Projeto estratégico de transmissão de energia envolve financiamento internacional, tecnologia de ponta e articulação política para reforçar o sistema elétrico brasileiro e destravar o escoamento de fontes renováveis entre Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em um dos maiores investimentos em infraestrutura já planejados no setor energético nacional.
O Brasil colocou no radar do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS, o maior empreendimento de transmissão de energia já licitado no país: o bipolo Graça Aranha–Silvânia.
O projeto vai ligar a subestação de Graça Aranha, no Maranhão, à subestação conversora de Silvânia, em Goiás, em um traçado de cerca de 1.500 quilômetros, com passagem pelo Tocantins, para reforçar o Sistema Interligado Nacional e facilitar o escoamento de energia renovável.
O apoio do banco foi tema de uma reunião do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com a presidente do NDB, Dilma Rousseff, em Xangai, na China.
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Segundo o Ministério de Minas e Energia, a conversa tratou de parcerias para ampliar investimentos em infraestrutura, energia limpa e desenvolvimento sustentável no Brasil, incluindo o linhão Graça Aranha–Silvânia.
Corredor elétrico liga Maranhão a Goiás
O empreendimento integra a estratégia de ampliar a capacidade de transmissão e reduzir gargalos no transporte de energia entre regiões com grande oferta de geração e áreas de consumo.
De acordo com informações oficiais divulgadas pelo governo federal, a obra cruza três estados e alcança 42 municípios, em um dos maiores pacotes de infraestrutura energética em andamento.
Ainda segundo o governo, o investimento estimado para o projeto é de R$ 18,1 bilhões, com previsão de gerar mais de 30 mil empregos ao longo da implantação.
O traçado é descrito como um corredor de transmissão de longa distância, pensado para aumentar a robustez da rede e permitir a integração de novas usinas, especialmente as renováveis.
Na cerimônia que marcou o início de etapas do projeto em Goiás, o ministro afirmou que o empreendimento faz parte da retomada do planejamento do setor elétrico e tem foco em reforçar a integração energética.

“Essa obra é fundamental para escoar toda a energia renovável gerada, principalmente, no Norte e Nordeste do país”, declarou Silveira, em fala divulgada pelo Ministério de Minas e Energia.
Banco do BRICS entra como parceiro financeiro
O NDB atua no financiamento de obras de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e, no caso brasileiro, já tem histórico de apoio a projetos em energia.
No bipolo Graça Aranha–Silvânia, a aproximação se consolidou com iniciativas de cooperação financeira voltadas ao empreendimento, em um contexto em que o governo busca ampliar fontes de crédito para obras estruturantes.
A tratativa também aparece na agenda pública do Ministério de Minas e Energia como parte do esforço de atrair capital para áreas consideradas estratégicas.
Ao comentar a parceria com o banco, Silveira disse que “o Brasil vive um momento de retomada do planejamento de longo prazo” e classificou o NDB, sob a presidência de Dilma, como um aliado para “ampliar investimentos, gerar empregos e acelerar a transição energética”, em declaração reproduzida em comunicado oficial.
Embora o debate sobre financiamento envolva diferentes instrumentos e etapas, a sinalização do Banco do BRICS é considerada relevante para um projeto de alta complexidade e grande volume de capital.
Leilão, contratação e tecnologia envolvida
A estrutura foi contratada a partir do Leilão de Transmissão nº 2/2023, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia.
O lote que inclui o sistema Graça Aranha–Silvânia foi arrematado pela State Grid Brazil Holding, grupo de capital chinês que opera ativos de transmissão no país.
O resultado foi posteriormente homologado pela Aneel, conforme os ritos regulatórios do setor.
Informações do próprio governo apontam que a obra foi contratada em 2023 e integra a carteira do Novo PAC, com execução prevista ao longo de vários anos.

Reportagens setoriais e comunicados institucionais do empreendedor indicam que o empreendimento envolve tecnologia de transmissão em corrente contínua de ultra-alta tensão.
O sistema contará com subestações conversoras nas extremidades, solução adotada para reduzir perdas elétricas em longas distâncias.
Nesse arranjo, a linha funciona como uma ponte energética capaz de transportar grandes blocos de energia com maior eficiência operacional.
Integração de renováveis e segurança do sistema
A expansão da transmissão tornou-se um ponto sensível do sistema elétrico com o avanço acelerado da geração renovável.
Regiões como o Nordeste concentram parte relevante da produção eólica e vêm ampliando a geração solar em larga escala.
Ao criar um caminho de escoamento mais robusto para o Centro-Oeste e áreas próximas de grandes centros de consumo, o bipolo tende a reduzir restrições operativas que limitam a entrega da energia gerada.
Além do linhão, o NDB também aparece como financiador de outras iniciativas ligadas à agenda de energia limpa no Brasil.
Entre elas estão projetos de energias renováveis e ações voltadas à modernização da infraestrutura elétrica.
O governo sustenta que o conjunto de obras de transmissão atende tanto às exigências de segurança do sistema quanto ao objetivo de facilitar a entrada de novas usinas na matriz energética.
Com a obra em curso e as negociações de financiamento em destaque, a discussão envolve engenharia, licenciamento e coordenação entre governo, reguladores, operadores e financiadores.
A capacidade de sincronizar a expansão da rede com o ritmo de crescimento das fontes renováveis passa a ser um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro.
Banvo dos BRICS a todo vapor 💪 prla nova ordem munfial 🇧🇷
A população ainda não entendeu, a esquerda constrói e direita destroi.
Isso só na sua cabeça doente… passadena mandou lembranças ….
Só esqueçeu de lembrar que isso aconteceu tentando entrar em um país de direita que só evolui na esquerda
(Biden mandou choros pela atual economia americana)
E fale dos detalhes também, não fique citando o ar esperando que o vento responda
Se a Dilma esta neste empreendimento pode ter certeza que tem mutreta, igual a rodovia do Arco Metropolitano, com o dinheiro gasto daria para fazer 3 vezes mais. Isso de ser porque vai ter eleição no Brasil esse ano.