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Justiça francesa decide a favor de Mbappé e impõe pagamento milionário ao PSG

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 16/12/2025 às 10:41
Atualizado em 16/12/2025 às 10:42
PSG é obrigado pela Justiça francesa a quitar salários atrasados e bônus devidos a Kylian Mbappé após disputa judicial.
Foto: IA
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PSG é obrigado pela Justiça francesa a quitar salários atrasados e bônus devidos a Kylian Mbappé após disputa judicial.

A Justiça francesa determinou, nesta terça-feira (16), que o Paris Saint-Germain (PSG) pague 60 milhões de euros a Kylian Mbappé por salários atrasados e bônus contratuais não quitados.

Um tribunal trabalhista de Paris tomou a decisão e encerrou parcialmente a longa disputa judicial entre o atacante e o clube, iniciada pouco antes de sua transferência para o Real Madrid

O processo envolveu valores referentes aos meses de abril, maio e junho de 2024, período que antecedeu a saída de Mbappé da equipe francesa.

Segundo a sentença, o PSG não conseguiu comprovar que o jogador havia renunciado formalmente a esses pagamentos, o que levou os magistrados a reconhecerem a dívida.

O que motivou a ação judicial de Kylian Mbappé contra o PSG

A disputa teve início quando Kylian Mbappé acionou a Justiça francesa, alegando que o PSG havia retido parte significativa de sua remuneração.

O jogador sustentou que o clube deixou de pagar três meses de salário, além de um bônus de ética e um bônus de assinatura previstos em contrato.

Esses valores, inclusive, já haviam sido reconhecidos como devidos em decisões anteriores da Liga Profissional de Futebol Francês (LFP), emitidas em setembro e outubro de 2024.

Ainda assim, o impasse seguiu para o Judiciário, diante da recusa do clube em efetuar o pagamento integral.

Advogada de Mbappé celebra decisão da Justiça francesa

Após o anúncio da sentença, a defesa do jogador comemorou o desfecho favorável.

“Estamos satisfeitos com a decisão. Era o que se podia esperar quando salários ficaram por pagar”, disse a advogada de Mbappé, Frederique Cassereau, aos repórteres.

A declaração reforça a posição da equipe jurídica do atleta, que sempre defendeu que o caso não envolvia questões esportivas ou transferências, mas sim o cumprimento rigoroso da legislação trabalhista francesa.

PSG tentou anular pagamentos e perdeu principais argumentos

Durante o processo, o PSG argumentou que Kylian Mbappé deveria perder integralmente os salários atrasados, alegando comportamento desleal por parte do jogador.

Segundo o clube, o atacante teria ocultado por quase um ano sua intenção de não renovar contrato, o que teria impedido uma venda lucrativa semelhante à contratação feita junto ao AS Monaco em 2017, por 180 milhões de euros.

No entanto, os juízes rejeitaram essa tese. O tribunal afirmou que o PSG não apresentou nenhum acordo escrito que comprovasse a renúncia do atleta aos valores reclamados, enfraquecendo a defesa do clube.

Tribunal limita indenizações adicionais pedidas por Mbappé

Apesar da vitória financeira, Kylian Mbappé não teve todas as suas reivindicações atendidas pela Justiça francesa.

O tribunal rejeitou pedidos adicionais que envolviam acusações de trabalho oculto, assédio moral e violação do dever de segurança por parte do empregador.

Além disso, os magistrados decidiram que o contrato do jogador não poderia ser equiparado a um contrato permanente.

Assim, essa interpretação limitou possíveis compensações relacionadas a aviso prévio e indenizações por demissão, reduzindo o alcance financeiro total da ação.

Transferência para o Real Madrid não foi foco da ação

Os representantes de Mbappé reforçaram que a disputa não teve relação direta com sua transferência para o Real Madrid, concluída sem custos de transferência.

Segundo a defesa, o processo tratou exclusivamente da aplicação da lei trabalhista e do pagamento de remunerações previstas em contrato.

Impacto da decisão da Justiça francesa no futebol europeu

A condenação do PSG estabelece um precedente relevante no futebol internacional.

Ao reconhecer o direito de Kylian Mbappé aos salários atrasados, a Justiça francesa reforça que os clubes devem cumprir as obrigações trabalhistas, independentemente de seu peso financeiro ou político.

Portanto, o caso pode influenciar futuras negociações contratuais e disputas judiciais envolvendo jogadores de elite.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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