Inauguração de sede própria da ApexBrasil marca divulgação de 500 novos mercados abertos entre 2023 e 2025, com potencial bilionário para exportações brasileiras, fortalecimento da política comercial e ampliação da presença do país em mais de 80 destinos internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, em Brasília, da inauguração da primeira sede própria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A cerimônia também foi usada pelo governo federal para divulgar o resultado da política de abertura de 500 novos mercados internacionais para produtos brasileiros em mais de 80 países no período entre 2023 e 2025.
De acordo com estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), esse conjunto de autorizações e habilitações tem potencial de gerar até US$ 37,5 bilhões por ano em exportações, valor que depende da efetivação de contratos pelas empresas.
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A entrega do edifício marca o fim de mais de 20 anos em que a ApexBrasil funcionou exclusivamente em imóveis alugados desde sua criação, em 2003.
A nova sede, localizada no Setor de Grandes Áreas Sul (SGAS) 903, foi apresentada como parte de um processo de reorganização administrativa e de reforço da estrutura voltada à promoção comercial e à atração de investimentos.
Abertura de mercados internacionais e critérios sanitários
O número divulgado pelo governo reúne aberturas realizadas entre 2023 e 2025.
Considera critérios técnicos adotados nas negociações sanitárias e regulatórias conduzidas pelo Brasil com países importadores.
Na prática, um mesmo país pode representar mais de um mercado.

Isso ocorre porque as autorizações costumam ser segmentadas por tipo de produto, espécie animal, unidade produtiva ou exigência específica do importador.
Segundo informações do Mapa, estão incluídos nesse conjunto produtos como carnes, algodão, frutas e pescados.
O governo atribui o resultado à atuação conjunta do ministério com a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Também houve participação de entidades representativas do setor produtivo nas negociações.
Durante o evento, Lula afirmou que a ampliação dos mercados está relacionada à capacidade do país de atender tanto o consumo interno quanto a demanda externa.
“O que acontece no Brasil hoje: a gente produz para atender o mercado interno e a gente produz tão bem que a gente consegue atender as necessidades do mercado externo”.
Nova sede da ApexBrasil e estrutura institucional
O prédio inaugurado tem cerca de 17 mil metros quadrados.
Foi projetado com foco em eficiência energética e sustentabilidade, segundo informações divulgadas pela própria ApexBrasil.
A agência também informou que o espaço inclui áreas destinadas a eventos, exposições e ações de divulgação de produtos brasileiros e da imagem do país no exterior.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que a sede própria traz impactos administrativos e operacionais.
“Esta sede própria é mais que uma mudança física. Ela representa uma conquista de anos”.
Na avaliação dele, a nova estrutura contribui para economia estrutural, modernização institucional e maior integração das atividades da agência.
Além do aspecto operacional, o governo ressaltou o simbolismo de consolidar a ApexBrasil como órgão permanente da política de promoção comercial.
Criada no primeiro mandato de Lula, a agência passou a ter, pela primeira vez, um edifício projetado exclusivamente para suas atividades.
O projeto arquitetônico recebeu prêmios internacionais ligados à inovação e ao design conceitual, conforme divulgado pela instituição.
Promoção comercial, missões oficiais e presença internacional

Paralelamente às negociações para abertura de mercados, o governo tem apostado em ações de promoção comercial.
O objetivo é ampliar a presença de empresas brasileiras no exterior.
Entre 2023 e 2025, a ApexBrasil informou ter participado de mais de 170 ações internacionais em 42 países.
A expectativa divulgada é de US$ 18 bilhões em negócios.
Nesse conjunto de ações, mais de três mil empresas foram atendidas.
No mesmo período, foram realizadas 19 missões presidenciais e cinco missões vice-presidenciais, segundo dados oficiais.
Essas agendas fizeram parte da estratégia de aproximação com governos e agentes econômicos de mercados considerados prioritários.
Durante o evento, Lula retomou uma fala recorrente desde o início de seu primeiro mandato.
Ele mencionou a defesa de uma atuação mais ativa do governo na promoção de produtos brasileiros no exterior.
Em declarações públicas anteriores, o presidente já havia associado a diplomacia brasileira à ampliação das exportações.
Pequenas empresas, dados regionais e base exportadora
Outro ponto destacado foi o volume de empresas atendidas pela ApexBrasil.
Até outubro de 2025, a agência informou ter apoiado 20.754 empresas.
Desse total, 66% são micro, pequenas e médias empresas.
Os dados fazem parte do balanço apresentado durante a inauguração da sede.
O governo também informou que ampliou o foco de atuação nas regiões Norte e Nordeste.
A iniciativa busca diversificar a base exportadora e reduzir a concentração regional das políticas de promoção comercial e de atração de investimentos.

Especialistas em comércio exterior costumam destacar que a abertura formal de mercados é apenas uma etapa do processo de internacionalização.
A transformação desse potencial em exportações efetivas depende de fatores como competitividade, logística, regularidade da oferta e capacidade das empresas de atender exigências técnicas e contratuais.
Por esse motivo, o valor de US$ 37,5 bilhões por ano é tratado oficialmente como uma estimativa de potencial.
Não se trata de resultado assegurado.
Desafios após o anúncio e acompanhamento dos resultados
Com a divulgação do marco de 500 mercados abertos e a inauguração da nova sede, o governo sinaliza mudança de foco.
A prioridade passa a ser a consolidação das habilitações obtidas.
Também entra no radar a ampliação da presença de produtos brasileiros nos destinos abertos nos últimos três anos.
A estratégia envolve diplomacia, acordos sanitários e ações de promoção conduzidas pela ApexBrasil em parceria com o setor privado.
A expectativa é acompanhar se as autorizações concedidas entre 2023 e 2025 resultarão em aumento consistente de embarques, contratos de longo prazo e maior diversificação dos destinos das exportações brasileiras.
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