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Governo do Egito volta a estudar inundar o deserto, até 133 m abaixo do nível do mar, com água do Mediterrâneo após um novo estudo de viabilidade anunciado em 2023; a aposta em geração hidrelétrica esbarra em evaporação intensa e na tendência de o reservatório virar um lago cada vez mais salgado, com impactos ambientais difíceis de reverter

Escrito por Bruno Teles
Publicado el 07/01/2026 a las 15:04
Egito avalia inundar o deserto com água do Mediterrâneo na depressão do Qatar; evaporação intensa pode concentrar sal, elevar custos e limitar a geração hidrelétrica, segundo o estudo de viabilidade de 2023.
Egito avalia inundar o deserto com água do Mediterrâneo na depressão do Qatar; evaporação intensa pode concentrar sal, elevar custos e limitar a geração hidrelétrica, segundo o estudo de viabilidade de 2023.
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Com a depressão do Qattara chegando a até 133 m abaixo do nível do mar, o Egito volta a discutir inundar o deserto com água do Mediterrâneo. Um contrato de 11 de abril de 2023 prevê estudo de viabilidade, mas evaporação extrema pode concentrar sal, alterar ecossistemas e travar benefícios.

O debate sobre inundar o deserto voltou ao centro das discussões no Egito depois do anúncio de um estudo de viabilidade em 2023 para levar água do Mediterrâneo até a depressão do Qattara, uma bacia gigantesca que fica até 133 m abaixo do nível do mar e hoje é marcada por sal, lagos rasos e pântanos.

A promessa, conforme BlueLife, é transformar a diferença de altitude em geração hidrelétrica, criando um fluxo constante enquanto a água entra e a evaporação retira volume. O risco, porém, é estrutural: o calor pode acelerar a evaporação, concentrar sal e empurrar o reservatório para um lago cada vez mais salgado, com impactos ambientais difíceis de reverter.

A depressão do Qattara e o tamanho do plano

Egito avalia inundar o deserto com água do Mediterrâneo na depressão do Qatar; evaporação intensa pode concentrar sal, elevar custos e limitar a geração hidrelétrica, segundo o estudo de viabilidade de 2023.

A depressão do Qattara aparece no meio do Saara como uma ferida geográfica aberta, descrita como uma extensão desabitada e extremamente hostil.

Partindo da costa africana do Mediterrâneo e seguindo cerca de 80 km para dentro do deserto da Líbia, chega-se a essa depressão do Qattara com área estimada em cerca de 7.000 milhas quadradas, quase o tamanho de Nova Jersey.

Ela já abriga lagos salinos e pântanos, e a proposta de inundar o deserto prevê preencher essa bacia até um nível em que ela se torne um corpo d’água enorme, citado com cerca de 7.700 milhas quadradas, um pouco menor que o lago Winnipeg.

É justamente o fato de a depressão do Qattara ficar abaixo do nível do mar que sustenta a ideia: se houver uma conexão estável com o Mediterrâneo, a água pode escoar para dentro sem depender de bombeamento para vencer a gravidade.

Mesmo antes de falar em turbinas, o projeto exige uma definição central: qual cota de água se pretende manter e qual será o balanço entre entrada e evaporação.

Sem esse equilíbrio, inundar o deserto deixa de ser uma usina e vira um experimento de salinização em escala continental.

A ideia não é nova: 1912, 1927 e o papel de John Ball

Egito avalia inundar o deserto com água do Mediterrâneo na depressão do Qatar; evaporação intensa pode concentrar sal, elevar custos e limitar a geração hidrelétrica, segundo o estudo de viabilidade de 2023.

A hipótese de usar a depressão do Qattara como fonte de energia remonta a 1912. Em 1927, o geólogo inglês John Ball, que liderou o mapeamento da área, descreveu em mais detalhe como converter a diferença de elevação entre o mar e a bacia em potência hidrelétrica.

Na prática, a proposta é simples na teoria: abrir um caminho para a água do Mediterrâneo entrar no deserto, ganhar velocidade e queda em direção a um nível mais baixo, e capturar parte dessa energia com equipamentos de geração.

O histórico mostra que inundar o deserto sempre seduziu engenheiros por reunir, em um só desenho, infraestrutura, energia e ocupação territorial.

Mas também mostra que a conta nunca fechou com facilidade, seja por custo, seja por risco.

CIA, Eisenhower e o argumento de clima e empregos

Em 1957, a CIA entregou um documento ao presidente Eisenhower propondo inundar a depressão do Qattara.

O documento listava quatro vantagens principais: o aspecto grandioso e tranquilo do novo lago, uma alteração do clima local, a criação de empregos por anos e a possibilidade de as pessoas viverem na região após a construção.

Esse episódio revela que o projeto nunca foi apenas técnico.

