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Fotos revelam detalhe estranho em bombas presas sob caça F-16 e levantam suspeita sobre arma rara capaz de destruir estoques químicos e biológicos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 08/03/2026 a las 15:33
Uma rara configuração incendiária de JDAM chama a atenção em novas imagens.
Uma rara configuração incendiária de JDAM chama a atenção em novas imagens.
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Imagens divulgadas pela Força Aérea Israelense mostram bombas JDAM GBU-31 de 2.000 libras com marcações incomuns instaladas sob um caça F-16C/D Barak durante missões recentes relatadas sobre Teerã, no Irã, levantando questionamentos sobre a configuração da carga útil utilizada

Imagens divulgadas pela Força Aérea Israelense nas redes sociais mostram duas bombas JDAM GBU-31 de 2.000 libras montadas sob um caça F-16C/D Barak, com marcações incomuns que chamaram atenção durante operações recentes realizadas sobre Teerã, no Irã.

As fotografias foram acompanhadas por uma declaração do comandante da Base Aérea de Ramat David, que mencionou missões recentes conduzidas em território iraniano. O material visual rapidamente atraiu interesse devido às características distintas das bombas transportadas pelo F-16.

A presença das armas sob a asa da aeronave, aliada ao contexto operacional das missões relatadas, levou analistas a observar com atenção detalhes visíveis nas bombas. Entre esses elementos, destacaram-se marcas coloridas que não correspondem às configurações normalmente observadas em bombas JDAM.

Marcas incomuns nas bombas montadas no F-16

O detalhe que mais chamou atenção nas imagens foi a presença de marcações incomuns nas bombas JDAM. As armas exibem uma faixa vermelha circundando a seção frontal, além de um tampão de nariz pintado na mesma cor.

Além dessa marcação, também é possível observar uma faixa amarela posicionada próxima à parte dianteira da bomba. Esse tipo de marcação é mais comum e aparece em diversas munições utilizadas em configurações padrão.

Segundo convenções normalmente utilizadas em munições dos Estados Unidos, a faixa amarela indica que o armamento contém um projétil de alto poder explosivo.

No entanto, a presença simultânea das duas cores nas bombas transportadas pelo F-16 não corresponde a uma configuração típica de JDAM.

O significado das marcações vermelha e amarela

Enquanto a faixa amarela aparece com frequência em armamentos convencionais, a presença de marcações vermelhas é muito menos comum em bombas JDAM. Esse detalhe visual levantou questionamentos sobre o tipo de carga útil instalada nessas armas específicas.

Dentro das convenções de marcação de munições dos Estados Unidos, uma faixa vermelha pode indicar a presença de uma carga incendiária.

Em outros casos, marcações em vermelho escuro sobre superfícies cinzas podem indicar munições contendo agentes irritantes ou de controle de distúrbios.

Diante dessas convenções, observadores passaram a considerar a possibilidade de que as bombas vistas sob o F-16 estivessem configuradas com um tipo diferente de carga útil. A hipótese levantada envolve a utilização de uma configuração incendiária em vez de uma ogiva explosiva convencional.

Possível ligação com a arma rara Crash PAD

Entre as poucas variantes conhecidas de JDAM associadas a cargas incendiárias está a BLU-119/B Crash PAD, sigla para Prompt Agent Defeat.

Essa arma possui aproximadamente 907 kg, equivalentes a 2.000 libras, e raramente aparece em discussões públicas.

O Crash PAD foi desenvolvido para funcionar com o kit de orientação JDAM. Diferentemente do que muitas vezes se imagina, o JDAM não é uma bomba completa, mas sim um sistema de conversão que transforma bombas convencionais em armas guiadas.

Esse kit acrescenta uma seção traseira guiada por GPS com aletas de controle e estabilizadores. O conjunto permite que a bomba plane até o alvo com maior precisão depois de ser lançada por aeronaves como o F-16.

Como funciona o sistema JDAM

O kit de orientação JDAM é normalmente acoplado a corpos de bombas já existentes, frequentemente da série Mk 80. Essa combinação permite que forças armadas criem diferentes variantes de armamentos guiados com diversos tipos de cargas úteis.

A BLU-119/B Crash PAD foi desenvolvida em 2002 como uma capacidade de resposta rápida. A arma foi preparada para uso durante a invasão do Iraque em 2003.

O sistema foi projetado para atingir e destruir estoques de armas químicas e biológicas. A bomba utiliza cerca de 66 kg de explosivo PBX-109 combinados com aproximadamente 190 kg de fósforo branco.

Quando empregada, a carga explosiva inicial rompe contêineres ou bunkers que armazenam materiais perigosos. Em seguida, o fósforo branco se inflama e queima intensamente, destruindo os agentes por incineração e reduzindo o risco de dispersão dos materiais no ambiente.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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