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Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 25 comentários

Botão ‘Subir ao Apartamento’ no aplicativo do Ifood — por que não existe essa opção para que os Motoboys ganhem mais com a taxa de entrega e pôr fim à principal polêmica envolvendo o delivery no Brasil?

Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 25/12/2025 às 09:07
Atualizado em 25/12/2025 às 09:19
Entregador do iFood com mochila vermelha em frente a um prédio enquanto um celular exibe o botão Subir ao apartamento no aplicativo de delivery
Entregador do iFood em frente ao prédio com destaque para o botão “Subir ao apartamento” no aplicativo
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O que muda para os Motoboys, para a taxa de entrega e para o delivery com a ausência de uma opção oficial para subir ao apartamento no Ifood

O Ifood, os Motoboys, a taxa de entrega e o delivery fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Portanto, qualquer ajuste nesse sistema acaba gerando grande debate nacional. Assim, surgiu a discussão sobre criar um botão pago para que o Motoboy suba até o apartamento do cliente. A proposta parece simples e justa para muitos usuários.

O tema envolve segurança, logística, custos e impactos jurídicos. Dessa forma, a análise precisa ser cuidadosa, já que cada decisão afeta diretamente a operação do delivery.

O Ifood também já lançou campanhas pedindo que os clientes busquem o pedido na portaria. Um exemplo é a campanha #BoraDescer, detalhada aqui: Campanha #BoraDescer.

Assim, a grande questão permanece. Afinal, por que o Ifood ainda não criou esse botão para “Subir ao Apartamento”, mesmo com tantos relatos de conflito envolvendo Motoboys? Um destes exemplos práticos você pode conferir no vídeo abaixo:

Vídeo do YouTube
Campanha BORA DESCER do IFood

A polêmica dos Motoboys subirem aos apartamentos: segurança, tempo e expectativas diferentes

O mercado de delivery cresceu muito no Brasil nos últimos anos. Com esse avanço, o Ifood consolidou-se como a principal plataforma do setor.

Esse crescimento também trouxe novos conflitos entre clientes e Motoboys, principalmente dentro de condomínios residenciais. Muitos consumidores esperam a entrega diretamente na porta do apartamento.

Diversos prédios possuem regras restritas para o acesso de entregadores. Assim, o Motoboy precisa aguardar autorização e cadastro para concluir o delivery, o que consome tempo valioso.

Elevadores lotados e longos corredores aumentam ainda mais o tempo de deslocamento interno. Mesmo assim, a taxa de entrega muitas vezes permanece a mesma.

Existe também a questão da segurança. O entregador circula sozinho em áreas internas e pode enfrentar situações inesperadas, desde acidentes até conflitos com moradores.

Como resultado, muitos Motoboys preferem entregar somente na portaria. Parte dos clientes interpreta essa prática como recusa de atendimento, o que alimenta a polêmica diária.

Assim, a criação de um botão pago no Ifood parece, para alguns, uma solução equilibrada. A análise prática mostra que a questão é mais complexa do que parece.

Números do mercado mostram o peso do Ifood no delivery brasileiro

O Ifood domina o mercado de delivery no Brasil. A plataforma conecta milhões de clientes e muitos Motoboys cadastrados em todas as regiões do país.

O volume de pedidos é expressivo. Em alguns meses, o Ifood já registrou mais de 180 milhões de pedidos, o que demonstra a escala da operação.

Pesquisas também apontam participação superior a 90% no setor de delivery brasileiro. Assim, qualquer mudança afeta o mercado inteiro.

O impacto econômico é forte. Estudos estimam movimentação acima de R$ 140 bilhões ao considerar toda a cadeia ligada à taxa de entrega.

A empresa ainda mantém altos níveis de investimento, incluindo tecnologia e programas de apoio aos Motoboys, que sustentam o delivery diariamente.

Infográfico com números do iFood no mercado brasileiro mostrando volume de pedidos, participação de mercado, impacto econômico e investimentos

O botão “Subir ao Apartamento” no Ifood aumentaria a taxa de entrega — mas também aumentaria a responsabilidade da plataforma

Do ponto de vista jurídico, a situação exige cautela. Hoje, o Ifood recomenda a entrega na portaria. Assim, o limite de responsabilidade fica mais claro.

Caso o botão seja criado, a plataforma pode assumir novos riscos. A formalização da entrada em áreas internas abre espaço para questionamentos legais mais complexos.

O debate trabalhista também pode crescer. Quanto maior o controle sobre as etapas do serviço, maior a discussão sobre o nível de subordinação dos Motoboys.

