Ministro da Economia diz que se fosse presidente da Petrobras demitiria grevistas. Para Guedes, paralisar as atividades para conseguir benefícios é «imprudente».
Nesta segunda-feira, 25 de novembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que se fosse o presidente da Petrobras e a empresa fosse privada, demitiria os funcionários que entraram em greve nesta semana. A greve foi anunciada na semana passada e envolve 12 dos 13 sindicatos filiados à FUP.
De acordo com Guedes, é «imprudente» que funcionários usem do mecanismo de greve para se beneficiar de uma empresa como a Petrobras, e que as pessoas deveriam ter evitado e protestado contra o esquema de corrupção que, destruiu a petroleira.
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— Todos os sinais (econômicos) melhorando e greve na Petrobras. Só porque melhorou, querem greve? É empresa pública ou privada? É Estado e Bolsa. Uma greve importante, demite as pessoas e contrata outras pessoas que queiram trabalhar. Estou surpreso. Se eu fosse presidente de uma empresa… tem coisas que eu não quero falar.
— Você tem excelentes salários (na estatal), bons benefícios, você tem quase estabilidade de emprego e tenta usar o poder político para tentar extrair aumento de salário no momento em que há desemprego em massa? Se fosse uma empresa privada e eu fosse o presidente de uma empresa privada, eu sei o que eu faria.
O ministro afirmou em seguida, que o governo não estuda demissões nem privatização da Petrobras e que estava dando sua opinião como economista.
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«Eu estou dizendo o que eu faria, mas não tenho nada a ver com a Petrobras. Estou dizendo que, se estou (na presidência) de uma empresa que está na Bolsa, é privada, foi destruída e, agora que começa a melhorar, fazem greve para extrair ganhos só pela pressão? Num país que tem milhões de desempregados, você tem empresa quase com estabilidade de emprego, eu demitiria.», disse Guedes.
«Não sei o que houve com os salários deles (nos últimos anos), mas sei que a Petrobras foi destruída. Eles estavam trabalhando lá, deviam ter evitado a destruição da Petrobras.» ele ainda acrescenta «Se você é um bom funcionário, você luta pelas coisas certas. Por que não houve uma greve para impedir o assalto?».
Apesar de liminar contra a realização de greve, petroleiros de bases ligadas à Federação Única dos Petroleiros (FUP) pararam nesta segunda em protesto contra demissões e transferências de empregados. A mobilização levou o ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) a multar e bloquear contas de sindicatos.
A entidade alega que a Petrobras descumpre acordo coletivo de trabalho ao promover programas de demissão incentivada e transferir empregados em negociação prévia com os sindicatos.
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