A GWM entra com força no mercado de picapes ao apresentar a Power P30 com motor 2.4 turbodiesel, tração 4×4, câmbio automático de 9 marchas, cabine bem equipada e dimensões que superam a Toyota Hilux.
A GWM decidiu atacar um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro com uma proposta direta: oferecer uma picape grande, a diesel, com tração nas quatro rodas e muito conteúdo por um valor que, segundo a apresentação do modelo, fica na faixa de picapes menores. A estratégia chama atenção porque a marca escolhe um caminho diferente do de outras estreias recentes e aposta em um conjunto mais alinhado ao gosto tradicional do consumidor de picape.
No caso da GWM, a Power P30 surge com argumentos fortes já na ficha técnica e no porte. Ela é maior que a Hilux, traz motor 2.4 turbodiesel de 184 cavalos, 49 kgfm de torque, câmbio automático de 9 marchas e um pacote tecnológico amplo, tentando se posicionar como uma alternativa de alto custo-benefício em um segmento dominado por nomes já consolidados.
GWM aposta no diesel para entrar no jogo das picapes médias

A entrada da GWM nesse mercado não acontece de forma tímida. A marca percebeu que, no universo das picapes, o motor a diesel ainda tem peso enorme para quem busca robustez, uso misto e capacidade para enfrentar estrada ruim ou trabalho pesado.
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Por isso, a Power P30 chega com um conjunto mais conservador no sentido mecânico, mas bastante certeiro em termos de demanda.
A escolha do motor 2.4 turbodiesel mostra que a GWM quis falar diretamente com quem ainda valoriza torque em baixa, tração 4×4 e comportamento de picape de verdade, em vez de apostar apenas em eletrificação como diferencial.
Maior que Hilux e com presença de picape grande

Um dos pontos mais destacados no modelo é o tamanho. A GWM Power P30 tem 5,41 metros de comprimento, 1,94 metro de largura e 1,88 metro de altura, medidas que colocam a picape acima da Hilux em dimensões externas.
Isso faz diferença não apenas no impacto visual, mas também na proposta do carro. A Power P30 tem porte que assusta de perto, com caçamba alta, traseira robusta e presença de utilitário grande.
A altura livre do solo, na casa de 22 cm, reforça essa imagem de veículo pronto para enfrentar uso severo e fora de estrada, desde que esteja calçado com pneus adequados para esse tipo de terreno.
Motor 2.4 turbodiesel entrega torque e câmbio de 9 marchas
Na mecânica, a GWM escolheu um pacote bem objetivo. A Power P30 usa um motor 2.4 turbodiesel de 184 cavalos e 49 kgfm de torque, combinado a um câmbio automático de 9 marchas.
Esse conjunto ajuda a explicar a proposta da picape. O motor diesel concentra força em baixa rotação, e a primeira marcha mais curta favorece uma saída forte.
Segundo a apresentação, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 11 segundos, número coerente com a proposta de uma picape grande, pesada e voltada mais para força e versatilidade do que para desempenho esportivo.
A marca também informa que a picape pesa 2.200 kg e pode carregar mais de 1.020 kg, o que reforça o foco funcional.
A GWM não tenta vender a Power P30 como uma picape urbana com jeito de SUV, mas como uma opção robusta e bem equipada para quem realmente precisa de uma caçamba grande e capacidade de carga.
Tração 4×4, reduzida e recursos para fora de estrada
A Power P30 chega com tração 4×4, incluindo modo de alta e reduzida, selecionados por comando rotativo no console.
Há também assistente de descida, controle eletrônico voltado ao off-road e possibilidade de desligar sistemas de apoio quando a situação exigir.
Esse é um ponto importante porque a GWM procura mostrar que a Power P30 não depende apenas de aparência aventureira.
Ela traz os recursos esperados de uma picape que quer competir de frente com Hilux, Ranger, S10 e Triton.
Ao mesmo tempo, o próprio relato sobre o carro lembra algo fundamental: sem o pneu certo, nenhum sistema de tração faz milagre.
Ou seja, o modelo tem base técnica para o off-road, mas o desempenho real fora de estrada continua dependendo do tipo de uso e da configuração adotada pelo proprietário.
Interior da GWM Power P30 tenta elevar o nível do segmento
Se por fora a Power P30 transmite robustez, por dentro a GWM aposta em sofisticação e boa apresentação.
O acabamento mistura superfícies em material sintético que imita couro, console elevado, duas telas grandes e uma cabine que, em alguns momentos, faz a picape lembrar mais um utilitário moderno do que um veículo de trabalho.
Os bancos dianteiros contam com ajuste elétrico para motorista e passageiro, além de ventilação e aquecimento. O console central traz carregador por indução, entradas USB, porta-copos e compartimento refrigerado.
É um pacote acima da média para a categoria, principalmente quando combinado ao preço informado na apresentação.
Outro destaque está no espaço traseiro. O banco de trás oferece bom espaço para pernas, saída de ar, entradas USB, assoalho quase plano e encosto com inclinação mais amigável do que a vista em muitas rivais. Há ainda soluções de modularidade, com assento rebatível e área sob o banco para guardar objetos.
Tecnologia e segurança aparecem como argumentos fortes
A GWM recheou a Power P30 com um conjunto amplo de assistência à condução. A picape traz ACC, alerta de colisão, frenagem autônoma, assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro e câmera 360 graus.
Além disso, a picape oferece seis airbags, ar-condicionado digital dual zone, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, sensor de chuva, sensor de luminosidade e partida remota.
É um pacote tecnológico que pesa muito a favor da GWM, principalmente porque boa parte dessas soluções ainda costuma aparecer de forma limitada ou mais cara em concorrentes já conhecidas.
A central multimídia de 15 polegadas também chama atenção, mas a marca preserva comandos físicos para funções essenciais como ar-condicionado, ventilação, desembaçadores e pisca-alerta. Isso melhora bastante a usabilidade no dia a dia.
Caçamba grande e soluções práticas reforçam a proposta

