Parceria entre Hanwha Aerospace e BAE Systems integra GPS anti-interferência em mísseis Deep Strike, garantindo precisão, confiabilidade e interoperabilidade exigida pela OTAN.
A parceria entre a sul-coreana Hanwha Aerospace e a britânica BAE Systems promete elevar a resistência eletrônica das armas guiadas de precisão. Com a integração da tecnologia anti-interferência de GPS da BAE ao sistema Deep Strike Capability da Hanwha, as empresas afirmam que o novo sistema de orientação manterá precisão e confiabilidade mesmo em ambientes eletrônicos altamente contestados.
A cooperação busca ainda fortalecer a interoperabilidade com países europeus e aliados, ampliando o alcance comercial do produto.
Tecnologia avançada de proteção contra guerra eletrônica
As duas empresas uniram esforços para desenvolver um Sistema de Posicionamento Global antibloqueio de última geração destinado a armas guiadas de precisão.
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A tecnologia anti-interferência da BAE Systems será integrada aos sistemas Deep Strike Capability da Hanwha Aerospace com o propósito explícito de combater ameaças sofisticadas de guerra eletrônica.
Billy Boo-hwan Lee, chefe do Grupo de Negócios PGM da Hanwha Aerospace, afirmou que o objetivo da cooperação é “garantir tecnologia avançada de proteção contra guerra eletrônica para proteger nossos sistemas de armas guiadas” e que, com essa vantagem tecnológica, a empresa fortalecerá sua posição no mercado global.
Capacidades do sistema Deep Strike e objetivo de interoperabilidade
O sistema Deep Strike Capability da Hanwha fornece uma capacidade de lançamento de foguetes flexível, de vários calibres e alcances, adaptável a missões diversas — desde supressão de apoio de fogo inimigo até neutralização de alvos em ambientes complexos.
Sua configuração de lançador duplo permite a implantação de uma ampla gama de foguetes guiados a partir de uma única plataforma, o que, segundo comunicado à imprensa, proporciona poder de fogo superior e flexibilidade operacional.
As empresas afirmam que a iniciativa foi estrategicamente projetada para atender aos requisitos de interoperabilidade da OTAN, aumentando significativamente a comercialização do sistema para nações europeias e aliadas.
Luke Bishop, Diretor de Sistemas de Navegação e Sensores da BAE Systems, declarou que a colaboração “ajudará a dar aos operadores maior versatilidade em campo quando eles mais precisam” e que essa versatilidade, combinada com produtos GPS militares altamente confiáveis, oferece “um produto confiável que funcionará nos ambientes mais desafiadores.”
A arma Deep Strike, portanto, aparece como uma solução de ataque de precisão pensada para as exigências da guerra moderna, agora complementada por capacidade anti-interferência.
Receptor IGAS: desempenho e aplicações
A BAE Systems detalhou que o receptor IGAS utiliza navegação all-in-view de dupla frequência de 24 canais, oferecendo GPS de alto desempenho para integrações GPS/INS fortemente acopladas.
O IGAS deriva dos receptores NavStrike de 12 canais e das Munições Conjuntas de Ataque Direto (JDAM), sistemas que a empresa descreve como comprovados em campo.
A BAE também caracteriza o IGAS como um sistema pequeno, de baixo custo e altamente confiável, projetado especificamente para atender às necessidades de missão em aplicações de mísseis e munições.
Combinadas, as melhorias no sistema de orientação, a flexibilidade do Deep Strike e o receptor IGAS compõem a proposta técnica dessa cooperação, que mira tanto a superioridade operacional quanto a expansão do produto em mercados aliados que demandam interoperabilidade com padrões da OTAN.

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