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Fábrica gigante de 1895 que inaugurou o concreto armado no Brasil e abriu a primeira refinaria da América do Sul vai renascer com investimento de R$ 110 milhões

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/12/2025 às 07:42
Atualizado em 24/12/2025 às 12:46
Fábrica Tacaruna, inaugurada em 1895, foi a primeira construção em concreto armado do Brasil e agora será restaurada pelo Governo de Pernambuco.
Fábrica Tacaruna, inaugurada em 1895, foi a primeira construção em concreto armado do Brasil e agora será restaurada pelo Governo de Pernambuco.
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Inaugurada em 1895, a antiga Fábrica Tacaruna entrou para a história como a primeira construção em concreto armado do Brasil e a primeira refinaria da América do Sul, tornando-se um dos mais importantes marcos industriais e arquitetônicos de Pernambuco

O Governo de Pernambuco publicou edital de licitação para restaurar a antiga Fábrica Tacaruna, na divisa entre Recife e Olinda, com investimento superior a R$ 110 milhões, destinando o espaço ao Ceforpe e a uma escola técnica estadual.

Marco histórico e arquitetônico de Pernambuco

Símbolo do patrimônio histórico pernambucano, a Fábrica Tacaruna foi inaugurada em 1895 como Usina Beltrão, tornando-se a primeira refinaria da América do Sul e a primeira construção em concreto armado do Brasil.

A edificação está localizada na cidade do Recife e consolidou-se como um dos principais referenciais arquitetônicos do estado, reunindo características industriais pioneiras que marcaram o início da modernização estrutural no Brasil.

Pouco tempo após a inauguração, a Usina Beltrão encerrou atividades, permanecendo desativada até 1925, quando o imóvel passou a sediar a Fábrica Tacaruna, dedicada à atividade têxtil por três décadas.

Uso industrial e períodos de desativação

A fase como indústria têxtil se estendeu até 1955, quando a produção foi encerrada, iniciando um novo ciclo de desocupação do complexo, que permaneceu sem função produtiva por longos períodos.

Em 1982, a fábrica foi oficialmente desativada e, posteriormente, o imóvel foi entregue ao Banco Econômico, marcando mais uma mudança administrativa sem reocupação efetiva do espaço histórico.

Durante esse intervalo, o prédio permaneceu fechado, sem intervenções estruturais significativas, o que contribuiu para a degradação progressiva do conjunto arquitetônico ao longo dos anos seguintes.

Tombamento e tentativas de requalificação

O reconhecimento oficial do valor histórico ocorreu em 1994, quando o Governo de Pernambuco tombou o edifício como Patrimônio Histórico e Artístico, por meio da Fundarpe, assegurando proteção legal.

Dois anos depois, em 1996, o imóvel foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, abrindo caminho para futuros projetos de reaproveitamento que, por décadas, não avançaram.

Desde então, diversas propostas foram anunciadas para ocupar a Fábrica Tacaruna, mas nenhuma chegou a ser executada, mantendo o espaço sem uso e distante da população pernambucana.

Foto: Secom

Investimento, edital e nova destinação

O edital de licitação publicado pelo Governo do Estado prevê a reforma e requalificação completa do complexo, com investimento superior a R$ 110 milhões destinados à recuperação estrutural e funcional.

Após as obras, o prédio abrigará o Centro de Formação dos Profissionais da Educação de Pernambuco e a Escola Técnica de Hotelaria e Gastronomia, ampliando a oferta de formação pública especializada.

Com a iniciativa, o governo busca devolver à população um patrimônio histórico preservado, encerrando décadas de projetos não executados e transformando a antiga fábrica em um novo polo educacional do estado, finalmete integrado ao tecido urbano.

Infraestrutura do estado

No último dia 12 de dezembro, o governo de Pernambuco também autorizou o início das obras do Arco Viário Metropolitano, projeto anunciado há mais de dez anos e considerado estratégico para a mobilidade regional.

O corredor ligará a BR-232, no município de Moreno, à BR-101, em Cabo de Santo Agostinho, com investimento aproximado de R$ 632 milhões.

Os recursos serão aplicados por meio do programa PE na Estrada, que concentra obras estruturantes voltadas à recuperação e ampliação da malha rodoviária estadual em áreas logísticas prioritárias.

Nesta primeira etapa, foi autorizada a execução do Segmento 2 do Lote 2 do trecho sul do Arco Viário Metropolitano, considerado o mais avançado do projeto.

O trecho norte, que atravessa área de preservação ambiental e gerou controvérsias técnicas e jurídicas, ainda passará por processo de licitação específico.

Com 25,32 quilômetros de extensão, o segmento autorizado busca reorganizar a circulação viária do Grande Recife, reduzindo o tráfego pesado na BR-101 urbana.

A expectativa é retirar caminhões do perímetro metropolitano, especialmente os que se deslocam em direção ao Porto de Suape, melhorando a fluidez e a segurança viária.

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Antonio Albertim
Antonio Albertim
26/12/2025 04:38

Em Goiana, mais precisamente em Itapessoca, ilha onde funcionava uma fábrica de cimento, é circundada pela maré onde já trafegou navios de carga. Poderia ser reativada a navegação para transportar os veículos da Jeep, mas, a governadora, visando a reeleição ainda não pensou nisso…

Antonio Albertim
Antonio Albertim
26/12/2025 04:28

O que eleição não faz…

Hans Waechter
Hans Waechter
24/12/2025 12:49

1955 como ano de encerramento da atividade têxtil está errada. Meu pai Josef Waechter foi gerente desta fábrica e eu nasci, Hans Waechter no casarão da fábrica em 1958.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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