A parte traseira da GWM Power P30 também foi pensada para agradar quem usa picape de verdade. A caçamba tem revestimento, bom espaço útil e tampa com amortecimento, o que evita aquele fechamento pesado e desconfortável.
Outro detalhe prático é o travamento integrado da tampa, que acompanha o travamento do carro e dispensa chave específica na caçamba.
Sensores traseiros, construção robusta e boa altura da traseira completam um conjunto que tenta unir uso profissional e conveniência.
A impressão geral é que a GWM quis entregar uma picape completa, sem deixar a área de carga em segundo plano, algo importante num segmento em que muita gente ainda compra esse tipo de veículo pensando em trabalho, estrada de terra e uso pesado.
Preço pode ser a maior arma da GWM Power P30
Talvez o ponto mais sensível da proposta esteja no posicionamento de preço. Segundo a apresentação, no início de fevereiro de 2026 a GWM Power P30 aparecia com valor em torno de R$ 240 mil.
É justamente aí que a picape tenta desequilibrar a disputa. Ser maior que Hilux e aparecer na faixa de preço de modelos menores, como a Fiat Toro diesel, muda totalmente a conversa sobre custo-benefício.
Ainda que preço sempre dependa de momento, versão e mercado, o argumento usado aqui é claro: oferecer muito conteúdo, mais porte e mais tecnologia por um valor que chama atenção.
GWM quer espaço entre as líderes e já mira as rivais tradicionais
Na apresentação, a Power P30 é colocada diretamente no radar de modelos como Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger e Mitsubishi Triton.
E o discurso é que, mesmo com pouco tempo de mercado, a picape já começa a chamar atenção pelo conjunto e pelo preço.
Segundo o relato, a GWM já vinha superando em alguns momentos nomes como Nissan Frontier e Volkswagen Amarok em volume, ainda que o lote inicial da marca não fosse grande.
Isso mostra que existe espaço para uma nova concorrente quando ela consegue combinar tamanho, motorização desejada e bastante equipamento.
Rodar lembra mais Hilux do que Ranger
Um ponto interessante observado na condução é que a GWM Power P30 não adota uma proposta excessivamente amaciada. O comportamento foi descrito como mais próximo ao da Hilux do que ao da Ranger, por exemplo.
Isso significa que o rodar não tenta esconder a natureza da picape. Ela mantém uma condução mais firme, mais típica de utilitário, o que pode agradar quem procura justamente esse perfil mais puro e menos filtrado.
Para uso urbano, isso pode não ser o ideal para todo mundo. Mas para quem busca picape de verdade, essa característica pode até pesar a favor.
GWM Power P30 chega para bagunçar a lógica do segmento
No fim, a Power P30 mostra que a GWM não quer apenas participar do segmento de picapes médias, mas provocar uma revisão de preço e conteúdo entre as rivais.
Ela chega maior que Hilux, com motor diesel, tração 4×4, câmbio de 9 marchas, boa capacidade de carga e um pacote tecnológico muito competitivo.
A grande força da GWM aqui parece estar no equilíbrio entre porte, mecânica tradicional e cabine moderna, algo que conversa bem com o consumidor brasileiro.
Se a marca conseguir sustentar oferta, rede e confiança no pós-venda, a Power P30 tem argumentos para deixar de ser apenas curiosidade e virar opção real de compra.
E você, teria coragem de trocar uma picape média tradicional pela GWM Power P30 pelo que ela entrega nessa faixa de preço?

Esta muy larga yo necesito una más compacta y con más potencia..y no la encuentro por ningún lado
Totalmente de acuerdo cuando y como se podría traer a Venezuela gracias
Tenho Hillux 2015, mas estou achando muita diferença para trocar por outra.
Talvez está seja a solução.
Vou aguardar um pouco mais.