O Honda City 2026 mantém consumo baixo, bom espaço interno e pacote de segurança amplo, mas ainda convive com limitações como desempenho apenas adequado, tanque pequeno e uso de estepe temporário.
O Honda City 2026 mantém a estratégia da marca de oferecer um sedã compacto com foco em conforto, espaço interno e consumo eficiente, mas sem grandes mudanças em relação às últimas atualizações.
Com motor 1.5 flex aspirado de até 126 cv, câmbio CVT com simulação de sete marchas e porta-malas de 519 litros, o modelo disputa clientes com rivais como Chevrolet Onix Plus, Volkswagen Virtus e Fiat Cronos.
Por outro lado, ainda deixa a desejar em pontos como desempenho, tanque pequeno e uso de estepe temporário.
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Evolução do Honda City no Brasil
Lançado no Brasil em 2009, o City sempre se apoiou em atributos herdados do Fit. Entre eles, estava o bom aproveitamento de espaço interno.
A primeira geração trazia motor 1.5 flex e opções de câmbio manual ou automático de cinco marchas.
Essa combinação ajudou a consolidar o sedã entre consumidores que buscavam racionalidade e baixo custo de uso.
Anos depois, a linha apresentada em 2014 manteve o mesmo propulsor. A Honda aposentou o tanquinho de partida a frio e também introduziu a transmissão CVT, que passou a simular sete marchas.

A mudança modernizou o conjunto e aproximou o sedã do padrão adotado pela marca em outros modelos. A reformulação seguinte ocorreu na gama 2022.
O City ganhou novo visual, com motor 1.5 flex foi recalibrado para entregar até 126 cv, tanto com etanol quanto com gasolina. A transmissão CVT seguiu como única opção.
A intervenção visual mais recente veio no fim de 2024, com a linha 2025. Os retoques foram suficientes para manter o sedã entre os mais emplacados do mercado.
Mesmo com mudanças discretas, o modelo seguiu entre os cinco sedãs compactos mais vendidos do país.
Linha 2026 e versões do sedã
A linha 2026, apresentada em agosto de 2025, manteve o conjunto conhecido, não houve alterações técnicas ou de conteúdo relevantes.
A gama segue dividida em quatro versões.
• LX: R$ 117.500
• EX: R$ 135.000
• EXL: R$ 142.300
• Touring: R$ 150.800
Mesmo com a nova geração esperada para 2026, unidades camufladas seguem em testes no Brasil.

Enquanto a novidade não chega, o City continua sendo uma das apostas da Honda no segmento.
Conforto e suspensão do Honda City 2026
Um dos pontos mais elogiados do sedã é o conforto ao rodar.
Quem busca um modelo compacto, mas sem abrir mão de comodidade, encontra no City um acerto de suspensão voltado para suavidade e estabilidade.
O conjunto absorve bem buracos, remendos e irregularidades. No interior, o espaço é um trunfo.
A distância entre-eixos de 2.600 mm favorece quem viaja no banco traseiro.
O túnel central quase plano melhora a acomodação de quem vai no assento central e o modelo atende bem famílias com até três adolescentes ou adultos de estatura média.
Consumo de combustível e desempenho
No consumo, o conjunto formado pelo motor 1.5 16V e câmbio CVT mostra equilíbrio.
Com etanol, o sedã faz cerca de 9,2 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. Com gasolina, os números sobem para 13,1 km/l em uso urbano e 15,2 km/l em rodovias.

Esses resultados colocam o City entre os sedãs compactos mais econômicos.
Por outro lado, o desempenho não é seu ponto mais forte. O motor aspirado e a transmissão CVT privilegiam suavidade em vez de respostas rápidas.
O zero a 100 km/h ocorre em torno de 10,6 segundos e a velocidade máxima fica próxima de 186 km/h.
Alguns consumidores destacam a ausência de um motor turbo como limitação, visto que rivais já oferecem alternativas sobrealimentadas.
Para quem valoriza ultrapassagens rápidas, isso pode pesar.
Porta-malas e espaço para família
Além do bom espaço interno, o porta-malas é outro argumento importante. O volume de 519 litros acomoda bagagens de viagens ou rotinas familiares.
Mesmo não sendo o maior da categoria, a diferença para Virtus e Cronos é pequena. O compartimento mantém o City competitivo no segmento.

Equipamentos e segurança
Desde a versão LX, o sedã traz um pacote abrangente.
O modelo oferece seis airbags, câmera de ré multivisão, assistente de frenagem de emergência e alerta de pressão dos pneus.
Conta também com freio de estacionamento eletrônico com função Brake Hold.
A partir da versão EX, o câmbio CVT recebe paddle-shifts.
Eles permitem simular trocas de marcha em situações específicas, como descidas e ultrapassagens.
Pontos fracos: altura do solo, tanque e estepe
Embora o acerto da suspensão privilegie o conforto, a altura em relação ao solo exige atenção.
O sedã pode raspar em valetas e lombadas mais altas. Muitos proprietários instalam protetor de cárter para evitar danos.

Outro ponto é a capacidade do tanque de combustível, de 44 litros. Mesmo com bom consumo, o volume reduzido limita a autonomia em viagens.
Paradas mais frequentes em postos tornam-se comuns. O estepe temporário também gera críticas.
A roda mais estreita é destinada a uso limitado e requer cuidado. Com ela, a aderência e a estabilidade diminuem. A distância de frenagem tende a aumentar.
Isolamento acústico e percepção de refinamento
Apesar do conforto geral, o isolamento acústico poderia ser melhor. Relatos de usuários apontam ruídos de rolagem e sons externos entrando na cabine.
Em pavimentos ásperos ou velocidades maiores, o incômodo aumenta. Esse detalhe pode influenciar quem busca interior mais silencioso.
O Honda City 2026 se encaixa melhor no perfil de quem prioriza consumo, conforto e espaço.
Para quem aceita desempenho mediano, tanque pequeno e o uso do estepe temporário, ele segue como opção racional entre os sedãs compactos.
O modelo atende ao seu público, mas será que essas características ainda serão suficientes quando a nova geração finalmente estrear?
Só falta um motor decente.
Ótimo motor, acelera bem é só saber dirigir 1 segundo de diferença pra um turbo 1.0 não faz diferença em uma estrada.
Eu tive um 2013, um 2018 e agora tenho um 2026, entre os sedãs médios sempre se destacou e agora com rodas 16 ficou um pouco mais alto, melhorando o problema da distância do solo. A economia compensa o tamanho do tanque, a autonomia é muito melhor que qualquer suv e não gosto do estepe temporário. Câmbio CVT e as «borboletas» são ótimos, a 60 por hora dá pra usar a sétima marcha.
Gosto muinto do carro já é o segundo gue eu tenho o primeiro era 2015 figuei com ele 6 anos não tive nem uma decepção no mês de março deste ano troquei por um 2223 modelo E L X estou mundo feliz agora estou esperando a honda me ofereceu trocar por um zero sem custa pra mim continuar fazendo propaganda pra honda pra min não tem carro nenhum igual
😂😂😂😂 esperando a Honda oferecer sem custo? Mas é um fanfarrão. Gente boa sempre tem bom humor.