1. Inicio
  2. / Economia
  3. / Maior obra de infraestrutura do Brasil terá ‘dedo’ do Brics: R$ 20 bilhões, 1.500 km de extensão, 30 mil empregos e apoio direto de Dilma para integrar energias renováveis e reforçar a rede elétrica nacional.
Tiempo de lectura 5 min de lectura Comentarios 9 comentarios

Maior obra de infraestrutura do Brasil terá ‘dedo’ do Brics: R$ 20 bilhões, 1.500 km de extensão, 30 mil empregos e apoio direto de Dilma para integrar energias renováveis e reforçar a rede elétrica nacional.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 24/01/2026 a las 18:34
Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.
Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
76 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Projeto estratégico de transmissão de energia envolve financiamento internacional, tecnologia de ponta e articulação política para reforçar o sistema elétrico brasileiro e destravar o escoamento de fontes renováveis entre Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em um dos maiores investimentos em infraestrutura já planejados no setor energético nacional.

O Brasil colocou no radar do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS, o maior empreendimento de transmissão de energia já licitado no país: o bipolo Graça Aranha–Silvânia.

O projeto vai ligar a subestação de Graça Aranha, no Maranhão, à subestação conversora de Silvânia, em Goiás, em um traçado de cerca de 1.500 quilômetros, com passagem pelo Tocantins, para reforçar o Sistema Interligado Nacional e facilitar o escoamento de energia renovável.

O apoio do banco foi tema de uma reunião do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com a presidente do NDB, Dilma Rousseff, em Xangai, na China.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a conversa tratou de parcerias para ampliar investimentos em infraestrutura, energia limpa e desenvolvimento sustentável no Brasil, incluindo o linhão Graça Aranha–Silvânia.

Corredor elétrico liga Maranhão a Goiás

O empreendimento integra a estratégia de ampliar a capacidade de transmissão e reduzir gargalos no transporte de energia entre regiões com grande oferta de geração e áreas de consumo.

De acordo com informações oficiais divulgadas pelo governo federal, a obra cruza três estados e alcança 42 municípios, em um dos maiores pacotes de infraestrutura energética em andamento.

Ainda segundo o governo, o investimento estimado para o projeto é de R$ 18,1 bilhões, com previsão de gerar mais de 30 mil empregos ao longo da implantação.

O traçado é descrito como um corredor de transmissão de longa distância, pensado para aumentar a robustez da rede e permitir a integração de novas usinas, especialmente as renováveis.

Na cerimônia que marcou o início de etapas do projeto em Goiás, o ministro afirmou que o empreendimento faz parte da retomada do planejamento do setor elétrico e tem foco em reforçar a integração energética.

Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.
Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.

“Essa obra é fundamental para escoar toda a energia renovável gerada, principalmente, no Norte e Nordeste do país”, declarou Silveira, em fala divulgada pelo Ministério de Minas e Energia.

Banco do BRICS entra como parceiro financeiro

O NDB atua no financiamento de obras de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e, no caso brasileiro, já tem histórico de apoio a projetos em energia.

No bipolo Graça Aranha–Silvânia, a aproximação se consolidou com iniciativas de cooperação financeira voltadas ao empreendimento, em um contexto em que o governo busca ampliar fontes de crédito para obras estruturantes.

A tratativa também aparece na agenda pública do Ministério de Minas e Energia como parte do esforço de atrair capital para áreas consideradas estratégicas.

Ao comentar a parceria com o banco, Silveira disse que “o Brasil vive um momento de retomada do planejamento de longo prazo” e classificou o NDB, sob a presidência de Dilma, como um aliado para “ampliar investimentos, gerar empregos e acelerar a transição energética”, em declaração reproduzida em comunicado oficial.

Embora o debate sobre financiamento envolva diferentes instrumentos e etapas, a sinalização do Banco do BRICS é considerada relevante para um projeto de alta complexidade e grande volume de capital.

Leilão, contratação e tecnologia envolvida

A estrutura foi contratada a partir do Leilão de Transmissão nº 2/2023, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia.

O lote que inclui o sistema Graça Aranha–Silvânia foi arrematado pela State Grid Brazil Holding, grupo de capital chinês que opera ativos de transmissão no país.

O resultado foi posteriormente homologado pela Aneel, conforme os ritos regulatórios do setor.

Informações do próprio governo apontam que a obra foi contratada em 2023 e integra a carteira do Novo PAC, com execução prevista ao longo de vários anos.

Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.
Banco do BRICS apoia maior obra de transmissão do Brasil, com R$ 20 bilhões, 1.500 km e foco em integrar energias renováveis ao sistema elétrico.

Reportagens setoriais e comunicados institucionais do empreendedor indicam que o empreendimento envolve tecnologia de transmissão em corrente contínua de ultra-alta tensão.

O sistema contará com subestações conversoras nas extremidades, solução adotada para reduzir perdas elétricas em longas distâncias.

Nesse arranjo, a linha funciona como uma ponte energética capaz de transportar grandes blocos de energia com maior eficiência operacional.

Integração de renováveis e segurança do sistema

A expansão da transmissão tornou-se um ponto sensível do sistema elétrico com o avanço acelerado da geração renovável.

Regiões como o Nordeste concentram parte relevante da produção eólica e vêm ampliando a geração solar em larga escala.

Ao criar um caminho de escoamento mais robusto para o Centro-Oeste e áreas próximas de grandes centros de consumo, o bipolo tende a reduzir restrições operativas que limitam a entrega da energia gerada.

Além do linhão, o NDB também aparece como financiador de outras iniciativas ligadas à agenda de energia limpa no Brasil.

Entre elas estão projetos de energias renováveis e ações voltadas à modernização da infraestrutura elétrica.

O governo sustenta que o conjunto de obras de transmissão atende tanto às exigências de segurança do sistema quanto ao objetivo de facilitar a entrada de novas usinas na matriz energética.

Com a obra em curso e as negociações de financiamento em destaque, a discussão envolve engenharia, licenciamento e coordenação entre governo, reguladores, operadores e financiadores.

A capacidade de sincronizar a expansão da rede com o ritmo de crescimento das fontes renováveis passa a ser um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro.

Inscreva-se
Notificar de
guest
9 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Morgana Helena
Morgana Helena
26/01/2026 07:57

Banvo dos BRICS a todo vapor 💪 prla nova ordem munfial 🇧🇷

Geraldo
Geraldo
25/01/2026 17:03

A população ainda não entendeu, a esquerda constrói e direita destroi.

Diego
Diego
Em resposta a  Geraldo
25/01/2026 22:06

Isso só na sua cabeça doente… passadena mandou lembranças ….

USUÁRIO GOOGLE
USUÁRIO GOOGLE
Em resposta a  Diego
26/01/2026 08:10

Só esqueçeu de lembrar que isso aconteceu tentando entrar em um país de direita que só evolui na esquerda
(Biden mandou choros pela atual economia americana)

E fale dos detalhes também, não fique citando o ar esperando que o vento responda

Hamilton Magalhaes
Hamilton Magalhaes
25/01/2026 16:51

Se a Dilma esta neste empreendimento pode ter certeza que tem mutreta, igual a rodovia do Arco Metropolitano, com o dinheiro gasto daria para fazer 3 vezes mais. Isso de ser porque vai ter eleição no Brasil esse ano.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartir en aplicaciones
9
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x