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FAPEG e UFG desenvolvem tecnologia que transforma resíduos agroindustriais em energia limpa, bioinsumos e fertilizantes sustentáveis

Escrito por Hilton Libório
Publicado el 15/01/2026 a las 16:32
Reator experimental utilizado em pesquisa da UFG para transformar resíduos agroindustriais em energia limpa, bioinsumos e fertilizantes sustentáveis
FAPEG e UFG desenvolvem tecnologia que transforma resíduos agroindustriais em energia limpa, bioinsumos e fertilizantes sustentáveis/ Foto: Governo de Goiás
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Pesquisa apoiada pela FAPEG e desenvolvida na UFG cria solução sustentável que converte resíduos agroindustriais em bioinsumos e energia limpa, fortalecendo a inovação e a competitividade do agronegócio brasileiro

Pesquisadores anunciaram um avanço relevante para a sustentabilidade e a inovação no campo: FAPEG e UFG iniciaram o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de transformar resíduos agroindustriais em energia limpa, bioinsumos e fertilizantes sustentáveis, com impacto positivo no agronegócio brasileiro.

A iniciativa, conduzida pela Universidade Federal de Goiás com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, prevê a construção de uma planta conceito para produção contínua de bioinsumos por meio da carbonização hidrotérmica.

Segundo matéria publicada pelo Governo de Goiás nesta quinta-feira, 15 de janeiro, o projeto converte resíduos antes considerados passivos ambientais em produtos de maior valor agregado, alinhando ciência, economia circular e transição energética.

FAPEG e UFG apostam em inovação para o agronegócio brasileiro

O projeto apoiado pela FAPEG e desenvolvido na UFG representa um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente em um cenário de crescente pressão por práticas sustentáveis e redução de emissões de carbono. A pesquisa propõe a criação de um equipamento industrial em pequena escala, capaz de operar de forma contínua e eficiente.

Esse equipamento será responsável por converter resíduos agroindustriais em produtos sólidos e líquidos com aplicação agrícola e energética. Ao invés do descarte, materiais oriundos de agroindústrias passam a integrar um novo ciclo produtivo, reduzindo impactos ambientais e criando novas oportunidades econômicas no meio rural.

Tecnologia transforma resíduos agroindustriais em energia limpa e bioinsumos

A base tecnológica do projeto é a carbonização hidrotérmica, um processo que converte biomassa úmida sob condições controladas de alta temperatura e pressão. Diferentemente de outras técnicas, essa tecnologia dispensa a secagem prévia da biomassa, tornando o processo mais eficiente e adequado à realidade dos resíduos agroindustriais.

A partir desse processo, são gerados dois produtos principais: o hidrocarvão, em estado sólido, e o bio-óleo, em estado líquido. Ambos apresentam elevado potencial de aproveitamento energético e agrícola, ampliando o uso da energia limpa no setor produtivo.

Hidrocarvão e bio-óleo ampliam soluções para o agronegócio brasileiro

O hidrocarvão produzido apresenta características físicas e químicas que permitem seu uso como fertilizante agrícola, condicionador de solo ou combustível renovável. Além disso, ele contribui para a fixação de carbono no solo, fator essencial para a redução dos impactos ambientais e melhoria da qualidade agrícola.

Já o bio-óleo pode ser utilizado como fonte de energia limpa ou como matéria-prima para outros insumos industriais. Ambos os produtos passarão por análises detalhadas, com o objetivo de avaliar sua aplicação em geração de energia, agricultura sustentável e redução de emissões.

Na sequência: bagaço, biochar e bio-óleo. Laboratório GOH2/ Foto: Instituto de Química UFG

Planta experimental off-grid utiliza energia limpa solar

Um dos diferenciais mais relevantes do projeto é a integração de uma unidade experimental alimentada exclusivamente por energia limpa de fonte solar. O sistema será off-grid, ou seja, totalmente autossuficiente, capaz de gerar, armazenar e utilizar sua própria eletricidade durante o funcionamento.

A planta será instalada em um módulo móvel, o que permitirá sua operação diretamente nos locais onde os resíduos agroindustriais são gerados. Essa característica amplia a eficiência logística, reduz custos de transporte e facilita a adoção da tecnologia em diferentes regiões do estado e do país.

Pesquisa da UFG impulsiona economia circular e transição energética

Segundo o coordenador do projeto, professor Christian Gonçalves Alonso, da UFG, os resultados da pesquisa têm potencial para estimular novos negócios no setor agropecuário. A tecnologia pode contribuir para a diversificação da matriz energética de Goiás e ampliar a oferta de bioinsumos inovadores no agronegócio brasileiro.

A iniciativa está alinhada ao Programa Goiás Mais Energia Rural, que busca fortalecer o setor agroenergético, gerar valor para o meio rural e promover benefícios ambientais e econômicos. O projeto também dialoga com políticas públicas voltadas à transição energética e à descarbonização.

Benefícios ambientais e econômicos dos resíduos agroindustriais

Do ponto de vista ambiental, a tecnologia desenvolvida por FAPEG e UFG contribui diretamente para a redução de passivos ambientais, ao dar destino adequado aos resíduos agroindustriais. Além disso, o processo auxilia na redução das emissões de gases de efeito estufa, ao substituir fontes fósseis por energia limpa.

Economicamente, o projeto fortalece cadeias produtivas de bioinsumos, reduz custos operacionais das agroindústrias e estimula a economia regional. Indiretamente, a iniciativa gera benefícios sociais, ao incentivar inovação, pesquisa aplicada e geração de empregos qualificados.

FAPEG fortalece ciência aplicada e inovação no campo

O projeto foi selecionado no edital nº 25/2025, lançado pela FAPEG em parceria com a Secretaria-Geral de Governo, no âmbito do Programa Goiás Mais Energia Rural. A chamada pública apoia iniciativas inovadoras voltadas à transformação energética no campo, com foco em uma matriz mais limpa e diversificada.

Para o presidente da fundação, Marcos Arriel, a iniciativa reforça o papel estratégico da ciência e da tecnologia na construção de um futuro sustentável. Ele destaca que Goiás, com intensa atividade agroindustrial, avança ao buscar alternativas aos combustíveis fósseis e soluções eficientes para grandes volumes de resíduos agroindustriais.

Projeto terá duração até 2027 e integra centro de excelência

A pesquisa terá duração de até 24 meses, com previsão de conclusão no final de 2027. Os recursos do edital permitirão a elaboração detalhada do projeto, a construção da planta conceito e a caracterização técnica dos produtos gerados.

Christian Alonso é professor do curso de Engenharia Química da UFG e coordena o Laboratório GOH2, unidade parceira do Centro de Excelência em Hidrogênio e Tecnologias Energéticas Sustentáveis (Cehtes), que também recebe fomento da FAPEG. O centro atua em áreas estratégicas como energia limpa, captura de carbono, eficiência energética e combustíveis avançados.

Tecnologia reposiciona o agronegócio brasileiro na agenda sustentável

Ao transformar resíduos agroindustriais em energia limpa, bioinsumos e fertilizantes sustentáveis, a iniciativa conduzida por FAPEG e UFG reforça o papel da ciência como vetor de inovação no agronegócio brasileiro.

O projeto demonstra que é possível unir tecnologia, sustentabilidade e competitividade, oferecendo soluções práticas para desafios ambientais históricos do setor. Mais do que uma pesquisa acadêmica, a iniciativa representa um modelo replicável, alinhado às demandas globais por produção limpa e eficiente.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas. Contato e sugestões de pauta: hiltonliborio44@gmail.com

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