Um novo parque estadual reforça a preservação hídrica e amplia a proteção da Mata Atlântica em área estratégica próxima à capital paulista.
O estado de São Paulo oficializou a criação do Parque Estadual do Morro Grande, uma unidade de conservação de proteção integral com 10.870 hectares de Mata Atlântica preservada entre Cotia e Ibiúna.
A área, equivalente a cerca de 60 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, protege nascentes e riachos que ajudam a abastecer mais de 400 mil moradores da Região Metropolitana de São Paulo com água de alta qualidade.
O decreto que transforma a antiga Reserva Florestal do Morro Grande em parque estadual foi assinado em 4 de novembro pelo governador Tarcísio de Freitas.
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A mudança ocorreu durante o Summit Agenda SP+Verde, realizado na capital paulista.
Com a nova categoria, a área passa a integrar o grupo de Unidades de Conservação de Proteção Integral, que priorizam a preservação máxima dos recursos naturais.
Esse tipo de UC permite apenas uso indireto, como pesquisa científica, educação ambiental e visitação ecológica controlada.

A gestão do parque ficará sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal.
Segundo o governo estadual, a abertura ao público está prevista para o primeiro semestre de 2026.
As visitas ocorrerão com acompanhamento especializado e regras específicas para garantir a preservação dos ecossistemas.
Proteção hídrica e importância regional
O principal objetivo da criação do parque é reforçar a segurança hídrica da Grande São Paulo.
O território abriga nascentes e cabeceiras do rio Cotia, além de cursos d’água que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça.
Esses reservatórios compõem o sistema Alto Cotia, responsável pelo abastecimento de mais de 400 mil pessoas.
Durante o anúncio, o governador ressaltou que o Morro Grande desempenha papel fundamental na proteção dos mananciais usados diariamente pela população.
O prefeito de Cotia, Welington Formiga, afirmou que a mudança representa o cumprimento de um compromisso firmado com ambientalistas e moradores.
Extensão e preservação da Mata Atlântica
O parque ocupa 10.870 hectares, o que equivale a cerca de 10 mil campos de futebol e aproximadamente 60 Parques do Ibirapuera.

A área corresponde também a cerca de um terço do território de Cotia.
Estudos indicam que 87% do parque ainda está coberto por vegetação nativa.
Esse índice coloca o Morro Grande entre os remanescentes mais preservados de Mata Atlântica próximos à capital.
O parque integra também a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, reconhecida pela Unesco.
Essa classificação reforça sua importância na manutenção de serviços ambientais essenciais, como regulação térmica, proteção do solo e preservação dos recursos hídricos.
Fauna e flora de alta relevância
A região abriga cerca de 290 espécies de árvores nativas, incluindo araucárias e espécies típicas de floresta ombrófila densa.
Foram registradas 198 espécies de aves, além de diversos mamíferos de médio e grande porte.
Há também uma comunidade expressiva de aranhas-orbitelares da família Araneidae, reconhecidas como indicadoras de ambientes de alta qualidade ecológica.
A preservação consistente do território favorece pesquisas científicas e o monitoramento contínuo da biodiversidade.
Pesquisadores afirmam que a nova categoria deve ampliar parcerias com universidades e fortalecer programas de conservação.
Uso público controlado e regras ambientais
Por ser uma unidade de proteção integral, o parque não permite qualquer exploração econômica direta.
Atividades como extração vegetal ou abertura de empreendimentos não são autorizadas.
O uso permitido inclui pesquisa científica, educação ambiental e turismo de natureza em regime controlado.
A visitação deverá seguir trilhas guiadas e roteiros com foco em interpretação ambiental.
O objetivo é oferecer experiência educativa sem comprometer a integridade da fauna e da flora.
A transformação da área em parque resulta de décadas de mobilização de moradores, ambientalistas e pesquisadores.
A região já era protegida por legislação desde 1979 e agora recebe novo status jurídico.
A ampliação das garantias legais fortalece a proteção de seus ecossistemas.
Como a sociedade paulista acompanhará e participará da gestão desse novo parque para garantir que ele cumpra seu papel de preservação para as próximas gerações?
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