O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, fez novas ameaças aos Estados Unidos e prometeu aumentar o arsenal nuclear do país a um número recorde
As ameaças nucleares da Coreia do Norte têm ganhado um novo capítulo com a recente declaração de Kim Jong-un, líder supremo do país, prometendo um aumento significativo no arsenal nuclear norte-coreano.
Em um discurso realizado no 76º aniversário da fundação da República Popular Democrática da Coreia do Norte (RPDC), Kim afirmou que o número de bombas nucleares no país será «exponencialmente» ampliado, uma mensagem que ecoa como uma clara advertência aos Estados Unidos e a seus aliados.
Um estoque nuclear crescente

Durante o pronunciamento, Kim enfatizou que o país deve estar pronto para utilizar suas armas nucleares «a qualquer momento«, para garantir sua segurança diante das ameaças percebidas.
-
Trump anuncia bombardeio de alvos militares dos EUA na ilha iraniana, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, e alerta que poderá atacar ainda mais caso haja ameaça à navegação no estratégico Estreito de Ormuz
-
Com menos de 40 km de largura, Estreito de Ormuz concentra 20% do petróleo mundial e vira epicentro de crise global após operação militar contra o Irã paralisar petroleiros e disparar preços da energia
-
Israel, armas nucleares e o plano chamado “Opção Sansão”: o que aconteceria se o país decidisse usar até 90 ogivas em uma guerra no Oriente Médio
-
“Não há onde se esconder em um navio.” Marinheiros presos perto do Irã relatam ataques, medo e falta de água e comida em uma crise que pressiona a região
Ele destacou que o fortalecimento do arsenal nuclear é uma resposta direta ao que ele chamou de «várias ameaças representadas pelos Estados Unidos e seus seguidores».
Essas declarações sugerem que a Coreia do Norte, sob o comando de Kim, busca expandir de maneira substancial suas capacidades militares, reforçando ainda mais as tensões já presentes na península coreana.
Atualmente, a quantidade exata de armas nucleares da Coreia do Norte é incerta, dado o sigilo extremo que envolve o regime. No entanto, estimativas sugerem que o país pode ter material físsil suficiente para a produção de até 50 bombas nucleares.
O número real de ogivas montadas, no entanto, pode ser significativamente menor. Até agora, o país realizou seis testes nucleares, sendo o último em 2017, e continua a desenvolver sua tecnologia de mísseis, o que demonstra que seu programa nuclear está em pleno andamento.
Coreia do Norte e a ameaça global
O discurso de Kim Jong-un também trouxe à tona um alerta sobre o que ele descreveu como uma «grave ameaça» representada por um bloco militar nuclear liderado pelos Estados Unidos na região.
Essa percepção de perigo parece justificar, aos olhos do líder norte-coreano, a necessidade de aumentar ainda mais o poder de fogo do país, mantendo suas forças nucleares prontas para um eventual combate.
Embora Kim tenha declarado que as bombas nucleares do arsenal nuclear da Coreia do Norte são para «autodefesa» e não representam uma ameaça a ninguém, o contexto internacional é outro.
A exibição constante de força militar e a promessa de um aumento exponencial em armas nucleares causam grande preocupação não apenas nos Estados Unidos, mas também em nações vizinhas, como a Coreia do Sul e o Japão. Tais demonstrações exacerbam as tensões já existentes na península e criam um clima de incerteza quanto ao futuro da segurança na região.
Diversificação do arsenal nuclear
Desde o 8º Congresso do Partido, em 2021, a Coreia do Norte começou a diversificar suas armas nucleares, conforme apontado por especialistas.
Kim Jong-un parece estar focado em expandir as opções nucleares do país, com ênfase em armas nucleares táticas, e essa tendência de diversificação foi reafirmada em seu recente discurso.
Além disso, o país tem demonstrado avanços contínuos na tecnologia de mísseis, o que sugere que Pyongyang está determinada a continuar aprimorando suas capacidades militares.
Seja o primeiro a reagir!