Em entrevista em Pernambuco nesta terça feira 2, Lula detalhou o plano da Petrobras para elevar Abreu e Lima a 260 mil barris dia, gerar 15 mil empregos, produzir biodiesel S10 e acionar obras em energia solar, barragens e no novo PAC regional para infraestrutura hídrica, segurança energética e desenvolvimento
A agenda do presidente em Pernambuco nesta terça feira, 2, marcou mais um capítulo da estratégia de expansão da Petrobras no refino. Lula confirmou que a capacidade da refinaria Abreu e Lima, hoje em 130 mil barris por dia, deve atingir 260 mil barris dia com as obras de ampliação iniciadas em julho deste ano.
Na mesma entrevista à afiliada da RECORD no estado, o presidente vinculou a decisão da Petrobras a um pacote mais amplo de investimentos federais, que inclui R$ 8,3 bilhões apenas na refinaria, a entrega da barragem Panelas 2, parada desde 2015, e a retomada da barragem Garapeba, dentro do eixo Água para Todos do novo PAC em Pernambuco.
Petrobras amplia Abreu e Lima e dobra capacidade de refino
No centro dos anúncios está a refinaria Abreu e Lima, tratada por Lula como peça chave da Petrobras na reconfiguração do parque de refino nacional.
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Segundo o presidente, a Petrobras vai dobrar a capacidade instalada, saltando dos atuais 130 mil para 260 mil barris por dia após a conclusão da ampliação iniciada em julho.
Lula destacou que o investimento previsto de R$ 8,3 bilhões é integralmente executado pela Petrobras e tem foco na expansão estrutural da planta, voltada à produção de combustíveis como o diesel S10.
Na prática, isso significa mais refino dentro do país, redução de dependência de importações e maior peso da Petrobras na oferta de derivados estratégicos.
O governo atrela essa expansão a uma política industrial de energia.
Ao reforçar o papel da Petrobras em Abreu e Lima, Lula tenta indicar ao mercado que a estatal volta a priorizar grandes projetos de refino e que a refinaria deixa de ser um símbolo de atrasos para se tornar vitrine de retomada de investimentos em Pernambuco.
Empregos, biodiesel S10 e efeitos na economia regional
De acordo com o presidente, o pacote da Petrobras em Abreu e Lima deve gerar cerca de 15 mil empregos ao longo de todo o processo de ampliação.
Lula destacou que a combinação de obras civis, montagens industriais e novas unidades de processo tende a movimentar cadeias locais de serviços, construção, metalmecânica e logística.
A Petrobras também projeta, segundo Lula, a produção de 13 milhões de litros de biodiesel S10 atrelada à nova configuração da refinaria.
A aposta é usar a escala de Abreu e Lima para turbinar o S10 de baixo teor de enxofre, alinhando a Petrobras a exigências ambientais mais rígidas e à demanda crescente por combustíveis menos poluentes.
Na narrativa do governo, esses números reforçam o argumento de que a Petrobras volta a funcionar como alavanca de desenvolvimento regional, com impacto direto em renda, arrecadação e empregos em Pernambuco e no entorno da refinaria.
Energia solar, barragens e o papel da Petrobras no novo PAC
Além da ampliação da refinaria, a agenda presidencial em Pernambuco incluiu a assinatura de um contrato para construção de uma usina fotovoltaica ligada ao complexo, que utilizará a luz do sol para gerar energia.
O projeto é apresentado como mais um movimento para aproximar a Petrobras da transição energética, ao combinar refino tradicional com geração renovável.
À tarde, Lula participou da entrega da barragem Panelas 2, com capacidade de armazenar cerca de 17 bilhões de litros de água, destinada à contenção de cheias.
A obra, parada desde 2015, foi retomada e enquadrada no eixo Água para Todos, assim como a barragem Garapeba, em São Benedito do Sul, que também terá continuidade.
Segundo o governo, o conjunto dessas intervenções integra um pacote de cerca de R$ 2 bilhões do novo PAC em Pernambuco.
A mensagem é que a Petrobras, com seus R$ 8,3 bilhões em Abreu e Lima, aparece como âncora de investimentos, enquanto as demais obras de infraestrutura hídrica e energética completam o desenho de desenvolvimento regional.
Cálculo e Petrobras
Na entrevista, Lula foi além dos números da Petrobras e entrou no terreno político.
Ele afirmou que deve decidir em março se será candidato à reeleição, citando a necessidade de consultar o partido, aliados e avaliar sua própria condição de saúde aos 80 anos.
Ao vincular a expansão da Petrobras, a ampliação da refinaria Abreu e Lima e a entrega de obras de água e energia ao seu mandato, o presidente reforça a narrativa de um governo que entrega grandes projetos e, ao mesmo tempo, testa a receptividade da opinião pública a uma eventual nova disputa presidencial.
Para o Planalto, mostrar uma Petrobras mais ativa no refino e na transição energética, com obras visíveis em Pernambuco, ajuda a consolidar capital político num estado estratégico do Nordeste e num setor sensível como o de combustíveis.
O recado é que a estatal volta ao centro da política econômica e social do governo, combinando emprego, investimento e infraestrutura.
Diante de tudo isso, você acredita que a Petrobras deve priorizar mais investimentos em refino tradicional, em energia renovável ou em uma combinação dos dois caminhos?
Não fosse o farto desvio de dinheiro na construção da RNEST, a refinaria já deveria ter iniciado a operação com os 2 trens de produção de Diesel. Nossa cleptocracia é robusta
Petróleo gás quero uma vaga de trabalho