As petroleiras Karoon e a brasileira PetroRio confirmaram o interesse em adquirir ativos da Petrobras, em meio a pandemia e a crise do petróleo. A petroleira brasileira bateu recorde e exportou 1 milhão de barris em abril, confira a matéria completa clicando aqui.
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As petroleiras anunciaram publicamente que mantêm o interesse em avançar para o fechamento dos negócios, precificados antes da crise, num momento em que os ativos estavam mais valorizados.
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A Petrobras dispões de nove contratos assinados que precisam ser finalizados. Ao todo, as operações somam um valor de 2,75 bilhões de dólares, dos quais a estatal já recebeu 159,5 milhões de dólares.
Das nove, oito transações envolvem ativos de exploração e produção (E&P), sensíveis aos preços do petróleo.
Se conclúída a venda de 30 por cento do campo de Frade (Bacia de Campos), para a PetroRio e o campo de Baúna (Bacia de Santos), para a Karoon, entrará no caixa da Petrobras 707,5 milhões de dólares.
Apesar da australiana ter anunciado na semana passada uma série de medidas para cortes de custos decorrente ao crise global causada pelo novo coronavírus, a companhia “continua empenhada em trabalhar para concluir a aquisição de Baúna”.
Para Karoon o ativo é de “alta qualidade”, com potencial para agregar valor aos acionistas da empresa. Porém de acordo com a petroleira a conclusão do negócio depende da autorização dos órgãos competentes – Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Ibama — e que ainda negocia os termos finais do financiamento com os bancos, sobre os preços do petróleo que determinarão o valor final do empréstimo.
O contrato assinado entre a Karoon e a Petrobras referente a compra do ativo foi no valor de 665 milhões de dólares, dos quais a australiana já pagou 50 milhões de dólares.
Já os 30 por cento do campo de Frade pertencente a Petrobras, custará a PetroRio 100 milhões de dólares.
Desinvestimentos da Petrobras
Na semana anterior, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já havia dito que o programa de desinvestimentos da companhia poderá sofrer alguns atrasos, mas que se mantém “intacto”, mesmo diante da crise econômica.
Devido a crise a Petrobras adiou alguns prazos, como no caso da venda das refinarias e da Gaspetro. Em contrapartida a estatal abriu processo de venda dos 10 por cento remanescentes da empresa na Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e de suas usinas eólicas.
Devido à crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus a ANP decidiu postergar o prazo dos desinvestimentos em campos terrestres e em águas rasas até o fim de 2020.
A decisão vale para a venda dos polos Fazenda Belém, Sergipe Terra 2, Sergipe Terra 3, Miranga, Cricaré, Remanso, Rio Ventura, Recôncavo, Ceará Mar, Sergipe Terra 1, Rio Grande do Norte Mar, Merluza, Carapanaúba/Cupiúba, Garoupa e Peroá/Cangoá.
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