O Ibama irá realizar amanhã, 5, a vistoria na sonda da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realiza nesta quinta-feira (5) a vistoria na sonda NS-42, que será utilizada pela Petrobras na perfuração do bloco FZA-M-59, situado na Bacia da Foz do Amazonas — parte da chamada Margem Equatorial brasileira.
A unidade está atualmente ancorada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e, caso não haja impedimentos, deve seguir nos próximos dias para o norte do país, com previsão de chegada ao destino final ainda neste mês.
A inspeção marca um passo essencial para que a estatal obtenha a licença definitiva para iniciar as atividades na região, considerada promissora para a expansão da produção nacional de petróleo em águas profundas.
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Vistoria do Ibama é etapa obrigatória para licenciamento
Segundo o próprio Ibama, a vistoria faz parte de um protocolo padrão dentro do processo de licenciamento ambiental de perfuração marítima.
Em nota oficial, o órgão ressaltou que a inspeção “não representa qualquer direcionamento conclusivo quanto à emissão ou não da licença ambiental referente à atividade de perfuração marítima no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas”.
Após essa etapa, a Petrobras aguarda a autorização para realizar a chamada Análise Pré-Operacional (APO), uma avaliação decisiva para a liberação da licença de perfuração.
Petrobras reforça compromisso com segurança ambiental
A Petrobras defende que a operação na Margem Equatorial será realizada dentro dos mais rígidos padrões de segurança.
A diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, publicou nas redes sociais um vídeo institucional reforçando o histórico da empresa: “Já furamos mais de 3 mil poços no país sem nenhum dano ambiental ou vazamento”.
Ela complementa: “Um passo fundamental para que consigamos a licença definitiva para perfurar o poço. Vamos em frente para desvendar o potencial petrolífero do Amapá Águas profundas. Sempre lembrando que o resultado de um poço não é suficiente para avaliar a área. Temos oito poços previstos para os 6 blocos na área”, afirmou.
Investimento bilionário e operação de grande porte
Para esta etapa na Bacia da Foz do Amazonas, a Petrobras está destinando cerca de R$ 16 bilhões. A estrutura de apoio à operação inclui simulações de emergência com mais de mil profissionais e cerca de 60 embarcações.
O Porto de Belém, no Pará, será utilizado como base logística para recebimento de materiais e suprimentos.
Ao todo, a estatal planeja perfurar 16 poços na região. Apesar do nome da bacia, o bloco FZA-M-59 está localizado a cerca de 540 km da foz do rio Amazonas.
A Petrobras ainda compara que essa distância é superior à de outros campos já em operação, como Jubarte (na Bacia de Campos) e Tupi (na Bacia de Santos), que ficam mais próximos das praias do litoral fluminense.
Fonte: Estadão
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