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Maior que 60 Ibirapueras: novo parque estadual em SP terá 10.870 hectares de Mata Atlântica com 290 espécies de árvores e nascentes que abastecem 400 mil pessoas

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 16/11/2025 a las 13:22
Actualizado el 16/11/2025 a las 17:27
Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.
Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.
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Um novo parque estadual reforça a preservação hídrica e amplia a proteção da Mata Atlântica em área estratégica próxima à capital paulista.

O estado de São Paulo oficializou a criação do Parque Estadual do Morro Grande, uma unidade de conservação de proteção integral com 10.870 hectares de Mata Atlântica preservada entre Cotia e Ibiúna.

A área, equivalente a cerca de 60 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, protege nascentes e riachos que ajudam a abastecer mais de 400 mil moradores da Região Metropolitana de São Paulo com água de alta qualidade.

O decreto que transforma a antiga Reserva Florestal do Morro Grande em parque estadual foi assinado em 4 de novembro pelo governador Tarcísio de Freitas.

A mudança ocorreu durante o Summit Agenda SP+Verde, realizado na capital paulista.

Com a nova categoria, a área passa a integrar o grupo de Unidades de Conservação de Proteção Integral, que priorizam a preservação máxima dos recursos naturais.

Esse tipo de UC permite apenas uso indireto, como pesquisa científica, educação ambiental e visitação ecológica controlada.

Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.
Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.

A gestão do parque ficará sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal.

Segundo o governo estadual, a abertura ao público está prevista para o primeiro semestre de 2026.

As visitas ocorrerão com acompanhamento especializado e regras específicas para garantir a preservação dos ecossistemas.

Proteção hídrica e importância regional

O principal objetivo da criação do parque é reforçar a segurança hídrica da Grande São Paulo.

O território abriga nascentes e cabeceiras do rio Cotia, além de cursos d’água que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça.

Esses reservatórios compõem o sistema Alto Cotia, responsável pelo abastecimento de mais de 400 mil pessoas.

Durante o anúncio, o governador ressaltou que o Morro Grande desempenha papel fundamental na proteção dos mananciais usados diariamente pela população.

O prefeito de Cotia, Welington Formiga, afirmou que a mudança representa o cumprimento de um compromisso firmado com ambientalistas e moradores.

Extensão e preservação da Mata Atlântica

O parque ocupa 10.870 hectares, o que equivale a cerca de 10 mil campos de futebol e aproximadamente 60 Parques do Ibirapuera.

Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.
Parque Estadual do Morro Grande em São Paulo protegerá 10.870 hectares de Mata Atlântica e nascentes que abastecem 400 mil pessoas.

A área corresponde também a cerca de um terço do território de Cotia.

Estudos indicam que 87% do parque ainda está coberto por vegetação nativa.

Esse índice coloca o Morro Grande entre os remanescentes mais preservados de Mata Atlântica próximos à capital.

O parque integra também a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, reconhecida pela Unesco.

Essa classificação reforça sua importância na manutenção de serviços ambientais essenciais, como regulação térmica, proteção do solo e preservação dos recursos hídricos.

Fauna e flora de alta relevância

A região abriga cerca de 290 espécies de árvores nativas, incluindo araucárias e espécies típicas de floresta ombrófila densa.

Foram registradas 198 espécies de aves, além de diversos mamíferos de médio e grande porte.

Há também uma comunidade expressiva de aranhas-orbitelares da família Araneidae, reconhecidas como indicadoras de ambientes de alta qualidade ecológica.

A preservação consistente do território favorece pesquisas científicas e o monitoramento contínuo da biodiversidade.

Pesquisadores afirmam que a nova categoria deve ampliar parcerias com universidades e fortalecer programas de conservação.

Uso público controlado e regras ambientais

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Por ser uma unidade de proteção integral, o parque não permite qualquer exploração econômica direta.

Atividades como extração vegetal ou abertura de empreendimentos não são autorizadas.

O uso permitido inclui pesquisa científica, educação ambiental e turismo de natureza em regime controlado.

A visitação deverá seguir trilhas guiadas e roteiros com foco em interpretação ambiental.

O objetivo é oferecer experiência educativa sem comprometer a integridade da fauna e da flora.

A transformação da área em parque resulta de décadas de mobilização de moradores, ambientalistas e pesquisadores.

A região já era protegida por legislação desde 1979 e agora recebe novo status jurídico.

A ampliação das garantias legais fortalece a proteção de seus ecossistemas.

Como a sociedade paulista acompanhará e participará da gestão desse novo parque para garantir que ele cumpra seu papel de preservação para as próximas gerações?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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