Prefeitura de Canoas demite 600 funcionários após fim de contrato; sistema de saúde enfrenta superlotação e risco de colapso
A Prefeitura de Canoas demitiu cerca de 600 funcionários do Hospital Nossa Senhora das Graças nesta quarta-feira (4). A decisão foi tomada após o município optar por não renovar o contrato com o Instituto Administração Hospitalar e Ciências da Saúde, que venceu em março. Os profissionais atuavam há cerca de um ano em um setor improvisado no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC).
De acordo com a Prefeitura, parte dos serviços realizados na chamada «ala do HPSC» será transferida de volta ao Hospital Nossa Senhora das Graças.
Essa unidade, que é 100% vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), possui 118 leitos disponíveis. Já o HPSC, principal centro de urgência e emergência da cidade, continua interditado desde a enchente ocorrida em maio de 2024.
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A previsão de reabertura da unidade é para dezembro, quando devem ser concluídas as obras de recuperação.
Enquanto isso, a situação da saúde na região se agrava. As unidades hospitalares da Região Metropolitana de Porto Alegre enfrentam superlotação. Esse quadro piorou com o aumento dos casos de síndrome respiratória aguda, pressionando ainda mais o sistema de saúde local.
Diante do cenário crítico, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) voltou a cobrar uma intervenção imediata do governo estadual.
Segundo a entidade, a situação já atingiu um nível de colapso, colocando pacientes em risco e comprometendo a assistência médica.
O Cremers defende que as autoridades estaduais adotem medidas rápidas, transparentes e eficazes para estabilizar os serviços de saúde e garantir atendimento adequado para a população de Canoas e de mais de 150 municípios que dependem da rede hospitalar da cidade.
Com informações de SBT News.
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