Quando se fala em inundar o deserto com água do Mediterrâneo, o discurso costuma misturar energia, desenvolvimento e reorganização territorial, incluindo expectativas climáticas que dependem de modelos e de suposições difíceis de verificar.

Frederick Bassler, minas terrestres e o custo de levar o mar para o interior

A partir de 1964, Frederick Bassler liderou um conselho consultivo internacional encarregado de estudar como implementar o chamado Mar do Catar e onde obter financiamento.

Por quase 10 anos ele foi o principal defensor, mas a viabilidade esbarrou no básico: levar água do Mediterrâneo para dentro do deserto seria caro e complexo, e abrir um canal ou perfurar um túnel parecia fora de escala.

Havia também obstáculos de segurança. Grandes áreas precisariam ser limpas de minas terrestres e de projéteis não detonados remanescentes da Segunda Guerra Mundial, descritos como ainda espalhados pelo norte do Egito.

Em projetos lineares, como canais e dutos, cada trecho inseguro vira atraso, custo e risco operacional.

A fase nuclear e por que ela foi rejeitada

Uma das propostas de Bassler para reduzir custos era usar explosões nucleares chamadas de pacíficas como escavadeira para cavar o canal.

O plano citava 213 poços ao longo do trajeto, cada um com um dispositivo de 1,5 megaton, cerca de 100 vezes o poder da bomba lançada sobre Hiroshima.

O desenho se encaixava no programa Átomos para a Paz, lançado em 1953, que tentava projetar a energia nuclear como ferramenta de construção e indústria.

As objeções eram múltiplas.

As estimativas citavam a necessidade de evacuar pelo menos 25.000 pessoas, e havia o temor de que ondas de choque perturbassem a fenda do Mar Vermelho, a cerca de 280 milhas do local proposto, com risco tectônico.

Somavam-se a isso o medo de mudança em correntes oceânicas, erosão costeira e a pergunta inevitável sobre radioatividade no novo lago.

Diante desse conjunto de riscos, o governo egípcio rejeitou a proposta, ainda que se reconhecesse que a via nuclear reduziria drasticamente o custo frente à escavação tradicional.

O retorno em 2023 e o novo estudo de viabilidade

Depois de décadas em que a ideia ressurgia e recuava, o Egito assinou em 11 de abril de 2023 um contrato com a EGIT Consulting para conduzir um novo estudo e reavaliar se o projeto poderia sair do papel com tecnologias atuais.

A lógica é revisar números, estimativas de escavação, custos e cenários de operação.

O ponto sensível é que inundar o deserto não é apenas abrir a porta para o Mediterrâneo.

É criar um sistema de entrada, escoamento, controle e geração que funcione sob calor extremo, com evaporação elevada e com um lago que tende a concentrar sais ao longo do tempo.

Canal, túnel ou duto: onde a engenharia trava

Para que a água do Mediterrâneo chegue à depressão do Qattara, a proposta descreve a necessidade de esculpir um canal gigantesco ou perfurar um túnel entre 34 e 60 milhas, dependendo do traçado.

No norte, a depressão encontra o Planalto de Elifa, uma crista rochosa descrita com cerca de 660 pés acima do nível do mar.

Abrir uma passagem ao nível do mar através de rocha sólida é apresentado como um desafio extremo, daqueles que viram referência de carreira para os responsáveis.

O deserto também impõe instabilidade: o terreno pode se desfazer ou desmoronar, e a combinação de areia solta e argila pode entupir bombas e provocar colapso em paredes de trincheira.

Como alternativa, a proposta menciona túneis sob o planalto com máquinas modernas de perfuração, ou até um gasoduto a nordeste até o Nilo, com pelo menos 199 milhas de extensão.

Em qualquer rota, o gargalo é o custo de vencer geologia, distância e manutenção.

Máquinas perfuradoras e a experiência local com túneis

A discussão recente sobre inundar o deserto passou a dar mais peso a máquinas perfuradoras de túneis, estruturas descritas como fábricas subterrâneas sobre trilhos.

Na frente, uma cabeça de corte rotativa pressiona a rocha, quebra o material e empurra os detritos para trás, permitindo avanço contínuo.

O Egito já usou esse tipo de equipamento.

Na construção de túneis sob o Canal de Suez, foi citado um modelo com diâmetro interno de 37 pés e externo de 41 pés, aproximadamente a altura de um prédio de quatro andares.

No metrô do Cairo, foram mencionados dois túneis com quase 12 milhas, alinhados com anéis de concreto de 19 pés de diâmetro, com profundidade de escavação variando de 24 a 131 pés.

Esse histórico é usado como argumento de que o país tem especialistas e logística para operar máquinas em condições próximas às esperadas na depressão do Qattara.

Evaporação como motor e como ameaça

A base do projeto é um paradoxo: a evaporação intensa é ao mesmo tempo o que viabiliza a geração e o que pode inviabilizar o reservatório.

