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Governo aciona força-tarefa internacional contra pirataria

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 28/11/2025 às 09:19
Atualizado em 28/11/2025 às 12:53
Força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming na 8ª fase da Operação 404.
Foto: IA
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Força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming na 8ª fase da Operação 404.

Uma força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming durante a 8ª fase da Operação 404, deflagrada nesta quinta-feira (27), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A ação mobilizou órgãos do Brasil, Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Reino Unido, além de Estados Unidos e México como observadores, em uma ofensiva que busca desmantelar redes digitais responsáveis por crimes contra a propriedade intelectual. 

O objetivo é impedir a disseminação de conteúdo ilegal, atacar a estrutura de financiamento da pirataria e responsabilizar administradores de plataformas irregulares que operam em diversos estados brasileiros. 

Com isso, o governo reforça a mensagem de que crimes digitais não ficam impunes e que a proteção dos direitos autorais segue como prioridade diante do crescimento de serviços clandestinos de streaming. 

Operação amplia alcance e reforça combate à pirataria digital 

Nesta fase, a força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming, além de remover milhares de conteúdos ilegais em redes sociais e repositórios.

Foram executados 44 mandados de busca e apreensão, incluindo quatro prisões preventivas e três flagrantes. 

As ações ocorreram em múltiplos estados, com o apoio das Polícias Civis e de órgãos federais como Anatel e Ancine. 

Diferentemente das fases anteriores, a atual etapa colocou foco especial no fluxo financeiro dos serviços piratas, rastreando fontes de monetização e estruturas de pagamento utilizadas para manter plataformas clandestinas no ar. 

“A internet não é território sem lei”, afirma diretor do MJSP 

Então para reforçar a mensagem institucional, o diretor de Operações e Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, destacou a importância da ofensiva internacional. 

“Esta operação é uma resposta do Estado brasileiro à criminalidade digital.

Na fase atual, não apenas remove o conteúdo ilegal, mas ataca diretamente a infraestrutura e a cadeia de financiamento da pirataria, mostrando que a internet não é um território sem lei.

Continuaremos nosso trabalho com rigor para proteger a propriedade intelectual e o ecossistema criativo”, afirmou. 

Assim a fala sintetiza o principal foco da fase 8: endurecer o combate ao modelo de negócios que sustenta o crime. 

Cooperação internacional fortalece resultados da Operação 404 

Então além da remoção de sites, a força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming graças ao trabalho conjunto de agências e instituições de vários países. 

Participaram entidades como: 

City of London Police – IP Crime Unit;

Intellectual Property Office (Reino Unido);

Departamento de Justiça dos EUA;

Instituto Nacional de Defesa da Concorrência (Peru);

Premier League;

Alliance for Creativity and Entertainment (ACE);

ABTA, ALIANZA, APDIF, IFPI, ESA, MPA, EUIPO, entre outras.

A articulação multinacional demonstra que o combate à pirataria digital ultrapassa fronteiras e exige alinhamento entre governos, indústria cultural e órgãos de segurança. 

Histórico da operação: avanço progressivo no combate ao crime 

Então desde 2019, a Operação 404 vem ampliando seu alcance, com bloqueios, prisões e remoção de conteúdos ilegais em larga escala. Entre os destaques das fases anteriores estão: 

1ª fase (2019): 210 sites e 100 aplicativos bloqueados. 

2ª fase (2020): 252 sites suspensos. 

3ª fase (2021): 334 sites desativados. 

4ª fase (2022): avanço para o metaverso e mais de 10 milhões de downloads ilegais removidos. 

5ª fase (2023): 199 sites removidos e 11 prisões. 

6ª fase (2023): 606 sites irregulares bloqueados em diversos países. 

7ª fase (2024): 675 sites e 14 aplicativos tirados do ar. 

Então agora, com a fase 8, a força-tarefa internacional contra pirataria tira do ar 535 sites e um aplicativo de streaming, mantendo o ritmo crescente de ações. 

Impactos econômicos e culturais da pirataria 

Os investigados são suspeitos de distribuir ilegalmente músicas, filmes, transmissões esportivas e jogos, gerando perdas expressivas para a economia criativa. 

Assim além do prejuízo financeiro, a prática compromete empregos, investimentos culturais e a remuneração justa de artistas e produtores. 

O que diz a lei sobre o crime de pirataria digital 

No Brasil, quem pratica crimes contra a propriedade intelectual pode pegar de dois a quatro anos de reclusão, além de multa, conforme o Artigo 184 do Código Penal.

Então os envolvidos ainda podem responder por associação criminosa e lavagem de capitais. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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