Itaú BBA revisa projeções com petróleo a US$ 60 e reforça PRIO como favorita, enquanto ajusta Brava Energia e PetroReconcavo.
O Itaú BBA revisou suas estimativas para o setor de óleo e gás e atualizou, nesta quarta-feira (10), as recomendações para PRIO, Brava Energia e PetroReconcavo, após reduzir a projeção de longo prazo para o preço do petróleo.
A avaliação, divulgada em relatório, explica o que muda para cada companhia, por que o banco vê potencial de valorização e como as novas premissas influenciam o desempenho das produtoras independentes.
As análises reforçam a PRIO como destaque do segmento.
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Segundo o banco, as mudanças foram motivadas pela necessidade de ajustar cenários futuros e antecipar resultados em um ambiente global mais desafiador.
Assim, o Itaú BBA acredita que, mesmo com pressão nos preços internacionais, parte das petroleiras segue com fundamentos sólidos, especialmente aquelas com maior eficiência operacional e menor sensibilidade às oscilações do mercado.
As avaliações foram realizadas com base nos preços de fechamento da última quarta-feira (10).
PRIO se mantém como principal escolha do Itaú BBA
A PRIO permanece como a principal recomendação de compra do Itaú BBA entre as petroleiras independentes.
O banco reduziu o preço-alvo de R$ 62 para 2025 para R$ 50 ao final de 2026.
A projeção de produção da PRIO é de 187 mil barris por dia em 2026, 204 mil barris em 2027 e 200 mil barris em 2028.
As estimativas consideram marcos relevantes, como o primeiro óleo de Wahoo em abril de 2026 e a conclusão da aquisição remanescente de Peregrino em junho do mesmo ano.
Mesmo com o novo cenário global, a PRIO deve seguir gerando caixa de forma robusta.
Segundo o banco, “Isso sustenta nossa recomendação de compra para a empresa neste momento”.
Brava Energia mantém recomendação de compra apesar de desafios
A Brava Energia também aparece com recomendação de compra, embora tenha sofrido redução de preço-alvo de R$ 28 ao fim de 2025 para R$ 17.
Ainda assim, o Itaú BBA ressalta que a empresa apresentou avanços operacionais expressivos.
A produção da Brava Energia deve alcançar 89 kboed em 2026 e 95 kboed em 2027.
No terceiro trimestre, a companhia registrou 92 kboed, mostrando melhora significativa de eficiência offshore. Entre os destaques, o banco cita a redução do lifting cost — custo para extrair cada barril — e avanços na gestão de passivos.
Devido ao ritmo limitado de expansão da produção até o fim das campanhas de perfuração e pela redução dos investimentos onshore.
Ainda assim, o banco entende que há forte potencial de geração de caixa no médio prazo, sustentando a recomendação.
“Ainda assim, reconhecemos que o curto prazo tem desafios, especialmente em um cenário de preços mais baixos do petróleo”, afirma o relatório.
PetroReconcavo recebe recomendação neutra e projeção mais conservadora
Entre as três empresas avaliadas, a PetroReconcavo foi a única a receber recomendação neutra do Itaú BBA. O preço-alvo, antes projetado em R$ 17 ao final de 2025, agora foi revisado para R$ 13 ao fim de 2026.
A instituição também atualizou as expectativas de produção, estimando 27 kboed em 2026, 26 kboed em 2027 e 27 kboed em 2028.
A revisão reflete uma visão mais cautelosa sobre o crescimento da companhia, especialmente no ativo da Bahia, que tem apresentado desafios operacionais.
Segundo os analistas, “A visibilidade limitada sobre o crescimento da produção no curto prazo, combinada com o ritmo de execução de investimentos”.
Projeção mais baixa para o preço do petróleo altera perspectivas do setor
A mudança na projeção do preço do petróleo feita pelo Itaú BBA — de US$ 65 para US$ 60 por barril — impacta diretamente as estimativas de rentabilidade das produtoras de óleo e gás.
A revisão força as empresas a operar com margens menores, ao mesmo tempo em que reforça a importância da eficiência operacional.
Mesmo com esse cenário, o banco vê espaço para valorização das ações das três petroleiras analisadas, ainda que em diferentes magnitudes.
A PRIO se destaca pela resiliência; a Brava Energia, pela capacidade de ajustes e eficiência; e a PetroReconcavo, pela necessidade de cautela diante de incertezas de produção.

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