Furnas anunciou nesta segunda-feira, 1 de julho, a construção de suas primeiras usinas solares para sustento elétrico.
Serão três usinas fotovoltaicas de potencial nominal de 1MW cada, que serão construídas em áreas próxima à UHE Anta, no rio Paraíba do Sul, divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, para o consumo próprio de Furnas. A empresa informa que o objetivo do projeto é reduzir em aproximadamente 40% os gastos anuais com energia elétrica no escritório central da companhia, no Bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, no qual se concentra o maior consumo de energia entre todas as operações da companhia.
As usinas de energia solar custará um investimento de R$ 11,160 milhões a companhia, e seu início da geração comercial está previsto para o primeiro trimestre de 2020.
-
Programa Pé-de-Meia do governo Lula evita que 1 em cada 4 jovens abandone o ensino médio, derruba a evasão entre alunos vulneráveis e revela que o incentivo financeiro já está mudando o destino de milhares de estudantes pelo Brasil
-
5 carros lançados em 2016 que ainda valem a pena em 2026: de Creta e Kicks a Compass, Cruze e Toro, modelos envelheceram bem e seguem fortes no mercado de usados
-
A vila brasileira única onde não tem asfalto, energia elétrica quase não chega, carro não entra e a luz da Lua vira atração entre dunas e ruas de areia, chamando a atenção de mais 1,5 milhão de turistas por ano
-
O jogo virou no varejo automotivo em março: depois de liderar fevereiro com folga, o Dolphin Mini perde força, despenca para fora do pódio e vê o HB20 protagonizar uma arrancada inesperada da 9ª posição até a vice-liderança nas vendas
Segundo Rodrigo Calixto, superintendente de empreendimentos de geração de Furnas, o plano da empresa é bem ousado, o objetivo é ampliar o projeto de geração de energia solar para atender a outras áreas de Furnas. “Já temos um projeto para uma segunda planta no interior do Rio de Janeiro, em uma área de atuação da Enel. Depois a ideia é expandir a geração fotovoltaica para Minas Gerais, São Paulo e demais áreas onde atuamos. Queremos zerar a conta de luz nas unidades de Furnas”, explica o executivo.
Apesar de a área de abrangência de Furnas ser grande, o executivo garante que há dinheiro em caixa para tirar os projetos do papel. Isso porque, segundo ele, o investimento em cada unidade fotovoltaica não é tão elevado.
O executivo explica a razão de Furnas ter decidido agora se aproximar da geração fotovoltaica. Segundo ele, essa foi uma forma de ganhar experiência em uma modalidade onde a companhia ainda não atua. “Historicamente, atuamos com hidrelétricas e já tivemos experiência em eólicas. Agora, o futuro sinaliza que boa parte da expansão do setor elétrico vai ser por meio da energia solar. Os planos decenais indicam essa tendência e os leilões têm registrado um grande número de projetos inscritos de energia fotovoltaica”, informa.
No entanto, o executivo pondera que a energia fotovoltaica não está na base do negócio, mas se posiciona como uma fonte complementar.
Consórsio responsável
A obra desse primeiro projeto será executada pelo consórcio Kyo-Green, do qual fazem parte a Kyoservice e a Solergy. A licitação foi vencida com um deságio de cerca de 20% em relação ao valor orçado. Esse projeto foi a primeira concorrência de Furnas segundo o modelo de contratação integrada, prevista na Lei nº13.303/2016.
Segundo o texto, o consórcio vencedor será responsável pela execução completa, desde a fase de projeto básico até o término da obra e início da operação comercial.
Furnas é uma empresa de economia mista federal, tem capital fechado e seu controle está nas mãos da Eletrobras. Sua atuação se divide entre geração, transmissão e comercialização de energia elétrica. Hoje, a companhia atua em 16 estados e no Distrito Federal. Seu sistema é composto por 21 usinas hidrelétricas e duas termelétricas — próprias e em parceria com outras empresas. Ao todo, sua operação conta com cerca de 29 mil quilômetros de linhas de transmissão e 75 subestações
Seja o primeiro a reagir!