PSG é obrigado pela Justiça francesa a quitar salários atrasados e bônus devidos a Kylian Mbappé após disputa judicial.
A Justiça francesa determinou, nesta terça-feira (16), que o Paris Saint-Germain (PSG) pague 60 milhões de euros a Kylian Mbappé por salários atrasados e bônus contratuais não quitados.
Um tribunal trabalhista de Paris tomou a decisão e encerrou parcialmente a longa disputa judicial entre o atacante e o clube, iniciada pouco antes de sua transferência para o Real Madrid
O processo envolveu valores referentes aos meses de abril, maio e junho de 2024, período que antecedeu a saída de Mbappé da equipe francesa.
-
Funcionária é demitida após acumular 114 dias de licença médica em um ano e Justiça trabalhista confirma decisão da empresa
-
Funcionário demitido enquanto tratava depressão vence na Justiça e Vale é obrigada a recontratá-lo após decisão baseada na CLT e em benefício do INSS
-
Trabalhadores devem ficar atentos! 6 de março será o quinto dia útil de março e o prazo final para empresas pagarem salários conforme a CLT
-
Saque-aniversário do FGTS 2026 é liberado conforme mês de nascimento, define valores por faixa de saldo, estabelece prazos de março e abril e altera regras em caso de demissão
Segundo a sentença, o PSG não conseguiu comprovar que o jogador havia renunciado formalmente a esses pagamentos, o que levou os magistrados a reconhecerem a dívida.
O que motivou a ação judicial de Kylian Mbappé contra o PSG
A disputa teve início quando Kylian Mbappé acionou a Justiça francesa, alegando que o PSG havia retido parte significativa de sua remuneração.
O jogador sustentou que o clube deixou de pagar três meses de salário, além de um bônus de ética e um bônus de assinatura previstos em contrato.
Esses valores, inclusive, já haviam sido reconhecidos como devidos em decisões anteriores da Liga Profissional de Futebol Francês (LFP), emitidas em setembro e outubro de 2024.
Ainda assim, o impasse seguiu para o Judiciário, diante da recusa do clube em efetuar o pagamento integral.
Advogada de Mbappé celebra decisão da Justiça francesa
Após o anúncio da sentença, a defesa do jogador comemorou o desfecho favorável.
“Estamos satisfeitos com a decisão. Era o que se podia esperar quando salários ficaram por pagar”, disse a advogada de Mbappé, Frederique Cassereau, aos repórteres.
A declaração reforça a posição da equipe jurídica do atleta, que sempre defendeu que o caso não envolvia questões esportivas ou transferências, mas sim o cumprimento rigoroso da legislação trabalhista francesa.
PSG tentou anular pagamentos e perdeu principais argumentos
Durante o processo, o PSG argumentou que Kylian Mbappé deveria perder integralmente os salários atrasados, alegando comportamento desleal por parte do jogador.
Segundo o clube, o atacante teria ocultado por quase um ano sua intenção de não renovar contrato, o que teria impedido uma venda lucrativa semelhante à contratação feita junto ao AS Monaco em 2017, por 180 milhões de euros.
No entanto, os juízes rejeitaram essa tese. O tribunal afirmou que o PSG não apresentou nenhum acordo escrito que comprovasse a renúncia do atleta aos valores reclamados, enfraquecendo a defesa do clube.
Tribunal limita indenizações adicionais pedidas por Mbappé
Apesar da vitória financeira, Kylian Mbappé não teve todas as suas reivindicações atendidas pela Justiça francesa.
O tribunal rejeitou pedidos adicionais que envolviam acusações de trabalho oculto, assédio moral e violação do dever de segurança por parte do empregador.
Além disso, os magistrados decidiram que o contrato do jogador não poderia ser equiparado a um contrato permanente.
Assim, essa interpretação limitou possíveis compensações relacionadas a aviso prévio e indenizações por demissão, reduzindo o alcance financeiro total da ação.
Transferência para o Real Madrid não foi foco da ação
Os representantes de Mbappé reforçaram que a disputa não teve relação direta com sua transferência para o Real Madrid, concluída sem custos de transferência.
Segundo a defesa, o processo tratou exclusivamente da aplicação da lei trabalhista e do pagamento de remunerações previstas em contrato.
Impacto da decisão da Justiça francesa no futebol europeu
A condenação do PSG estabelece um precedente relevante no futebol internacional.
Ao reconhecer o direito de Kylian Mbappé aos salários atrasados, a Justiça francesa reforça que os clubes devem cumprir as obrigações trabalhistas, independentemente de seu peso financeiro ou político.
Portanto, o caso pode influenciar futuras negociações contratuais e disputas judiciais envolvendo jogadores de elite.

Seja o primeiro a reagir!