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Maior projeto de restauração ambiental da África cria muralha de árvores de 8 mil quilômetros, une 11 países contra a desertificação no sahel, mira recuperar 100 milhões de hectares até 2030 e aposta em empregos verdes e captura de carbono para enfrentar o avanço do Saara

Escrito por Caio Aviz
Publicado el 26/02/2026 a las 16:28
Actualizado el 26/02/2026 a las 23:36
Faixa verde da Grande Muralha Verde no Sahel com agricultores plantando árvores e vegetação contrastando com área árida ao redor
Trecho da Grande Muralha Verde atravessa o Sahel, onde comunidades locais participam do plantio e da recuperação de áreas degradadas para conter o avanço do deserto do Saara.
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Projeto liderado pela União Africana quer frear o avanço do Saara, recuperar terras degradadas e gerar empregos verdes em uma das regiões mais vulneráveis do planeta

Uma das maiores iniciativas ambientais do mundo avança no continente africano e combina metas climáticas com impacto social em larga escala. A Grande Muralha Verde se estende por cerca de 8 mil quilômetros, do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho, e atravessa o Sahel com o objetivo de conter o avanço do deserto do Saara e recuperar áreas degradadas.

A União Africana lançou oficialmente o projeto em 2007, em parceria com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Desde então, o programa estabelece metas claras até 2030 e consolida uma das maiores estratégias globais de combate à desertificação.

Metas ambientais e sociais até 2030

Desde o início, os países participantes definiram objetivos mensuráveis para orientar as ações no Sahel. O projeto pretende restaurar 100 milhões de hectares de terras degradadas, sequestrar 250 milhões de toneladas de carbono e criar 10 milhões de empregos verdes na região.

Embora o nome sugira uma barreira contínua de árvores, os coordenadores reformularam o modelo ao longo dos anos. Atualmente, os países aplicam um mosaico de intervenções ambientais adaptadas às condições ecológicas e sociais de cada território.

Países participantes e ações implementadas

Participam da iniciativa Senegal, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Eritreia, Etiópia e Djibuti. Cada país executa ações como recomposição de vegetação nativa, recuperação de pastagens degradadas e manejo sustentável do solo, sempre ajustando as estratégias às suas características climáticas e produtivas.

Essa abordagem descentralizada permite que as nações adotem soluções compatíveis com suas realidades locais, mantendo o foco comum na restauração de terras e no fortalecimento das comunidades vulneráveis.

Desafios climáticos no sahel

O Sahel enfrenta secas recorrentes, aumento das temperaturas médias e irregularidade nas chuvas, fatores que reduzem a produtividade agrícola e ampliam a insegurança alimentar. Cerca de 250 milhões de pessoas vivem em áreas afetadas pela degradação ambiental nessa faixa do continente africano.

Diante desse cenário, governos e instituições consideram a restauração das terras degradadas uma estratégia essencial para reduzir vulnerabilidades sociais, melhorar a estabilidade econômica e reforçar a resiliência climática.

Avanços e financiamento internacional

Desde 2007, os países relatam a restauração de dezenas de milhões de hectares, embora os números variem conforme a metodologia de cálculo utilizada. Em 2021, parceiros internacionais anunciaram compromissos financeiros de aproximadamente 19 bilhões de euros para acelerar as ações previstas até 2030.

Esses recursos ampliam a escala das intervenções e fortalecem a coordenação entre os países participantes, sob acompanhamento institucional da União Africana e da UNCCD.

Uma estratégia integrada de longo prazo

Ao integrar recuperação ambiental, captura de carbono e geração de empregos verdes, a Grande Muralha Verde se consolida como estratégia de adaptação climática e desenvolvimento sustentável. Com metas definidas até 2030, o projeto mantém foco na recuperação de terras e na melhoria das condições de vida no Sahel.

Diante dos desafios climáticos crescentes e da pressão sobre os recursos naturais, o sucesso dessas metas poderá redefinir o futuro ambiental e social da região africana.

Você acredita que iniciativas continentais como essa podem se tornar referência global no combate à desertificação?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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