Turistas relataram que o ambulante digitou valores muito acima do combinado ao usar o celular delas no pagamento; a guarda municipal deteve o suspeito em flagrante na zona sul do Rio
O caso envolve um ambulante que vendia açaí na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, e que teria aplicado um golpe ao cobrar R$ 700 por dois copos que, segundo as vítimas, custariam R$ 70. O prejuízo só não foi maior porque uma tentativa de cobrança de R$ 7.000 não teria sido autorizada pelo aplicativo do banco.
A história chama atenção por um detalhe que se repete em golpes desse tipo: a pressa, a distração e a confiança no momento do pagamento. Quando a compra parece simples, o cuidado costuma cair, e é justamente essa brecha que o criminoso explora.
Como o golpe do açaí aconteceu
De acordo com o relato, as turistas combinaram o valor de R$ 70 por dois copos de açaí. Até ali, a compra seguiu normalmente. O problema começou quando, na hora de pagar, elas entregaram o celular ao ambulante.
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Com o aparelho nas mãos, o suspeito teria digitado primeiro R$ 7.000. Como a transação não foi concluída, ele então teria reduzido para R$ 700 e conseguiu efetivar a cobrança. O golpe, nesse formato, depende de uma única coisa: você não ver o valor antes de confirmar.
Por que o ambulante mira turistas e momentos de distração
O próprio contexto da praia favorece esse tipo de abordagem. Sol, calor, fila, barulho, crianças, sacolas, areia, cartão, celular. Em meio a isso, muita gente paga rápido e só percebe o valor depois, no extrato.
O relato também sugere uma dinâmica comum: quando a vítima questiona, o ambulante pode tentar intimidar, falar alto, “resolver depois” ou prometer estorno. Mesmo quando alguém reclama, o tempo e o constrangimento trabalham a favor do golpista, que pode repetir a prática com outras pessoas até ser identificado.
Prisão em flagrante no Arpoador
Assim que perceberam a cobrança, as turistas acionaram a guarda municipal. Os agentes teriam ido atrás do ambulante, que tentou fugir, mas foi detido.
O caso foi descrito como prisão em flagrante, realizada na praia do Arpoador, na zona sul do Rio de Janeiro.
Durante a repercussão, houve menção a uma possível tornozeleira eletrônica, mas a informação não foi confirmada no relato apresentado.
O que está claro no caso é a sequência: cobrança irregular, acionamento rápido e detenção do suspeito.
Sinais de alerta para não cair no golpe do ambulante
Algumas medidas simples reduzem muito o risco, principalmente em compras rápidas na rua ou na praia:
Confira o valor antes de pagar. Olhe a maquininha e confira o número exibido, sempre.
Não entregue seu celular. Se o pagamento é no seu aparelho, você deve digitar e confirmar.
Ative alertas do banco. Notificações instantâneas ajudam a perceber na hora.
Desconfie de pressa e insistência. Se o ambulante tenta apressar a confirmação, pare e revise.
Se algo parecer errado, peça ajuda imediatamente. Em locais com guarda municipal por perto, acionar na hora aumenta a chance de flagrante.
O que o caso expõe sobre o “golpe do açaí”
O episódio no Arpoador reforça que o problema não está no produto, e sim na forma como o pagamento é conduzido.
O golpe acontece quando o ambulante cria um cenário em que a vítima não confere o valor e confirma a transação.
Também fica evidente um ponto prático: quanto mais rápido a vítima percebe e chama a guarda, maior a chance de resolução, seja para recuperar valores, seja para responsabilizar o suspeito.
Você costuma conferir o valor na maquininha e no celular antes de concluir uma compra com ambulante na praia?

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