Produção de ureia no Brasil volta em janeiro com a Petrobras, fortalecendo fertilizantes nitrogenados e o agronegócio nacional
A Petrobras retomou, em janeiro, a produção de fertilizantes nitrogenados no Nordeste
reativando as FAFEN de Sergipe e da Bahia para fabricar amônia, ureia e ARLA 32.
A iniciativa ocorre agora, envolve investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada unidade, acontece nos polos industriais de Laranjeiras (SE) e Camaçari (BA)
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Tem como objetivo central reduzir a dependência de fertilizantes importados, ampliar a produção de ureia no Brasil
E fortalecer o agronegócio nacional com insumo estratégico produzido internamente.
A retomada marca um movimento relevante da estatal no setor de fertilizantes nitrogenados
Área considerada estratégica para a segurança alimentar e para a competitividade do campo.
Além disso, a operação gera empregos, reativa cadeias industriais regionais e reduz a vulnerabilidade do país às oscilações do mercado internacional de insumos agrícolas.
FAFEN Nordeste amplia capacidade e reforça a produção de ureia no Brasil
Com as duas unidades em operação, a FAFEN Nordeste passa a ter capacidade conjunta para produzir 3,1 mil toneladas de ureia por dia.
Esse volume representa cerca de 12% de todo o mercado nacional, percentual expressivo em um cenário no qual o Brasil depende majoritariamente de importações para suprir sua demanda.
Em Sergipe, a unidade localizada em Laranjeiras iniciou a produção de ureia no dia 3 de janeiro, após retomar a fabricação de amônia em 31 de dezembro de 2025.
A planta tem capacidade diária de 1,8 mil toneladas, o equivalente a 7% do consumo nacional de ureia.
Já na Bahia, a fábrica de Camaçari concluiu sua manutenção em dezembro de 2025 e está na fase de comissionamento, etapa técnica que antecede o início pleno da operação.
A expectativa é que a produção de ureia na unidade baiana comece até o fim de janeiro, com capacidade de 1,3 mil toneladas por dia, cerca de 5% do mercado brasileiro.
Logística integrada fortalece fertilizantes nitrogenados
A operação na Bahia vai além da produção industrial.
O complexo inclui os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu, em Candeias, o que melhora a logística de escoamento e distribuição dos fertilizantes nitrogenados.
Esse fator é estratégico para reduzir custos, garantir regularidade no abastecimento e ampliar a competitividade do produto nacional frente ao importado.
Além disso, o uso de gás natural como principal matéria-prima no processo produtivo reforça a integração da cadeia energética com a indústria de fertilizantes, agregando valor ao insumo e ampliando a eficiência industrial.
Produção nacional reduz dependência de fertilizantes importados
Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada, o que expõe o país a riscos cambiais, geopolíticos e logísticos.
Nesse contexto, a retomada das FAFEN no Nordeste representa um passo importante para a redução da dependência de fertilizantes importados.
“Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada.
Com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou William França, diretor de processos industriais e produtos da companhia.
Portanto, a ampliação da produção de ureia no Brasil contribui diretamente para a segurança do abastecimento agrícola, especialmente em um cenário global marcado por conflitos, restrições comerciais e volatilidade de preços.
FAFEN Nordeste e meta de expansão da produção nacional
Segundo a Petrobras, as duas FAFENs do Nordeste, somadas à Araucária Nitrogenados, instalada no Paraná, responderão por cerca de 20% de toda a demanda nacional de ureia.
No entanto, a estratégia da empresa vai além da retomada atual.
“As duas FAFENs, juntamente com a Araucária Nitrogenados, responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil.
A nossa expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, disse William França.
Esse plano de expansão reforça o papel da estatal na reconstrução da política industrial de fertilizantes nitrogenados
considerada essencial para reduzir a vulnerabilidade externa do país.
Geração de empregos impulsiona economia regional
Além dos impactos produtivos e estratégicos, a retomada das fábricas no Nordeste também traz efeitos diretos para o mercado de trabalho.
Segundo a Petrobras, a reativação das unidades gera 1.350 empregos diretos e cerca de 4.050 empregos indiretos, impulsionando a economia local e regional.
Enquanto isso, estados como Sergipe e Bahia se beneficiam da reativação de polos industriais relevantes, com efeitos positivos sobre renda, serviços e arrecadação.
Fertilizantes nitrogenados no centro da estratégia agrícola
Em um país que figura entre os maiores produtores de alimentos do mundo, garantir o fornecimento de fertilizantes nitrogenados é uma questão estratégica.
Assim, a retomada da produção de ureia no Brasil, por meio da FAFEN Nordeste, reposiciona a Petrobras em um segmento-chave
Assim, contribui para um agronegócio mais competitivo e menos dependente do exterior.
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