1. Inicio
  2. / Economia
  3. / Isenção do IR até 5 mil é sancionada para 2026, alivia imposto de 15 milhões de contribuintes e cria taxação mínima sobre rendas anuais acima de 600 mil no Brasil
Tiempo de lectura 7 min de lectura Comentarios 0 comentarios

Isenção do IR até 5 mil é sancionada para 2026, alivia imposto de 15 milhões de contribuintes e cria taxação mínima sobre rendas anuais acima de 600 mil no Brasil

Publicado el 26/11/2025 a las 14:40
Isenção do IR até 5 mil começa a valer em 2026, dá desconto até 7.350 e cria taxação mínima para rendas acima de 600 mil ao ano.
Isenção do IR até 5 mil começa a valer em 2026, dá desconto até 7.350 e cria taxação mínima para rendas acima de 600 mil ao ano.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Nova lei de isenção do IR aumenta a faixa livre para salários de até 5 mil reais, dá desconto para rendas até 7.350, beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes em 2026 e compensa a perda com taxação mínima de até 10 por cento sobre alta renda no IRPF brasileiro.

Se você vive fazendo conta no simulador e tentando escapar do leão, a nova isenção do IR muda o jogo para muita gente. A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia a faixa livre para quem ganha até 5 mil reais por mês, cria desconto para rendas até 7.350 e, de quebra, mexe no bolso da alta renda com uma taxação mínima sobre quem recebe acima de 600 mil reais por ano.

Na prática, a isenção do IR promete aliviar o imposto de cerca de 15 milhões de contribuintes a partir de 2026, ao mesmo tempo em que inaugura uma cobrança mínima sobre lucros e dividendos para quem está no topo da pirâmide. O governo fala em alívio para a base e mais contribuição de quem ganha muito, mas a pergunta que fica é simples: quanto você realmente vai deixar de pagar e quem, de fato, entra na conta da nova cobrança.

O que muda com a nova isenção do IR

O coração da medida é direto: a isenção do IR passa a valer para rendimentos mensais brutos de até 5 mil reais, o equivalente a 60 mil reais por ano. Quem se encaixa nessa faixa deixa de pagar Imposto de Renda sobre essa renda tributável, o que gera um ganho mensal real no contracheque.

Além disso, a lei cria um desconto progressivamente menor para quem ganha até 7.350 reais por mês. Nessa faixa intermediária, o contribuinte não fica totalmente isento, mas paga menos imposto do que pagaria pela tabela atual.

A ideia é suavizar a transição entre quem é totalmente isento e quem já entra com força na tributação.

Quem se beneficia diretamente com a isenção do IR

De acordo com as estimativas citadas pelo governo e por especialistas, cerca de 15 milhões de contribuintes devem ser beneficiados de alguma forma pela nova isenção do IR, seja deixando de pagar, seja recolhendo um valor menor ao longo do ano.

Quem ganha até 5 mil reais por mês entra na faixa totalmente isenta. Já quem recebe entre 5.001 e 7.350 reais mensais passa a ter direito ao desconto extra, que reduz a mordida do imposto mês a mês.

Assim, a isenção do IR não é só uma linha bonita no discurso, ela aparece como dinheiro vivo na renda disponível de uma parcela grande da população assalariada.

Quando a isenção passa a valer e em qual declaração entra

A parte que muita gente confunde é o calendário. A lei já foi sancionada, mas a isenção do IR não vale para qualquer rendimento de ontem para hoje. O que foi anunciado é que as novas regras passam a valer a partir de janeiro de 2026.

Isso significa que os salários recebidos em 2026 é que vão seguir a nova faixa de isenção do IR e os novos descontos.

Na prática, o impacto aparece de verdade na declaração do Imposto de Renda de 2027, quando o contribuinte declarar os rendimentos de 2026 com a nova configuração de faixas, isenção e descontos.

Quanto os trabalhadores podem economizar por ano

Os cálculos apresentados mostram que um trabalhador que recebe 5 mil reais por mês deve ter um ganho mensal de 312,89 reais, somando salário e alívio de imposto ao longo do ano. Esse valor vai diminuindo gradualmente conforme a renda sobe dentro da faixa que vai até 7.350 reais mensais.

Por exemplo, quem ganha 7 mil reais por mês deve ter um ganho estimado de 46,61 reais por mês, o que resulta em 605,87 reais por ano, considerando também o décimo terceiro salário.

A lógica da nova isenção do IR é simples, quanto mais próximo do limite superior da faixa, menor o desconto, mas ainda existe algum alívio em relação à regra anterior.

Isenção do IR vale para salário líquido ou bruto

Uma dúvida clássica é se a isenção do IR olha para o salário líquido ou para o bruto. A resposta é objetiva: a isenção vale para rendimentos mensais brutos de até 5 mil reais.

