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Maior fazenda de abacaxi do planeta nasceu no Havaí com 8.000 hectares da Dole, produziu 75% do abacaxi mundial, e Brasil surpreende com Floresta do Araguaia colhendo 258 milhões de frutos por ano

Escrito por Carla Teles
Publicado el 14/12/2025 a las 15:15
Maior fazenda de abacaxi do planeta nasceu no Havaí com 8.000 hectares da Dole, produziu 75% do abacaxi mundial, e Brasil surpreende com Floresta do Araguaia
Maior fazenda de abacaxi do planeta: do Havaí à Floresta do Araguaia, com produção de abacaxi em escala, história, logística e suco concentrado.
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A história da maior fazenda de abacaxi do planeta começou com a Dole no Havaí, chegou a responder por 75% do consumo mundial e hoje encontra no Brasil um gigante inesperado que colhe 258 milhões de frutos por ano.

A maior fazenda de abacaxi do planeta parece coisa de filme, mas existiu de verdade e mudou o mercado global da fruta por décadas. Quando o assunto é plantação em escala industrial, poucas histórias são tão impressionantes quanto a do Havaí, onde uma operação gigantesca levou o abacaxi a um patamar de produção que dominou o mundo.

E o mais curioso é que, enquanto esse império nasceu no Pacífico, o Brasil surpreende com um município do sul do Pará que virou potência nacional, com área plantada enorme, produção anual que assusta e uma cadeia econômica baseada na fruta.

Como nasceu a maior fazenda de abacaxi do planeta no Havaí

A base dessa história começa com James Drummond Dole. Ele nasceu nos Estados Unidos, em 1877, estudou em Harvard e decidiu seguir pelo caminho da agricultura.

Em 1899, com 22 anos, foi para o Havaí com um plano ambicioso: transformar o abacaxi em um produto popular nos lares americanos.

Dois anos depois, em 1901, ele fundou a Hawaiian Pineapple Company na ilha de Oahu. A estratégia não era plantar como sempre foi feito, e sim construir um sistema de produção em massa voltado para exportação, combinando tecnologia e marketing.

A máquina que mudou o jogo e colocou o abacaxi em escala industrial

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Um marco decisivo veio em 1911, quando o engenheiro Henry Ginaca criou uma máquina capaz de descascar, cortar e retirar o miolo de até 100 abacaxis por minuto. Antes disso, a preparação era manual, o que limitava a escala.

Com esse salto, a operação ganhou velocidade e consistência. A produtividade passou a depender de engenharia e processo, e não apenas do ritmo humano, abrindo espaço para um crescimento agressivo na produção.

A ilha de Lanaí, 8.000 hectares e o auge do domínio mundial

O passo mais ousado aconteceu em 1922, quando Dole comprou a ilha de Lanaí por mais de 1 milhão de dólares e transformou o lugar em uma plantação que parecia não ter fim.

A área citada na base chega a mais de 20.000 acres, ou mais de 8.000 hectares dedicados ao cultivo.

Para sustentar a operação, foi construída uma vila com casas, escolas e estrutura para mais de 3.000 trabalhadores e suas famílias.

Durante décadas, Lanaí produziu cerca de 75% do abacaxi consumido no mundo, um patamar que explica por que a expressão maior fazenda de abacaxi do planeta faz sentido nesse contexto.

O fim de uma era e a fazenda que virou atração turística

Com o tempo, a concorrência de outros países aumentou, os custos no Havaí ficaram mais altos e o mercado mudou. Em 1992, a produção de abacaxi na ilha de Lanaí foi encerrada, marcando o fim de um ciclo.

A história, porém, não desapareceu. A fazenda em Oahu passou a operar como atração turística, recebendo mais de 1 milhão de visitantes por ano, com passeios, jardins, lojas e até um labirinto temático de abacaxi.

O que antes era símbolo de produção mundial virou memória viva de um período em que o abacaxi dominou o planeta.

Floresta do Araguaia: o Brasil que virou gigante do abacaxi

Maior fazenda de abacaxi do planeta: do Havaí à Floresta do Araguaia, com produção de abacaxi em escala, história, logística e suco concentrado.

Depois de conhecer a maior fazenda de abacaxi do planeta no Havaí, o Brasil entra como surpresa. No sul do Pará, Floresta do Araguaia carrega o título de maior produtor de abacaxi do país na base apresentada.

Os números citados são de impacto: o município responde por quase 16% da produção nacional, tem mais de 10.000 hectares plantados e ultrapassa 258 milhões de frutos por ano.

Além disso, representa 75% do que é colhido no estado do Pará. É o tipo de escala que muda uma economia local inteira.

Por que a produção de abacaxi cresce tanto ali

A base aponta um fator simples e decisivo: o solo. A região tem muitas pedrinhas e pedregulhos, o que melhora a drenagem, reduz risco de apodrecimento das raízes e contribui para a fruta ficar mais firme e saborosa.

Outro ponto é o apoio técnico e institucional. Produtores contam com assistência do estado do Pará, com orientação, cursos, apoio em crédito rural e políticas públicas.

Em 2021, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca investiu R$ 250.000 em equipamentos para a agroindústria local, destinados à Cooperativa dos Agricultores de São Francisco. Esse tipo de estrutura ajuda a transformar produção em cadeia organizada.

O impacto social: milhares de famílias e uma logística diária impressionante

Floresta do Araguaia, segundo a base, tem cerca de 7.000 famílias que vivem diretamente do cultivo e venda do abacaxi. O ciclo da planta dura aproximadamente 1 ano e 9 meses, e o pico da safra acontece entre dezembro e maio.

Nesse período, a logística vira uma operação diária: cerca de 60 caminhões carregados saem todos os dias do município para distribuir o abacaxi pelo Brasil. É uma romaria de fruta que mostra a força do campo quando existe escala e coordenação.

Industrialização e exportação: suco concentrado para o mundo

A história não fica só na fruta in natura. A base afirma que Floresta do Araguaia é sede da maior indústria de suco concentrado de abacaxi do Brasil, com capacidade para processar até 4.000 toneladas por mês.

O destino também impressiona: a produção é exportada para países da União Europeia, Estados Unidos, Mercosul e até para a liga árabe. Quando a industrialização entra em cena, o abacaxi deixa de ser apenas colheita e vira produto global.

Festival do abacaxi e a identidade de uma cidade inteira

Desde 1995, a cidade realiza o festival do abacaxi, com shows, cavalgadas, concursos e atrações culturais. O evento celebra o fruto e homenageia produtores rurais, reforçando a identidade local construída em torno da cultura do abacaxi.

É quando a economia vira também tradição, e a produção deixa de ser apenas número para se tornar símbolo de pertencimento.

O que a maior fazenda de abacaxi do planeta ensina ao olhar o Brasil

A história do Havaí mostra como tecnologia e processo criaram uma era em que o abacaxi dominou o mundo.

A história do Pará mostra como condição natural, assistência técnica e organização produtiva transformaram uma cidade pequena em potência nacional, com presença internacional por meio do suco.

No fim, a maior fazenda de abacaxi do planeta e o fenômeno de Floresta do Araguaia contam a mesma lição: quando escala e método se encontram, uma fruta comum vira estratégia econômica.

Você acha que o Brasil ganha mais fortalecendo a exportação do abacaxi in natura ou investindo ainda mais em industrialização, como suco concentrado e derivados?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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