril, somou 1.218 vendas no período.
Atualmente, a GWM conta com 104 concessionárias em mais de 50 cidades e pretende chegar a 130 unidades até dezembro de 2025. Além disso, o sistema GWM Delivery garante cobertura em 100% dos 5.570 municípios brasileiros, ampliando o alcance da marca.
Segundo Diego Fernandes, COO da GWM Brasil, o desempenho reflete uma estratégia clara. “O crescimento da GWM é resultado direto do foco em tecnologia, inovação e experiência do cliente”, afirmou.
Você acredita que a expansão das montadoras chinesas pode transformar o Brasil em um polo global de veículos híbridos e elétricos?

Não entendi essa bandeira chinesa aí. Tem milhares de empresas estrangeiras no Brasil e nem por isso colocam a bandeira de seus países. Isso é colonialismo e ao regime comunista opressor.
Essa bandeira não representa a China, a bandeira verdadeira as 4 estrelinhas não estão no mesmo sentido da estrela maior, e sim com suas pontas voltadas para o centro da maior. Esse é o mesmo erro que a organização das Olimpiadas de 2016 cometeram.
Será que o preço vai baixar?
Receio isso o que fizeram em jacarei quem comprou tigo 1e 3dancaran **** os caras largaram a fábrica e pararam isso e o começo nao tem postura chinês eles sao **** amigos e dane se vc então nao acredito neles