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Geração Z trava o consumo nos EUA e provoca rombo bilionário inesperado

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 19/11/2025 às 21:13
Jovem analisando contas ao lado de um notebook, representando dificuldades financeiras da Geração Z em 2025.
Jovem confere documentos financeiros em casa, simbolizando a dificuldade da Geração Z em alcançar independência econômica em 2025.
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Condições econômicas que ampliam a retração de consumo

A Geração Z, marcada pela dependência prolongada da família e por um mercado de trabalho restrito em 2025, passou a representar um dos principais fatores para a queda do consumo nos Estados Unidos, segundo relatório divulgado pela Oxford Economics. O estudo informa que, desde 2022, a desaceleração na contratação reduziu a taxa para 3,2% em 2025 e, portanto, esse grupo passou a enfrentar mais barreiras para iniciar a vida profissional. Além disso, a Oxford expõe que a combinação entre moradia cara, crescimento salarial limitado e baixa mobilidade gera “cicatrizes de longo prazo” entre jovens ainda sem chance de acumular patrimônio. Em consequência desse cenário, a pesquisa estima que US$ 12 bilhões ao ano deixam de circular porque muitos jovens permanecem morando com os pais, o que reduz gastos essenciais como aluguel, alimentação e transporte, intensificando a perda de atividade econômica em 2025.

Mercado de trabalho em retração e vulnerabilidade crescente

Segundo a economista Grace Zwemmer, da Oxford Economics, “jovens trabalhadores são mais vulneráveis a recessões”. Além disso, ela afirma que a ausência de mobilidade profissional impede o avanço salarial nas idades mais produtivas. Os dados mostram que jovens entre 16 e 19 anos registram 14% de desemprego, enquanto a faixa de 19 a 24 anos apresenta cerca de 9%, diante de uma média nacional de 4%. A especialista explica ainda que a mobilidade ascendente, historicamente intensa no início da carreira, estagnou no atual ciclo econômico. Assim, mesmo quem consegue emprego encontra dificuldade para trocar de empresa e aumentar a renda.

Jovens permanecem mais tempo na casa dos pais

Segundo o estudo, há 1 milhão a mais de jovens entre 22 e 28 anos vivendo com os pais em 2025 quando comparado ao período pré-pandemia. Além disso, o Federal Reserve de Nova York confirma que esse movimento reduz o consumo em cerca de US$ 12 bilhões anuais, reforçando o impacto financeiro sobre a economia. A Oxford compara esse comportamento ao observado entre os millennials durante a Grande Recessão, quando o percentual de jovens morando com os pais passou de 27% para 32%. Mesmo assim, a Oxford registra que 55% dos millennials possuem casa própria em 2025, apesar dos juros altos e dos preços recordes.

Evolução do comportamento econômico e percepção sobre o futuro

A Oxford afirma que a percepção negativa das condições de trabalho em 2025 torna a Geração Z mais cautelosa com qualquer tipo de gasto. Além disso, o relatório conclui que a dificuldade de acumular riqueza impede que esse grupo avance financeiramente e, portanto, leva ao pessimismo generalizado sobre independência econômica.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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