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Laser de micro-ondas é descoberto a quase 8 bilhões de anos-luz e bate recorde histórico ao emitir sinal em 1667 megahertz durante colisão de duas galáxias

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 23/02/2026 a las 19:56
Actualizado el 23/02/2026 a las 19:58
Laser de micro-ondas é detectado a quase 8 bilhões de anos-luz em 1667 megahertz e estabelece novo recorde de intensidade.
Laser de micro-ondas é detectado a quase 8 bilhões de anos-luz em 1667 megahertz e estabelece novo recorde de intensidade.
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Detecção do laser de micro-ondas em 1667 megahertz, amplificada por lente gravitacional e registrada pelo conjunto MeerKAT com 64 antenas, revela gigamaser a quase 8 bilhões de anos-luz e amplia a investigação sobre fusões galácticas no universo jovem

Astrônomos identificaram o laser de micro-ondas mais potente e distante já observado, originado da colisão de duas galáxias a quase 8 bilhões de anos-luz da Terra. Detectado em 1667 megahertz, o sinal foi imediatamente reconhecido como recorde devido à sua intensidade excepcional.

Detecção fortuita em 1667 megahertz revela recorde imediato

A descoberta ocorreu durante observações da galáxia H1429-0028 com o conjunto de 64 antenas MeerKAT, na África do Sul. A equipe era liderada por Roger Deane, da Universidade de Pretória.

Segundo estudo publicado no arXiv, os pesquisadores buscavam galáxias ricas em hidrogênio molecular, que emite em frequência específica. O canal de 1667 megahertz foi verificado quase casualmente.

Ao apontarem o instrumento para H1429-0028, a equipe identificou um sinal descrito como enorme e estrondoso. De acordo com Deane, tratava-se imediatamente de um recorde, caracterizando uma coincidência feliz durante a análise dos dados.

H1429-0028 e o efeito de lente gravitacional

A galáxia H1429-0028 teve sua luz distorcida e ampliada por uma galáxia em primeiro plano que atua como lente gravitacional. Esse efeito tornou possível observar o fenômeno com maior clareza.

Imagens combinadas do Hubble e do Keck II mostram a galáxia em primeiro plano como uma faixa diagonal, enquanto a galáxia ao fundo aparece formando um anel distorcido.

A intensidade do sinal classificou o fenômeno como o maser mais brilhante e distante já observado. O laser de micro-ondas detectado supera registros anteriores em luminosidade e distância.

Como a fusão de galáxias gera o laser de micro-ondas

Os masers são equivalentes em micro-ondas dos lasers. Enquanto lasers emitem luz visível coerente, masers produzem radiação altamente focalizada em frequências de micro-ondas.

Em fusões de galáxias, nuvens de gás são comprimidas, desencadeando intensa formação estelar. A luz das estrelas recém-formadas atravessa nuvens de poeira, excitando íons hidroxila compostos por hidrogênio e oxigênio.

Quando esses íons excitados são atingidos por ondas de rádio produzidas perto de um buraco negro supermassivo, liberam energia na forma de radiação coerente em micro-ondas. O resultado é um feixe altamente concentrado em uma única frequência.

Deane afirmou que o fenômeno pode ser classificado como um gigamaser, categoria mais poderosa que os megamasers detectados em galáxias mais próximas. A luminosidade é cerca de 100.000 vezes maior que a de uma estrela, concentrada em pequena porção do espectro eletromagnético.

Laser de micro-ondas como ferramenta para estudar o universo jovem

Como H1429-0028 está a quase 8 bilhões de anos-luz, a radiação detectada iniciou sua jornada quando o universo era muito mais jovem. O laser de micro-ondas oferece informações sobre processos de fusão e evolução galáctica ao longo do tempo cósmico.

Matt Jarvis, da Universidade de Oxford, destacou que esses sinais surgem apenas sob condições muito precisas.

Segundo Jarvis, é necessária emissão contínua de rádio e emissão infravermelha proveniente de poeira aquecida ao redor de estrelas em formação. Essas condições físicas específicas ocorrem quando galáxias estão em fusão.

Ele acrescentou que futuras observações com o Square Kilometre Array, sucessor mais sensível do MeerKAT na África do Sul, deverão permitir detectar masers semelhantes a distâncias ainda maiores.

O registro atual estabelece um marco na observação de fenômenos extremos associados à colisão de galáxias. A identificação do laser de micro-ondas amplia a capacidade de investigar ambientes raros no universo distante e compreender como essas estruturas evoluiram ao longo do tempo cósmico.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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