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Guerra da Ucrânia entra no 5º ano e Zelensky e Putin concordam com somente uma coisa

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 26/02/2026 às 20:03
Atualizado em 26/02/2026 às 22:58
Guerra da Ucrânia completa cinco anos com combates ativos, disputa territorial em andamento e reconstrução estimada em US$ 588 bilhões.
Guerra da Ucrânia completa cinco anos com combates ativos, disputa territorial em andamento e reconstrução estimada em US$ 588 bilhões.
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Quatro anos após o início da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, a Guerra da Ucrânia permanece sem solução diplomática, com ocupação de cerca de 20% do território ucraniano, continuidade das operações militares reconhecida por Moscou e custos de reconstrução estimados em US$ 588 bilhões na próxima década

O presidente Volodymyr Zelenskyy marcou o início do quinto ano da Guerra da Ucrânia afirmando que a Rússia não atingiu seus objetivos militares desde a invasão iniciada em 24 de fevereiro de 2022, enquanto Moscou reconheceu que a operação segue em andamento.

Zelenskyy afirma que objetivos russos não foram alcançados na Guerra da Ucrânia

Em pronunciamento em vídeo divulgado nas redes sociais, Zelenskyy relembrou atos de resistência realizados por ucranianos nos primeiros dias da Guerra da Ucrânia contra soldados russos após o início do conflito.

O presidente declarou que o país preservou sua independência e soberania ao longo dos combates. Segundo ele, Vladimir Putin não conseguiu quebrar a resistência ucraniana nem vencer a guerra iniciada há quatro anos.

Zelenskyy afirmou ainda que o governo está disposto a fazer tudo o que for possível para alcançar uma paz considerada forte, digna e duradoura. Ele destacou que qualquer acordo futuro deverá ser aceito pela população ucraniana.

Centenas de milhares de pessoas morreram em ambos os lados desde o início da invasão, considerada a guerra mais sangrenta em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Kremlin confirma continuidade da operação militar russa

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a Rússia ainda não alcançou todos os objetivos definidos para a Guerra da Ucrânia e confirmou que a operação militar continuará até que essas metas sejam cumpridas.

Segundo Peskov, os objetivos permanecem incompletos, justificando a continuidade das ações militares. Moscou mantém posição de seguir combatendo enquanto não atingir seus resultados estratégicos.

Na semana anterior, Zelenskyy afirmou à AFP que a Ucrânia não estava perdendo o conflito e pediu que países europeus considerassem o envio de tropas à linha de frente em caso de cessar-fogo.

A proposta teria como finalidade impedir novos ataques russos após eventual acordo entre as partes envolvidas na Guerra da Ucrânia.

Líderes europeus visitam Kiev durante aniversário do conflito

Autoridades internacionais estiveram em Kiev para marcar o aniversário do início da Guerra da Ucrânia. Entre os presentes estavam o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também participou das atividades oficiais realizadas no país. Ela afirmou que a Europa permanece ao lado da Ucrânia no apoio financeiro e militar.

Von der Leyen declarou que o objetivo é garantir a restauração da paz nos termos defendidos por Kiev. A agenda incluiu participação em cerimônia comemorativa e visita a uma instalação energética danificada por ataques russos.

Ela também participou de videoconferência com aliados da Ucrânia, incluindo representantes da Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Soldado ucraniano relata perdas após quatro anos de combates

A correspondente da CBS News, Holly Williams, reencontrou o soldado ucraniano Valeriy Kashkarov, conhecido por ela dias antes da invasão russa no início da Guerra da Ucrânia.

Williams afirmou que acreditava que ele tivesse morrido durante o avanço inicial das tropas russas. Ao reencontrá-lo, Kashkarov comentou que também se surpreendia por ainda estar vivo.

O militar relatou ter sido atingido por um atirador russo e sobrevivido ao ataque. Segundo ele, muitos companheiros morreram durante os combates ao longo dos anos.

Kashkarov afirmou sentir dor constante pelas perdas diárias entre soldados, especialmente entre combatentes jovens que morreram na linha de frente.

Disputa territorial permanece como principal obstáculo

Os Estados Unidos têm pressionado por negociações para encerrar a Guerra da Ucrânia, mas Rússia e Ucrânia continuam divergindo sobre questões territoriais.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano e busca controle total da região de Donetsk como parte de qualquer acordo. Moscou afirmou que poderá tomar a área pela força caso não haja concessão diplomática.

A Ucrânia rejeitou a exigência e declarou que não assinará acordos sem garantias de segurança fornecidas por aliados, incluindo os Estados Unidos, para evitar futuras invasões.

Nos últimos meses, ataques russos contra infraestrutura energética intensificaram cortes de aquecimento e eletricidade para milhões de ucranianos durante o inverno.

Apesar de baixas significativas, tropas russas avançaram lentamente na linha de frente, especialmente na região leste de Donbas, área que Moscou pretende anexar.

A Rússia também rejeitou propostas ucranianas para o envio de tropas europeias após eventual cessar-fogo. Vladimir Putin afirmou repetidamente que poderá perseguir seus objetivos pela força caso a diplomacia falhe.

Reconstrução da Ucrânia pode custar US$ 588 bilhões

A Guerra da Ucrânia deixou ampla destruição no leste e no sul do país, ampliando desafios econômicos existentes antes mesmo do conflito.

Relatório conjunto do Banco Mundial, da União Europeia e da ONU estima que a reconstrução do país custará cerca de 588 bilhões de dólares ao longo da próxima década.

O documento foi publicado em parceria com o governo ucraniano e aponta a dimensão da recuperação necessária após quatro anos de combates contínuos.

Aliados de Kiev impuseram sanções econômicas à Rússia, levando Moscou a redirecionar exportações de petróleo para novos mercados, especialmente na Ásia.

A Rússia justificou o envio de tropas como medida defensiva destinada a impedir a entrada da Ucrânia na OTAN.

Durante cerimônia do Dia dos Defensores da Pátria, Putin declarou que soldados russos defendem as fronteiras do país para garantir paridade estratégica entre potências e assegurar o futuro nacional.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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