Após ser levada à falência no início do mês, a MMX Sudeste, mineradora de Eike Batista, conseguiu suspender a falência na Justiça de Minas Gerais (MG) e seu contrato com o grupo chinês CDILL de R$ 50 milhões pode impulsionar o setor de mineração
A mineradora MMX Sudeste, em um processo na Justiça de MG que se arrasta desde 2014, conseguiu a suspensão da falência na 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte após entrar com recurso. A mineradora de Eike Batista alegou que não teve direito a se manifestar em relação às decisões do Administrador Judicial de converter a recuperação judicial em falência.
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De acordo com a MMX Mineração, a decisão de convolação de recuperação judicial em falência não poderia ter sido feita sem que a MMX Sudeste pudesse se manifestar sobre as alegações apresentadas pelo Administrador Judicial sobre a suposta desordem do plano de recuperação da empresa na Justiça de MG.
A falência de outras mineradoras de Eike Batista
Na última quarta-feira, a MMXM3 e a MMX Corumbá, também de Eike Batista, tiveram sua falência decretada, o que impactou diretamente nas ações da mineradora, que caíram 27%, indo a R$ 14,67.
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Os ativos das empresas de mineração tiveram suas negociações interrompidas. A empresa de mineração de Eike Batista também informou que as falências poderiam interferir diretamente no Term Sheet, um documento com condições de investimento com o grupo chinês CDILL, em que este se comprometia a investir cerca de R$ 50 milhões na MMX para impulsionar o mercado de mineração.
A falência da MMX Sudeste em MG e polêmicas com o grupo chinês
A decisão de falência no início do mês foi decretada pela juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte (MG), que cuida da recuperação judicial da empresa de Eike Batista. A controladora já havia afirmado que a decisão era provisória e estaria sujeita a recurso, como foi o que ocorreu. Como dito antes, isso impactaria diretamente no acordo com a CDILL.
Desde o anúncio da parceria, foram levantadas algumas suspeitas já que, embora a CDILL tenha feito a promessa de aplicar 50 milhões de dólares na empresa de mineração, a investidora teria apenas um capital de apenas US$ 128,60 de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de investidores (Abradin) nos registro de investidores de Hong Kong. Na petição para evitar a falência da MMX Sudeste, o investimento da CDILL foi o principal argumento utilizado para o adiamento da decisão.
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