Expansão industrial internacional da Lupo ocorre sem fechamento de fábricas no Brasil e inclui investimentos contínuos na unidade histórica de Araraquara, enquanto empresa busca competitividade diante de mudanças tributárias e custos operacionais elevados.
A Lupo, empresa centenária do setor têxtil brasileiro, iniciou uma estratégia de expansão produtiva internacional com a inauguração de uma unidade industrial no Paraguai, sem encerrar ou desativar suas operações no Brasil.
A companhia mantém suas fábricas nacionais em funcionamento, incluindo a unidade de Araraquara, no interior de São Paulo, sede histórica da empresa, que segue ativa e em processo contínuo de modernização e investimentos.
A nova planta paraguaia foi instalada em Ciudad del Este, com investimento informado como superior a R$ 30 milhões, e integra uma estratégia complementar voltada à competitividade industrial diante das recentes mudanças no ambiente tributário brasileiro.
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Segundo a empresa, a produção no Paraguai permite uma redução de custos em torno de 28% quando comparada à fabricação no Brasil, principalmente em função da carga tributária menor e de um ambiente regulatório mais simples.
Fundada em 1921, a Lupo atravessou crises econômicas, mudanças monetárias e períodos de instabilidade sem interromper sua produção no território nacional, mantendo sua base industrial no país ao longo de mais de um século.
Nos últimos meses, porém, a companhia passou a reorganizar parte de sua cadeia produtiva como resposta direta às alterações no tratamento tributário de incentivos fiscais no Brasil.
Mudanças tributárias e impacto sobre a indústria

A Lei 14.789, sancionada em dezembro de 2023, modificou o tratamento das subvenções para investimento concedidas por estados e municípios, estabelecendo novas regras para a utilização desses incentivos no cálculo de tributos federais.
Na prática, a legislação alterou a forma como empresas podem reconhecer e utilizar benefícios fiscais relacionados ao ICMS, impondo exigências adicionais de habilitação e escrituração contábil.
O governo federal apresentou a medida como parte do esforço de reorganização fiscal e aumento da arrecadação.
Para setores industriais intensivos em mão de obra e sensíveis a custos, como o têxtil, a mudança provocou reavaliações de investimento e de localização produtiva.
Nova unidade no Paraguai e regime de maquila
A fábrica da Lupo no Paraguai opera sob o regime de maquila, sistema voltado à industrialização para exportação, que permite a importação de insumos com tributação reduzida e aplicação de um imposto único de 1% sobre o valor agregado nacional ou sobre o valor da exportação.
A unidade tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano e gera atualmente cerca de 110 empregos diretos no país vizinho.
A localização em Ciudad del Este foi escolhida também por fatores logísticos, já que a cidade está próxima à fronteira com o Brasil e integrada a corredores comerciais do Mercosul.
O Brasil segue como um dos principais destinos dos produtos fabricados sob o regime de maquila, incluindo itens produzidos pela Lupo.

Declaração da empresa sobre a estratégia internacional
Em entrevista à Folha de S.Paulo, a executiva Liliana Aufiero afirmou que a decisão de ampliar a produção no Paraguai não representa uma saída do Brasil.
Segundo ela, o movimento está ligado à busca por competitividade em um cenário de aumento de custos e complexidade regulatória.
“Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”, declarou, ao comentar os efeitos da carga tributária e da burocracia sobre a indústria.
A empresa reforça que a operação paraguaia não substitui a produção nacional, mas atua como complemento dentro de uma estratégia global, prática comum em companhias com atuação internacional.
Produção no Brasil segue ativa
A Lupo não anunciou fechamento de fábricas ou encerramento de atividades industriais no Brasil.
A unidade de Araraquara permanece como referência histórica e produtiva da companhia, com investimentos contínuos em modernização e tecnologia.
O movimento evidencia os desafios enfrentados por empresas industriais diante de mudanças tributárias recentes e reforça o debate sobre competitividade, ambiente regulatório e atração de investimentos produtivos na região.
Como o Brasil pode ajustar seu ambiente econômico para evitar que mais empresas adotem estratégias semelhantes de expansão produtiva fora do país?

Empresa falida, parou no tempo, não tem mas copetividade ,Ching ling tomou o mercado, tchau não vai fazer falta
Sua formação em administração comércio exterior e economia deve ser explendida!
Materia **** de **** amestrado ,a lupo continua no Brasil no interior de sp. E vai sim abrir uma nova fábrica no Paraguay para exportações , simplesmente uma indústria brasileira criando filiais e se tornando internacional, matéria ****.