A proposta descreve que a depressão do Qattara fica aproximadamente 197 pés abaixo do nível do mar, enquanto a descrição de viabilidade também menciona valores de até 133 m, ambos usados para destacar a queda disponível.

Se a conexão com o Mediterrâneo permitir entrada contínua, a água desce para o interior e, ao estabilizar nível com a evaporação, cria um fluxo permanente que pode mover turbinas e produzir eletricidade.

Os números citados no desenho energético são altos.

A primeira usina, Qattara 1, concebida em meados do século XIX segundo o relato, teria produção de 670 megawatts.

Uma segunda etapa acrescentaria 1.200 megawatts. Com a adição de uma usina de armazenamento por bombeamento, a capacidade total poderia chegar a mais 4.000 megawatts, somando cerca de 5.800 megawatts, comparados a seis reatores nucleares modernos.

Essa ambição depende de um balanço fino: se a evaporação superar a capacidade de reposição, o lago encolhe e concentra sal; se a reposição superar a evaporação, o controle vira problema de segurança e de borda.

Armazenamento por bombeamento e o papel de dois reservatórios

Entre as alternativas citadas está criar um reservatório artificial no planalto acima da depressão do Qattara e operar uma estação subterrânea com rampas e túneis.

O desenho prevê dois conjuntos de equipamentos: turbogeradores comuns para gerar eletricidade quando a água flui para baixo, e motor geradores de turbina de bomba que funcionam nos dois sentidos, bombeando água para cima quando há excesso de eletricidade e liberando de volta quando há escassez.

A proposta cita capacidade base estimada em cerca de 315 megawatts, com picos que poderiam chegar a 1.500, variando conforme a duração do pico e a energia necessária para bombear.

Em tese, isso transformaria inundar o deserto em bateria gigante, ajustável às flutuações de preço e de demanda.

Dessalinização no meio do Saara e os números já em operação

O mesmo desenho sugere usar parte da energia para dessalinização.

A água do Mediterrâneo, ao fluir para o lago, passaria por filtros e sistemas de osmose reversa, ou por eletrodiálise, separando sais em íons por corrente elétrica e produzindo água doce no próprio deserto.

Há comparação com o cenário regional: no vizinho Israel, cerca de 90% da água dessalinizada é produzida por cinco grandes plantas ao longo da costa mediterrânea, fornecendo cerca de metade da água potável do país.

No Egito, foram citadas 125 instalações de dessalinização com produção combinada de mais de 343 milhões de galões por dia, com plano de chegar a 2,4 bilhões de galões por dia até 2050.

Nesse contexto, inundar o deserto seria apresentado não só como energia, mas como plataforma de água, com impacto direto em irrigação, indústria e cidades.

O lago cada vez mais salgado e o risco de irreversibilidade

O problema mais repetido é o destino químico do reservatório.

Mesmo que a entrada do Mediterrâneo seja contínua, o clima permanece desértico e a evaporação remove água e deixa sal para trás.

Com o tempo, o lago tende a se tornar hipersalino, uma massa d’água cada vez mais salgada, enquanto a depressão do Qattara deposita sais no fundo e eleva a base em dezenas de pés segundo o relato.

Isso cria um dilema ambiental.

Um lago hipersalino altera habitats, pode matar espécies que não toleram sal, e dificulta reverter o sistema sem intervenção gigantesca.

A promessa de inundar o deserto, portanto, carrega o risco de fixar uma nova paisagem salina, com efeitos que podem escapar do controle de um único projeto.

Sal, lítio e a tentação de transformar depósito em ativo

A salinização também é apresentada como oportunidade econômica.

Com um grande lago e depósitos de sal, atividades como mineração de sal aparecem como possibilidade.

O relato menciona que, em 2024, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos começaram a explorar formas de extrair lítio de depósitos de sal, metal essencial para baterias de carros elétricos.

A leitura implícita é que, se inundar o deserto gerar uma bacia com sal concentrado, ela pode virar fonte de insumos além da energia.

Isso não resolve a questão ambiental, mas ajuda a explicar por que o projeto ressurge: ele tenta empilhar benefícios para justificar custos.

Clima, chuva e promessas que dependem de modelos

Outra aposta citada é a mudança climática regional. Projeções apresentadas afirmam que, com a água evaporando, a umidade aumentaria e até a chuva poderia aparecer, resfriando e umedecendo a região ao longo do tempo.

Essa linha também conecta inundar o deserto à ideia de empregos e assentamentos, com estimativas de que milhões de pessoas poderiam viver na região nas próximas décadas.

A mesma narrativa aponta efeitos positivos em cadeia, como proteção do solo contra erosão eólica, piscicultura e expansão agrícola.

