Máscara funerária de cerâmica com cerca de 3.300 anos é descoberta em sepultamento coletivo no Bahrein, revela novos indícios sobre rituais da civilização Dilmun e se torna apenas o segundo artefato desse tipo já encontrado no país.
Uma máscara de cerâmica com cerca de 3.300 anos foi identificada por arqueólogos no Bahrein durante escavações em um local de sepultamento, trazendo novas pistas sobre os costumes funerários da antiga civilização Dilmun.
O achado ocorreu no sítio arqueológico de Hilla e foi apresentado oficialmente em janeiro, durante uma conferência organizada pela Autoridade de Cultura e Antiguidade do Bahrein (BACA).
A peça é atribuída ao período Dilmun Médio, que se estende aproximadamente de 1500 a.C. a 1000 a.C., uma fase importante para a consolidação cultural da região.
-
Por mais de 400 anos, marinheiros relataram cruzar um oceano que brilhava no escuro como neve, sem ondas e sem reflexos, apenas um brilho uniforme se estendendo até o horizonte, e em 2019 um satélite registrou o fenômeno cobrindo mais de 100.000 km² por mais de 40 noites seguidas ao sul de Java, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que desencadeia o processo
-
Japão vira referência com processo genial que recicla 100 toneladas de plástico por dia usando técnica que remove contaminantes, sensores ópticos que separam PP e PE em segundos e linhas industriais que transformam toneladas de resíduos em paletes reutilizáveis.
-
China criou máquina ‘impossível’ que muda a agricultura ao combinar drones, tratores autônomos com navegação centimétrica, sensores e inteligência artificial
-
A cidade flutuante movida a 2 reatores nucleares que abandona o vapor, usa campos eletromagnéticos para lançar aeronaves ao céu e inaugura uma nova era dos porta-aviões de guerra
Máscara de cerâmica: Artefato raro reforça importância do achado
Produzida em faiança, um tipo específico de cerâmica antiga, a máscara foi encontrada dentro de uma sepultura coletiva.
No local, os pesquisadores identificaram os restos mortais de duas mulheres e um bebê, o que indica um contexto funerário compartilhado.
Esse tipo de objeto é considerado extremamente incomum no Bahrein. Segundo os registros arqueológicos disponíveis, esta é apenas a segunda máscara desse tipo já descoberta no país, o que eleva o achado ao status de uma das revelações arqueológicas mais relevantes dos últimos anos.
A interpretação inicial dos especialistas é que a máscara tenha sido utilizada como parte de rituais funerários, sendo colocada junto aos mortos no momento do sepultamento.
No entanto, muitos aspectos do objeto ainda permanecem sem explicação.
A arqueóloga Mashaal Al Shamsi, da BACA, responsável pela escavação em Hilla, ressaltou que o artefato ainda exige análises mais profundas.
Segundo ela: “Mais pesquisas precisam ser realizadas sobre a máscara de faiança”, afirmou.
Escassez de estudos amplia relevância científica
De acordo com Al Shamsi, o conhecimento acadêmico sobre esse tipo de objeto é bastante limitado, especialmente no contexto do Bahrein.
A arqueóloga destacou:
“É um daqueles objetos que não foram muito pesquisados, especialmente no Bahrein. Existe apenas um artigo acadêmico que o menciona brevemente”.
Essa falta de referências torna a descoberta ainda mais significativa, pois pode abrir caminho para novas interpretações sobre práticas funerárias e simbólicas da civilização Dilmun.
Outros objetos encontrados no sepultamento
Além da máscara de cerâmica, os arqueólogos identificaram diversos itens associados ao sepultamento, o que ajuda a reconstruir o contexto cultural da época.
Entre os objetos encontrados estão anéis feitos de conchas marinhas, uma agulha de costura, um grande vaso cerâmico e aplicadores de kohl.
Esses materiais sugerem que os rituais funerários incluíam objetos do cotidiano e itens com possível valor simbólico ou ritual.
A equipe responsável pelas escavações informou que uma análise detalhada do material está em curso.
Segundo Mashaal Al Shamsi, há planos para divulgar futuramente novos dados sobre a máscara e os demais artefatos associados ao sepultamento.
A descoberta reforça o papel do Bahrein como um território-chave para o estudo das antigas civilizações do Oriente Médio e mostra como um único objeto pode ampliar o entendimento sobre práticas culturais pouco documentadas da Antiguidade.
Fonte: Aventuras na História
-
-
-
-
6 pessoas reagiram a isso.