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Jensen Interceptor 2026 aposta em motor V8 e resgata o verdadeiro GT britânico de luxo

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 18/01/2026 às 18:41
Atualizado em 18/01/2026 às 18:45
Sem eletrificação, o Jensen Interceptor 2026 traz motor V8, produção artesanal e revive o debate com o esportivo clássico Uirapuru.
Foto: IA
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Sem eletrificação, o Jensen Interceptor 2026 traz motor V8, produção artesanal e revive o debate com o esportivo clássico Uirapuru.

O quê? O lançamento de uma nova geração do Jensen Interceptor 2026.

Quem? A Jensen International Automotive (JIA).

Quando? A partir de 2026.

Onde? Produção artesanal em Banbury, no Reino Unido.

Como? Com engenharia inédita, chassi de alumínio e motor V8 sem eletrificação.

Por quê? Para ocupar o espaço deixado por marcas que migraram para elétricos e resgatar a experiência analógica de um GT britânico de luxo.

Meio século após sair de cena, o retorno da marca Jensen deixa de ser promessa e ganha forma com o Jensen Interceptor 2026.

Diferente de restomods ou “continuation cars”, o novo modelo nasce do zero e aposta em uma fórmula cada vez mais rara: grand tourer puro, potente e focado na conexão entre carro e motorista.

A proposta também reabre um debate antigo no Brasil, onde o Interceptor é lembrado como a suposta “cópia” do esportivo clássico Uirapuru.

Um GT analógico em plena era elétrica

A JIA, que há 15 anos restaura Interceptors clássicos, assume agora o papel de fabricante de nicho.

Assim, o Jensen Interceptor 2026 chega para um público específico: entusiastas que ainda associam um GT britânico de luxo a longas viagens, som real de motor V8 e comandos físicos.

— “Queremos elevar o conceito do GT britânico de luxo a um novo nível, com abordagem totalmente contemporânea”, afirma David Duerden, diretor-executivo da JIA.

Enquanto marcas tradicionais como Jaguar avançam para elétricos puros e a Aston Martin eletrifica sua gama, a Jensen aposta no caminho inverso.

Portanto, o projeto prioriza botões reais, respostas mecânicas e envolvimento direto ao volante.

Engenharia nova, inspiração clássica

Apesar do visual ainda guardado a sete chaves, a JIA revelou que o Jensen Interceptor 2026 utilizará um chassi de alumínio totalmente novo.

O objetivo é combinar rigidez estrutural com redução de peso, algo essencial para um GT britânico de luxo moderno.

A silhueta, vista apenas em prévias discretas, remete ao Interceptor original de 1966. Capô longo, traseira fastback e vidro traseiro envolvente permanecem como assinatura visual.

No entanto, a execução é atual, com linhas mais limpas e soluções aerodinâmicas compatíveis com o século XXI.

A ligação brasileira com o esportivo clássico Uirapuru

No Brasil, o Interceptor sempre carregou um rótulo curioso. Muitos o conhecem como o carro que teria se inspirado no Brasinca 4200 GT, também chamado de STV Uirapuru, lançado em 1964.

O esportivo nacional, desenhado por Rigoberto Soler, surgiu dois anos antes do britânico.

Essa coincidência histórica faz com que o esportivo clássico Uirapuru reapareça sempre que se fala no retorno da marca Jensen.

Embora nunca tenha havido reconhecimento oficial de cópia, as semelhanças visuais seguem alimentando debates entre fãs de carros clássicos.

O mistério em torno do motor V8

Se o conceito do carro é claro, a mecânica ainda guarda segredos. A JIA confirma apenas que o Jensen Interceptor 2026 terá um motor V8 “sob medida”.

A origem não foi revelada, mas há rumores de parceria com empresas como a Cosworth ou de um bloco norte-americano profundamente retrabalhado.

Historicamente, os Interceptors usavam V8 da Chrysler.

Agora, espera-se potência acima de 600 cv, mantendo a tradição de unir força americana com refinamento britânico.

Além disso, cresce a expectativa por uma opção de câmbio manual, quase extinta entre os GTs modernos.

Produção artesanal e preço de colecionador

A fabricação ocorrerá em Banbury, a cerca de 90 km da antiga sede da Jensen. O volume será descrito como “ultra-limitado”, reforçando o caráter exclusivo do Jensen Interceptor 2026.

O preço oficial não foi divulgado, mas estimativas apontam para cerca de £ 500 mil, algo próximo de R$ 3,6 milhões. Para comparação, os restomods atuais da JIA variam entre £ 150 mil e £ 400 mil, conforme a configuração.

Um legado que atravessa décadas

Fundada em 1934 pelos irmãos Alan e Richard Jensen, a Jensen Motors construiu sua reputação ao combinar mecânica americana com design europeu.

O Interceptor, lançado em 1966, tornou-se seu maior sucesso, com 6.408 unidades produzidas.

No mesmo ano, a marca surpreendeu o mundo com o Jensen FF, primeiro carro de passeio com tração integral permanente e freios ABS.

Apesar da inovação, dificuldades financeiras e a crise do petróleo levaram à falência em 1976.

Agora, o retorno da marca Jensen tenta transformar história em futuro.

Se cumprir o prometido, o Jensen Interceptor 2026 pode se tornar um dos últimos verdadeiros representantes do GT britânico de luxo movido por motor V8, carregando consigo ecos do passado — inclusive do inesquecível esportivo clássico Uirapuru.

Veja mais em: Jensen Interceptor volta à produção após 50 anos com 600 cv

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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