Mas, em um cenário de lago cada vez mais salgado, o ganho de umidade convive com a degradação química, e a comparação entre promessas e custos vira o coração do estudo de viabilidade.

Navegação e a conta de remover 35 a 70 bilhões de pés cúbicos de rocha

Quando se discute inundar o deserto, a ideia de navegação surge por consequência.

O relato observa que bombear água do mar por canos não cria um mar navegável. Se cidades e fábricas surgirem, a pressão por um canal real ao nível do mar tende a crescer.

Os números de escavação citados para um canal desse tipo são colossais: remover entre 35 e 70 bilhões de pés cúbicos de rocha.

A comparação apresentada é que esse volume é várias vezes menor que o removido anualmente por grandes minas a céu aberto, e que, na bacia carbonífera do rio Powder, em Wyoming, volume semelhante sai em cerca de dois anos.

Mesmo assim, construir porto de mar profundo, redes de canais internos e eclusas continuaria sendo tecnicamente possível e financeiramente pesado.

Por que o Egito procura outra fonte: fósseis, gás e a pressão por energia

O pano de fundo energético é descrito com números recentes. Em 2023, petróleo, gás e óleo combustível representaram 88% da eletricidade produzida no Egito, e em 2024 essa participação teria subido para 89%.

O país é apresentado como líder africano em geração a gás: em 2022, respondeu por quase metade, 45%, da eletricidade a gás do continente. Em 2023, a participação do gás na matriz egípcia é citada em 84%.

O retrato inclui queda de produção e aumento de importações.

Após descoberta de campos como Zor no Mediterrâneo, o país chegou a exportar gás, mas campos secam e a produção cai.

O relato afirma que importações de gás natural liquefeito no segundo trimestre de 2025 atingiram 62 bilhões de pés cúbicos, contra 3,5 bilhões um ano antes, elevando custo e risco de dependência externa.

Nesse ambiente, inundar o deserto volta como promessa de energia doméstica em grande escala, ainda que controversa.

Hidrelétrica ainda é pequena e a lista de barragens já exploradas

Hoje, as usinas hidrelétricas do Egito gerariam cerca de 7% da energia do país, enquanto outros 5% viriam de vento e energia solar.

A meta declarada é chegar a 42% de eletricidade de fontes limpas até 2030. O sistema hidrelétrico citado inclui quatro estações principais: a antiga barragem de Asswan, a Barragem de Esna, a Barragem de High Asan e a Barragem de Nagamadi.

Em 2016, uma nova estação teria se juntado ao conjunto na represa de Assad.

A Barragem de High Asan é descrita com capacidade teórica de cerca de 2,1 gigawatts, mas com limitação quando o nível do Nilo baixa.

Como o potencial hidrelétrico do Nilo foi explorado ao máximo após a conclusão da Barragem Alta de Aswan em 1968, o projeto da depressão do Qattara aparece como uma quinta alternativa e, de longe, a mais incomum.

O contraste com agricultura subterrânea: círculos verdes no Saara

Mesmo sem inundar o deserto, o Egito já tenta empurrar vida para regiões áridas. Um exemplo citado é o Projeto Tubarão Elena, descrito em imagens como círculos verdes gigantes no sudoeste do Egito, associados à irrigação por pivô central.

Debaixo do Saara estaria o aquífero de arenito da Núbia, camada antiga que acumulou água doce milhões de anos atrás e sustenta fazendas onde não há chuva.

Cada círculo é descrito com quase 2.600 pés de diâmetro, com um poço no centro bombeando água para canos que giram e espalham irrigação.

As lavouras citadas incluem batatas, trigo e camomila.

O projeto teria começado em 1991 e hoje seria gerido pela National Company para recuperação de terras e agricultura sob as Forças Armadas do Egito, com expansão anunciada em 2021 de 172 milhas quadradas para 2.180.

Esse contraste reforça a lógica do debate: inundar o deserto é a versão hidráulica e energética de uma estratégia mais ampla de ocupar o vazio.

O contrato de 11 de abril de 2023 reabre uma discussão antiga com ferramentas novas, mas não altera o dilema físico que sempre cercou inundar o deserto: calor extremo, evaporação alta e acúmulo de sal tendem a empurrar o sistema para um lago cada vez mais salgado.

Se o Egito quiser transformar a depressão do Qattara em infraestrutura de energia e água, o estudo de viabilidade terá de tratar o reservatório como um organismo em equilíbrio permanente, não como obra que termina na inauguração.

Para acompanhar os próximos passos, vale observar quais rotas de conexão com o Mediterrâneo serão consideradas, como o projeto pretende medir e controlar evaporação e salinidade, e quais salvaguardas ambientais serão propostas para reduzir impactos difíceis de reverter.

Se o Egito decidir inundar o deserto com água do Mediterrâneo na depressão do Qattara, você considera aceitável conviver com evaporação alta e um lago cada vez mais salgado?

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