Concurso da Polícia Penal de São Paulo oferece 1,1 mil vagas masculinas com salário inicial de R$ 4.695,60, inscrições até 22 de dezembro de 2025, taxa de R$ 122,17 e quatro fases eliminatórias definidas em edital detalhado
O concurso da Polícia Penal de São Paulo prorrogou inscrições até 22 de dezembro para preencher 1,1 mil vagas masculinas, com salário inicial de R$ 4.695,60, porque a nova carreira criada em setembro de 2024 unificou antigos cargos penitenciários e ampliou a estrutura de segurança pública.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que a carreira exige nível superior e dedicação exclusiva, fator que impede atividades remuneradas paralelas e estabelece vínculo integral do policial penal com as unidades prisionais e demais serviços institucionais.
O Governo de São Paulo destacou que a legislação aprovada em setembro de 2024 unificou agentes ASP e AEVP, criando a Polícia Penal como órgão permanente e alinhado às estruturas Militar, Civil e Técnico Científica, conforme diretrizes da segurança estadual.
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A medida representou aumento salarial para a nova categoria, mantendo remuneração inicial de R$ 4.695,60 e reforçando a responsabilidade do policial penal sobre a segurança de estabelecimentos prisionais e a custódia de pessoas privadas de liberdade.
Processo de inscrição
As inscrições ficam abertas até as 16h de 22 de dezembro de 2025, exclusivamente no site www.institutoaocp.org.br, com taxa de R$ 122,17 e pagamento permitido até 23h59 do mesmo dia, segundo comunicado oficial.
O edital determina que não haverá devolução da taxa, mesmo em caso de pagamento duplicado, exceto se o concurso não for realizado, regra válida para todos os candidatos inscritos no certame.
A isenção total é prevista para doadores de sangue conforme a Lei 12.147/2005, exigindo três doações em 12 meses, enquanto a redução de 50% beneficia estudantes com renda inferior a dois salários mínimos ou desempregados.
Requisitos obrigatórios
O candidato deve possuir nível superior comprovado na posse, idade mínima de 18 anos, idade máxima de 35 anos até o fim das inscrições e estatura mínima de 1,60m durante a Prova de Aptidão Física.
É obrigatório possuir CNH categoria B, além de saúde física, aptidão psicológica e exames médicos compatíveis com o cargo, requisitos avaliados durante todas as fases do concurso e no estágio probatório.
O edital estabelece ainda que tatuagens ofensivas a valores éticos, direitos humanos, ideologias violentas, criminalidade, discriminação ou conteúdo libidinoso eliminam o candidato, critério aplicado em todas as etapas seletivas.
Estrutura do concurso
O concurso terá quatro fases eliminatórias: prova objetiva, aferição de estatura e TAF, prova psicológica e investigação social, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária.
A prova objetiva, prevista para 8 de fevereiro de 2026, das 14h às 17h, contará com 50 questões distribuídas entre Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais, totalizando avaliação de 0 a 100 pontos.
A aprovação exige nota mínima de 50 pontos, com aplicação nas cidades de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba e Taubaté, informou o Instituto AOCP.
Serão convocados para o TAF os 7,5 mil candidatos mais bem classificados, desde que apresentem atestado médico emitido há no máximo 30 dias e cumpram estritamente os critérios de saúde exigidos.
O TAF inclui barra fixa, resistência abdominal, corrida de 50 metros e corrida de 12 minutos, exigindo no mínimo 20 pontos em cada teste e somatório final igual ou superior a 201 pontos, dentro de um total de 400.
A prova psicológica avaliará estabilidade emocional, disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe, agressividade controlada e resistência à pressão, classificando os participantes como aptos ou inaptos conforme o perfil exigido.
A investigação social verificará vida pregressa, conduta moral, escolar e profissional, buscando inconsistências que possam tornar o candidato incompatível com o exercício do cargo, incluindo casos relacionados a crimes e uso de drogas.
Estrutura legal da carreira
A Polícia Penal foi instituída pela LC 1.416 de 26 de setembro de 2024, regulamentando o Estatuto da instituição e definindo que o quadro de servidores deve ser preenchido exclusivamente por concurso público.
A Polícia Penal do Estado de São Paulo integra o sistema de segurança pública e está subordinada à Secretaria da Administração Penitenciária, conforme parâmetros organizados após a Emenda Constitucional 104 de 2019.
O policial penal trabalha em regime de dedicação exclusiva e pode atuar em plantões ou expediente administrativo, conforme demandas institucionais, mantendo rotina alinhada às necessidades do sistema penitenciário.
Atribuições da carreira
O policial penal executa vigilância, segurança e prevenção de ocorrências nos estabelecimentos penais, além de promover custódia e guarda de presos, evitando fugas e evasões registradas nas unidades.
A carreira também inclui escoltas e movimentações interestaduais ou estaduais de pessoas privadas de liberdade, seguindo protocolos definidos pelas autoridades penitenciárias.
A instituição é responsável por prevenir e reprimir crimes, contravenções e infrações disciplinares internas, além de coordenar gerenciamento de crises e intervenções táticas, segundo normas legais.
Informações oficiais e cronograma
O Diário Oficial do Estado, o Portal de Concursos Públicos, o site da SAP e o Instituto AOCP publicam todos os atos referentes ao concurso, inclusive atualizações, retificações e comunicados.
Dúvidas podem ser encaminhadas ao telefone (44) 3013-4900 ou ao e-mail candidato@institutoaocp.org.br, de segunda a sexta, das 9h às 17h, conforme horário de Brasília.
O cronograma prevê inscrições entre 3 de novembro e 22 de dezembro de 2025, convocação para prova objetiva em 27 de janeiro de 2026, exame em 8 de fevereiro de 2026 e divulgação do gabarito em 10 de fevereiro.
Informações complementares
A criação da carreira ocorreu após revisão estrutural do sistema penitenciário, que buscou organizar atribuições, definir critérios de seleção e ampliar a autonomia operacional da Polícia Penal.
O cargo foi estruturado para atender às demandas crescentes do sistema prisional paulista, reforçando vigilância e segurança interna em unidades complexas e ampliando o número de profissionais qualificados.
O processo seletivo detalhado indica a expectativa do governo de consolidar o novo modelo funcional e evitar lacunas operacionais no sistema, considerando que a carreira substitui antigas formações ASP e AEVP.
A Secretaria da Administração Penitenciária reforçou que a carreira exige conduta ilibada e aptidão plena, critérios fundamentais para o exercício diário das funções, o que inclui preparo físico e psicológico permanente.
As normas de investigação social buscam afastar perfis incompatíveis, verificando histórico profissional e moral do candidato. Esse ponto é considerado essencial para a função, ainda que possa gerar erros formais como preenchimento incmpleto de dados.
Com a institucionalização da Polícia Penal, o Estado passa a contar com um quadro específico para as atividades de custódia, vigilância e movimentação de presos, consolidando estrutura própria dentro da segurança pública paulista.

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