Exportações da indústria de defesa do Brasil dobram em dois anos e impulsionam a economia com alta financeira histórica. Veja os dados.
Brasil amplia vendas externas e consolida alta financeira no setor
O Brasil registrou uma das maiores expansões da sua indústria de defesa, que alcançou em 2025 um novo recorde de exportações, segundo o Ministério da Defesa.
O órgão confirmou que as autorizações de vendas externas chegaram a US$ 3,1 bilhões, movimentando a economia e reforçando o peso estratégico do setor.
Além disso, o governo atribui o avanço ao trabalho conjunto com empresas, instituições de fomento e ações internacionais realizadas ao longo do ano, o que explica por que o país vive uma alta financeira tão acelerada e inédita.
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Com 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas em apenas um ano e metais avaliados em US$ 91 bilhões escondidos dentro de celulares, computadores e cabos descartados, refinarias especializadas estão transformando sucata digital em ouro, cobre e terras-raras numa nova forma de mineração urbana
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Dentro de fábricas na Coreia do Sul, máquinas transformam vidro reciclado em copos perfeitos, teclados transparentes e ferramentas em brasa que revelam um lado pouco conhecido da potência industrial asiática
O resultado representa um crescimento de 74% em apenas um ano e mais que o dobro do valor registrado em 2023. Assim, o acumulado entre 2023 e 2025 indica uma expansão de aproximadamente 114%, consolidando a Base Industrial de Defesa (BID) como uma das forças mais competitivas do mercado global.
Indústria de defesa brasileira amplia presença internacional
A indústria brasileira ganhou força no exterior e, com isso, ampliou sua atuação para cerca de 140 países, com destaque para Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.
Atualmente, aproximadamente 80 empresas exportam produtos e serviços diretamente ligados ao setor, o que demonstra, portanto, a expansão contínua dessa cadeia produtiva.
O segmento reúne fabricantes de aeronaves, embarcações, blindados, munições, radares, sistemas de comunicação segura e soluções cibernéticas.
Além disso, de acordo com o Ministério da Defesa, essa indústria representa 3,49% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos, o que reforça, assim, seu peso para a economia nacional e para a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Governo busca ampliar competitividade e fortalecer empresas
O Ministério da Defesa afirma trabalhar continuamente para fortalecer a capacidade produtiva das empresas brasileiras por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod).
O secretário Heraldo Luiz Rodrigues explicou que as ações têm como objetivo “apoiar a indústria nacional e fortalecer sua presença no mercado global”, ampliando o alcance internacional das exportações e garantindo crescimento sustentável.
Promoção comercial impulsiona exportações e alta financeira
Segundo a pasta, parte da forte alta nas exportações decorre de ações coordenadas pelo Departamento de Promoção Comercial (Depcom). O Brasil intensificou sua presença em feiras internacionais, encontros bilaterais e eventos estratégicos.
Entre as iniciativas de 2025, destacam-se:
- Diálogos de Indústria de Defesa com Turquia e Jordânia.
- Participação robusta na LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro.
- Realização do Brazilian Defense Day para embaixadas, reunindo 50 países e 47 empresas brasileiras.
Essas ações reforçaram a posição do Brasil no cenário global e contribuíram diretamente para a alta financeira vivida pelo setor.
Regulação e credenciamento garantem expansão
O Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) atua na regulação e no credenciamento de empresas e produtos. Hoje, o Brasil conta com 307 empresas credenciadas e 2.219 produtos classificados.
Somente em 2025, foram agregados:
- 417 novos produtos,
- 62 novas empresas à Base Industrial de Defesa.
As análises envolvem visitas técnicas periódicas para verificar capacidades produtivas, o que garante segurança e qualidade para as exportações.
Financiamento e parcerias fortalecem a economia
O Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin) ampliou parcerias com instituições públicas e privadas. Em 2025, firmou acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para elevar o índice de nacionalização de bens e serviços e ampliar a relevância da indústria no cenário das exportações brasileiras.
Essa estratégia contribui para o fortalecimento da economia e aumenta o potencial de inovação do setor.
Pesquisa, inovação e tecnologia aceleram o crescimento
O Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decti) lidera ações para transformar projetos científicos em produtos competitivos globalmente.
Nos últimos cinco anos, foram incluídos cerca de 140 projetos na carteira de inovação, movimentando quase R$ 700 milhões e, assim, criando um ambiente favorável ao avanço tecnológico do país.
Além disso, outros 34 projetos receberam apoio da Finep e do CNPq, totalizando R$ 1,1 bilhão em investimentos que ampliam a capacidade de inovação do setor. Dessa forma, o ciclo de desenvolvimento tecnológico se fortalece e contribui diretamente para o crescimento da indústria.
Em 2025, dois seminários reuniram governo, academia e indústria para discutir tecnologias avançadas e estratégias que impulsionem a competitividade da indústria nacional.
Com isso, esses esforços consolidam o papel do Brasil no mercado global e ampliam, de maneira significativa, o impacto positivo das exportações na economia.

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