Inaugurada em 1895, a antiga Fábrica Tacaruna entrou para a história como a primeira construção em concreto armado do Brasil e a primeira refinaria da América do Sul, tornando-se um dos mais importantes marcos industriais e arquitetônicos de Pernambuco
O Governo de Pernambuco publicou edital de licitação para restaurar a antiga Fábrica Tacaruna, na divisa entre Recife e Olinda, com investimento superior a R$ 110 milhões, destinando o espaço ao Ceforpe e a uma escola técnica estadual.
Marco histórico e arquitetônico de Pernambuco
Símbolo do patrimônio histórico pernambucano, a Fábrica Tacaruna foi inaugurada em 1895 como Usina Beltrão, tornando-se a primeira refinaria da América do Sul e a primeira construção em concreto armado do Brasil.
A edificação está localizada na cidade do Recife e consolidou-se como um dos principais referenciais arquitetônicos do estado, reunindo características industriais pioneiras que marcaram o início da modernização estrutural no Brasil.
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Pouco tempo após a inauguração, a Usina Beltrão encerrou atividades, permanecendo desativada até 1925, quando o imóvel passou a sediar a Fábrica Tacaruna, dedicada à atividade têxtil por três décadas.

Uso industrial e períodos de desativação
A fase como indústria têxtil se estendeu até 1955, quando a produção foi encerrada, iniciando um novo ciclo de desocupação do complexo, que permaneceu sem função produtiva por longos períodos.
Em 1982, a fábrica foi oficialmente desativada e, posteriormente, o imóvel foi entregue ao Banco Econômico, marcando mais uma mudança administrativa sem reocupação efetiva do espaço histórico.
Durante esse intervalo, o prédio permaneceu fechado, sem intervenções estruturais significativas, o que contribuiu para a degradação progressiva do conjunto arquitetônico ao longo dos anos seguintes.
Tombamento e tentativas de requalificação
O reconhecimento oficial do valor histórico ocorreu em 1994, quando o Governo de Pernambuco tombou o edifício como Patrimônio Histórico e Artístico, por meio da Fundarpe, assegurando proteção legal.
Dois anos depois, em 1996, o imóvel foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, abrindo caminho para futuros projetos de reaproveitamento que, por décadas, não avançaram.
Desde então, diversas propostas foram anunciadas para ocupar a Fábrica Tacaruna, mas nenhuma chegou a ser executada, mantendo o espaço sem uso e distante da população pernambucana.

Investimento, edital e nova destinação
O edital de licitação publicado pelo Governo do Estado prevê a reforma e requalificação completa do complexo, com investimento superior a R$ 110 milhões destinados à recuperação estrutural e funcional.
Após as obras, o prédio abrigará o Centro de Formação dos Profissionais da Educação de Pernambuco e a Escola Técnica de Hotelaria e Gastronomia, ampliando a oferta de formação pública especializada.
Com a iniciativa, o governo busca devolver à população um patrimônio histórico preservado, encerrando décadas de projetos não executados e transformando a antiga fábrica em um novo polo educacional do estado, finalmete integrado ao tecido urbano.
Infraestrutura do estado

No último dia 12 de dezembro, o governo de Pernambuco também autorizou o início das obras do Arco Viário Metropolitano, projeto anunciado há mais de dez anos e considerado estratégico para a mobilidade regional.
O corredor ligará a BR-232, no município de Moreno, à BR-101, em Cabo de Santo Agostinho, com investimento aproximado de R$ 632 milhões.
Os recursos serão aplicados por meio do programa PE na Estrada, que concentra obras estruturantes voltadas à recuperação e ampliação da malha rodoviária estadual em áreas logísticas prioritárias.
Nesta primeira etapa, foi autorizada a execução do Segmento 2 do Lote 2 do trecho sul do Arco Viário Metropolitano, considerado o mais avançado do projeto.
O trecho norte, que atravessa área de preservação ambiental e gerou controvérsias técnicas e jurídicas, ainda passará por processo de licitação específico.
Com 25,32 quilômetros de extensão, o segmento autorizado busca reorganizar a circulação viária do Grande Recife, reduzindo o tráfego pesado na BR-101 urbana.
A expectativa é retirar caminhões do perímetro metropolitano, especialmente os que se deslocam em direção ao Porto de Suape, melhorando a fluidez e a segurança viária.

Em Goiana, mais precisamente em Itapessoca, ilha onde funcionava uma fábrica de cimento, é circundada pela maré onde já trafegou navios de carga. Poderia ser reativada a navegação para transportar os veículos da Jeep, mas, a governadora, visando a reeleição ainda não pensou nisso…
O que eleição não faz…
1955 como ano de encerramento da atividade têxtil está errada. Meu pai Josef Waechter foi gerente desta fábrica e eu nasci, Hans Waechter no casarão da fábrica em 1958.