Antes considerado um dos maiores lagos do mundo, com 68 mil km², o Mar de Aral enfrenta um desastre ambiental. Descubra como esse gigantesco lago se transformou em deserto em poucas décadas!
O Mar de Aral, localizado na Ásia Central, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, já foi considerado o quarto maior lago do mundo em extensão. No entanto, a região sofreu uma drástica transformação ao longo das últimas décadas, resultando em um processo de desertificação quase completa. De acordo com a ONU e a NASA, a redução do Mar de Aral foi impulsionada principalmente pelo desvio de rios para irrigação agrícola desde a década de 1960, causando um dos maiores desastres ambientais da história. Entenda a trajetória do lago que virou deserto.
Milhões de pessoas foram afetadas pela seca do Mar de Aral
O lago que virou deserto cobria 68 mil km quadrados, contudo, foi se enxugando. Agora, dez anos depois, um relatório sugere que apenas 8 mil km quadrados de água ainda existem no lago, cerca de 10%. O resto do espaço, que um dia fez parte de um dos maiores lagos do mundo, é o deserto Aralkum.
Alguns cientistas já investigam as consequências e impactos da redução da água no Mar de Ara. Estudos descobriram que a arenização do espaço, quase duplicou a poeira atmosférica da região entre os anos de 1984 e 2015. De 14 milhões de toneladas métricas de pó, os números subiram para os 27 milhões.
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Segundo Ibrahim Thiaw, Secretário Executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, no último ano, é certamente um dos maiores desastres ambientais já vistos na Terra. O lago que virou deserto é uma bacia endorreica, isto é, não possui saída até o mar.
Dois rios fluíram das montanhas até o Mar de Aral, chamados Amu Darya e Syr Darya, que forneciam 38,6 milhões e 14,6 milhões de km cúbicos de água, respectivamente, por ano ao lago.
Rios foram utilizados para irrigação e geram impacto ao Mar de Aral
Os dois rios de um dos maiores lagos do mundo foram redirecionados para irrigar cerca de 7 milhões de hectares de plantações de algodão da União Soviética. Airrigação em grande escala permaneceu ativa entre os anos de 1960 e 1990. Isso reduziu rapidamente o volume de água do lago, que eventualmente se dividiu em dois e conectou centenas de ilhas às margens ao redor.
A concentração de salinidade na água restante ultrapassou o nível do oceano, destruindo a maior parte da vida nativa e impactando o ecossistema local.
Atualmente, mais da metade das 300 espécies de plantas, 70 espécies de animais e 319 espécies de pássaros que existiram no lago que virou deserto acabaram migrando ou foram completamente extintos. Isso destruiu a economia local e os meios de subsistência dos moradores locais, como a pesca.
Novo deserto gera prejuízos milionários todos os anos
Além disso, a exposição do antigo leito do lago reduziu a qualidade do ar das cidades que estão a até 800 km de distância do Mar, contribuindo assim para o derretimento glacial da Montanha Pamir. Plantações por perto também foram impactadas, visto que as chuvas espalharam o sal presente no solo do lugar.
A areia do deserto, que um dia foi um dos maiores lagos do mundo, também é tóxica e resulta da união entre o escoamento de testes de armas químicas da URSS e agrotóxicos das práticas agrícolas que secaram o Mar de Aral.

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