Maior fazenda oceânica do mundo parece um navio futurista, opera longe da costa e consegue produzir 10 mil toneladas de salmão por ciclo.
Durante décadas, a criação de salmão esteve concentrada em regiões costeiras. No entanto, esse modelo começa a mudar com o avanço de projetos que levam a aquicultura para áreas mais profundas e afastadas do continente. Um dos maiores exemplos dessa transição é uma megaestrutura instalada no oceano da Noruega, capaz de produzir até 10.000 toneladas de salmão em um único ciclo.
Com dimensões comparáveis às de um navio de grande porte, a instalação inaugura um novo conceito de fazenda oceânica, onde engenharia naval, automação e sustentabilidade operam de forma integrada.
Uma fazenda de salmão que parece mais um navio do futuro
Com 385 metros de comprimento e quase 60 metros de largura, a unidade conhecida como Havfarm 1, ou Jostein Albert, foi concebida para suportar condições marítimas severas.
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Diferentemente das fazendas tradicionais, ela é semissubmersível e permanece estável mesmo em mar agitado.

Sua estrutura híbrida une tecnologias utilizadas na indústria naval com soluções específicas para o cultivo intensivo de peixes, criando um ambiente controlado em pleno oceano aberto.
Por que sair da costa virou uma necessidade
A decisão de levar a produção para o alto-mar não está ligada apenas à escala. Regiões costeiras enfrentam limitações ambientais, sanitárias e regulatórias.
Entre os principais problemas estão a concentração de resíduos no fundo do mar e a incidência de parasitas, como o piolho-do-mar.
Ao operar em águas mais profundas, a maior fazenda oceânica reduz esses riscos.
As correntes naturais ajudam a dispersar resíduos orgânicos, enquanto a distância da costa diminui a exposição a parasitas comuns em áreas mais rasas.
Movimento contínuo para melhorar o ambiente dos peixes
Um dos diferenciais do projeto está no sistema de ancoragem. Em vez de permanecer totalmente estática, a estrutura gira lentamente ao redor de um ponto fixo no oceano.
Esse deslocamento constante favorece a renovação da água dentro dos tanques, evita a estagnação de dejetos e contribui para um ambiente mais saudável para os salmões ao longo de todo o ciclo produtivo.
Automação como pilar da eficiência
A operação da maior fazenda oceânica depende pouco da presença humana. Grande parte dos processos é controlada à distância, com apoio de sensores e sistemas inteligentes.
A oxigenação da água, por exemplo, é garantida por seis propulsores Rolls-Royce Marine, que mantêm o fluxo constante mesmo quando o mar está mais calmo.
Já a alimentação é feita por sistemas automatizados fornecidos pela empresa norueguesa Akva, que ajustam a quantidade de ração de acordo com o comportamento dos peixes.
O manejo dos salmões dentro da estrutura também segue padrões modernos.
Sistemas pressurizados permitem a transferência rápida entre compartimentos, reduzindo o estresse dos animais.
No final do ciclo, o descarregamento é feito por sistemas de vácuo, o que torna o processo mais eficiente e seguro, tanto para os peixes quanto para a operação.
Apesar de contar com ligação elétrica até a costa, a estrutura possui geradores próprios capazes de manter todas as operações funcionando de forma independente.
Isso garante segurança energética mesmo em situações extremas.
Embora tenha sido construída no estaleiro CIMC Raffles, na China, toda a engenharia do projeto é norueguesa, assim como a maior parte dos fornecedores envolvidos.
Produção anual de salmão e menos pressão ambiental
Após os testes concluídos em 2022, a fazenda passou a operar em ciclos anuais completos.
O modelo permite ampliar a produção sem expandir áreas costeiras, reduzindo conflitos ambientais e aumentando a biossegurança.
Além disso, o sistema contribui para diminuir a pressão sobre ecossistemas mais sensíveis próximos ao litoral.
Mais do que uma estrutura recordista, a Havfarm 1 funciona como um laboratório em escala real para a aquicultura offshore.

Seu sucesso impulsionou o interesse por projetos semelhantes.
A Noruega já soma mais de 100 pedidos de licenciamento para novas fazendas em alto-mar, sinalizando que esse modelo deve se expandir nos próximos anos.
A maior fazenda oceânica do mundo mostra que o futuro da produção de salmão pode estar longe da costa.
Ao unir automação, engenharia avançada e preocupação ambiental, o projeto redefine os limites da aquicultura.
Fonte: Compre Rural
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