Isso quer dizer que, para saber se você entra na faixa de isenção, precisa considerar o valor total que recebe antes de descontos de INSS, pensão ou outros abatimentos.

É em cima desse bruto que se avalia se a pessoa entra na faixa livre, na faixa com desconto ou se continua na parte da tabela que não foi alterada.

Quem tem mais de uma fonte de renda entra na isenção

Outro ponto importante é o caso de quem recebe de mais de um lugar. A isenção do IR também pode valer para essas pessoas, mas com uma condição: a soma dos rendimentos tributáveis não pode passar de 5 mil reais por mês para que a faixa totalmente isenta seja aplicada.

Se a soma de salários, pró-labore ou outras rendas tributáveis ultrapassar esse limite, o contribuinte deixa a zona de isenção total, mas ainda pode se beneficiar dos descontos previstos até o teto de 7.350 reais mensais. A conta final sempre considera o total de rendimentos tributáveis, não cada fonte isolada.

Quem ganha entre 5 mil e 7.350 reais paga menos imposto

Para a turma que fica no meio do caminho, a nova regra da isenção do IR não tira o imposto por completo, mas reduz a cobrança.

Quem ganha entre 5 mil e 7.350 reais por mês passa a ter direito a um desconto que vai ficando cada vez menor conforme a renda cresce dentro dessa faixa.

O ponto central é que todos que estiverem entre 5.001 e 7.350 reais mensais terão algum tipo de ganho, seja de alguns reais por mês, seja de algumas centenas por ano. Já quem está acima desse patamar continua seguindo a tabela progressiva tradicional do Imposto de Renda que já está em vigor, sem mudança direta nas alíquotas.

Quanto custa a isenção do IR e quem paga essa conta

Nenhuma isenção do IR sai de graça para o orçamento público. Segundo dados do governo federal, a ampliação da faixa de isenção e a criação de descontos vão custar cerca de 25,8 bilhões de reais aos cofres públicos em 2026.

Para evitar um rombo maior nas contas, o plano inclui uma compensação: aplicar uma alíquota progressiva de até 10 por cento sobre rendimentos anuais superiores a 600 mil reais, focando principalmente em lucros e dividendos.

Dessa forma, a isenção do IR para a base é, em parte, bancada pela nova tributação da alta renda.

Como funciona a taxação da alta renda acima de 600 mil

A nova regra cria uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, especialmente aqueles que recebem lucros e dividendos hoje isentos. A ideia é que quem tem renda anual acima de 600 mil reais passe a pagar um imposto mínimo, com alíquota progressiva que pode chegar até 10 por cento.

Os exemplos apresentados mostram que o aumento é gradual. Quem ganha 600.001 reais por ano, por exemplo, paga cerca de 0,10 real, com uma alíquota mínima quase simbólica.

Conforme a renda sobe, o percentual e o valor do imposto vão subindo também, chegando a valores mais significativos para rendas bem acima do limite.

O foco é atingir quem concentra renda alta, sem mexer na tabela tradicional aplicada ao salário de quem já é tributado na fonte.

CLT de alta renda e processo de declaração do IRPF

Uma dúvida frequente é se quem é CLT e ganha alto salário será afetado pela nova cobrança. A resposta é clara: a taxação mínima mira principalmente lucros e dividendos, não salários que já pagam IR pela tabela progressiva, com retenção em folha de até 27,5 por cento.

Até o momento, não há definição fechada sobre mudanças no próprio processo de declaração do IRPF para quem entra na nova faixa de isenção do IR ou na nova tributação mínima, mas a expectativa é que a Receita Federal publique regras detalhadas antes da vigência plena.

A operação continua sendo declarada normalmente, o que muda são os valores isentos, os descontos aplicados e a nova fatia de alta renda entrando na conta.

Sobra de arrecadação e compensação para estados e municípios

Mesmo com a isenção do IR ampliada e a criação dos descontos, o governo trabalha com a estimativa de que haverá uma sobra de 12,7 bilhões de reais até 2027, resultado da combinação de isenções com a nova arrecadação sobre alta renda.

Parte desse dinheiro está destinada à compensação de estados e municípios e à redução de alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços, criada na Reforma Tributária.

Em outras palavras, a isenção do IR vem acompanhada de um rearranjo mais amplo da política tributária, que mexe tanto com o contribuinte comum quanto com o caixa de governos locais e com empresas de maior porte.

Depois de entender como a isenção do IR vai aliviar quem ganha até 5 mil reais, reduzir imposto entre 5 mil e 7.350 reais e puxar uma cobrança mínima para quem recebe acima de 600 mil por ano, você acha que essa divisão ficou justa ou acredita que ainda falta mexer mais na tabela do Imposto de Renda para equilibrar o jogo?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Etiquetas
Fuente
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartir en aplicaciones
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x