Outro ponto decisivo envolve o tempo. Em alguns prédios a subida leva poucos minutos. Em outros locais, esse processo pode ultrapassar vinte minutos com facilidade.

Quando isso acontece, o delivery perde eficiência. O número de entregas por dia diminui, mesmo com um possível adicional na taxa de entrega.

O impacto direto na renda dos Motoboys e na dinâmica do delivery

Para os Motoboys, o botão poderia criar uma fonte extra de renda. A taxa de entrega incluiria um adicional pelo deslocamento interno nos prédios.

Esse ganho adicional precisa ser comparado ao tempo perdido. Se o número de entregas cair muito, o rendimento total pode até diminuir em alguns casos.

Existe também o risco de normalização. Um serviço opcional pode se transformar em expectativa permanente dos clientes com o passar do tempo.

A desigualdade entre consumidores pode aumentar. Quem tem maior renda consegue pagar a taxa extra com mais facilidade, enquanto outros ficam limitados.

Assim, qualquer decisão precisa equilibrar remuneração, segurança e eficiência. O trabalho dos Motoboys exige respeito e planejamento adequado dentro do delivery.

A implementação do botão também exigiria mudanças em contratos, sistemas, seguros e políticas internas. Portanto, o tema é profundo e estruturante.

O Ifood tem que enfrentar o maior desafio de todos: O governo brasileiro. Fonte: Outras Palavras

A importância da gorjeta no Ifood para apoiar os Motoboys no delivery

Além da taxa de entrega, o Ifood já oferece a opção de gorjeta no aplicativo. Esse recurso é simples e beneficia diretamente os Motoboys.

A gorjeta funciona como reconhecimento pelo esforço do entregador. Assim, ela ajuda na composição da renda mensal sem alterar toda a operação do delivery.

Muitos profissionais relatam que a gorjeta incentiva um atendimento ainda mais atencioso. Desse modo, ela pode até aumentar a chance de o entregador subir ao apartamento.

A gorjeta não cria obrigação. Mesmo assim, ela melhora a relação entre cliente e profissional, com respeito e empatia de ambos os lados.

Sempre que possível, vale deixar uma gorjeta no Ifood. Esse gesto pequeno faz grande diferença para os Motoboys que mantêm o delivery funcionando diariamente.

Vídeo do YouTube
COMO GANHAR GORJETA NO IFOOD ENTREGADOR TODO DIA

Por que a polêmica continua — e por que o botão ainda não existe no Ifood

Em resumo, o botão “Subir ao Apartamento” no Ifood traria benefícios e também riscos importantes. A decisão precisa considerar todos os lados do delivery.

Por um lado, a renda dos Motoboys poderia aumentar. A clareza sobre a taxa de entrega também reduziria conflitos entre clientes e entregadores.

Por outro lado, os riscos jurídicos e operacionais crescem. A eficiência logística pode cair, o que eleva custos e pressões sobre a cadeia inteira.

Assim, o Ifood mantém a orientação atual. A portaria segue como principal ponto de entrega, com menor risco e maior padronização.

Mesmo assim, o debate permanece ativo. O delivery continua crescendo no Brasil, e novas soluções podem surgir no futuro próximo.

Até lá, vale uma prática simples. Sempre que possível, o cliente deve descer até a portaria e, quando puder, deixar uma gorjeta no Ifood. Esse apoio ajuda os Motoboys e fortalece um delivery mais humano e justo.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto
31/12/2025 09:32

Melhoraria se houvesse um pagamento adicional do cliente bem como do restaurante pela demora em descer do apto bem como em preparar o pedido…tipo depois de dois minutos na chegada para coleta ou entrega ambos teriam que pagar um real por minuto adicional

Neymar
Neymar
28/12/2025 16:24

O cliente tem que pagar uma taxa para os entregadores. Tipo criar uma taxa subir. Supomos que ganhar R$ 5.00 , a mais…

arao
arao
27/12/2025 17:13

Imagina se não tiver elevador. Imagina o risco para ambos , no quesito segurança. Imagina o tempo para cada edifício que o entregador tenha que subir., sem contar a condicao física de cada um.

Fonte
Paulo Nogueira

Eletrotécnica formado em umas das instituições de ensino técnico do país, o Instituto Federal Fluminense - IFF ( Antigo CEFET), atuei diversos anos na áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção. Hoje com mais de 8 mil publicações em revistas e blogs online sobre o setor de energia, o foco é prover informações em tempo real do mercado de empregabilidade do Brasil, macro e micro economia e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões e correções, entre em contato no e-mail informe@preview.es.clickpetroleoegas.com.br. Vale lembrar que não aceitamos currículos neste contato.

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