Em 2025, a MAT alcançou o maior volume de vendas de sua história, com forte concentração em sistemas de compressão de biometano, acompanhando a expansão regulatória e industrial desse combustível renovável no país.
Em primeiro lugar, a MAT encerrou o ano de 2025 com um desempenho recorde no mercado brasileiro de sistemas de compressão para gás, consolidando-se, portanto, como um dos principais fornecedores do setor. Segundo dados divulgados pela própria companhia, as vendas de equipamentos de compressão e acessórios superaram R$ 30 milhões, representando, assim, o maior volume anual já registrado pela empresa ao longo de sua trajetória.
Além disso, ao longo de 2025, a MAT ampliou sua presença em todos os segmentos do setor de gás, o que reforçou, de forma consistente, sua atuação nacional. Dessa maneira, os compressores da empresa foram instalados em plantas de produção de gás natural e biometano, postos de GNV para veículos leves e pesados, aterros sanitários, bases de compressão e também em operações de boca de poço, acompanhando a diversificação da demanda energética no país.
Nesse contexto, merece destaque o avanço do biometano. De acordo com o balanço do período, aproximadamente 70% dos equipamentos comercializados em 2025 foram destinados a operações de compressão, armazenamento e transporte de biometano. Assim, o resultado reflete diretamente a expansão dos projetos associados a esse combustível renovável, especialmente no cenário de descarbonização da indústria, do setor de transportes e da matriz energética brasileira.
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Enquanto isso, a atuação da MAT nesse segmento ganhou força a partir de 2022, quando a empresa passou a comercializar equipamentos produzidos pela fabricante italiana GRAF, em associação com sua própria linha de produtos desenvolvidos no Brasil. Com 85 anos de história, a companhia passou, desde então, a integrar tecnologia internacional com produção nacional, fortalecendo sua posição no mercado de soluções para gás e biometano.
Segundo Luís Fernando Assaf, presidente da MAT, o desempenho alcançado em 2025 reflete um movimento estrutural mais amplo. De acordo com o executivo, o crescimento observado acompanha a evolução do biogás e, sobretudo, do biometano no Brasil, impulsionada por mudanças regulatórias, pela busca por fontes renováveis e pelas metas de redução de emissões adotadas por diferentes setores produtivos.
Esse cenário é confirmado por dados do CIBiogás. Conforme o centro de referência, em 2024, o Brasil contava com 79 plantas de biometano cadastradas, sendo 54 unidades em operação e 25 em fase de implementação. Como resultado direto desse avanço, a oferta de biometano no país cresceu 107% ao longo de 2025, fortalecendo, assim, a demanda por sistemas de compressão e infraestrutura associada.
Paralelamente ao crescimento comercial, a MAT também avançou em sua estratégia de nacionalização da cadeia produtiva. Nesse sentido, a empresa estuda iniciar, em 2026, a produção local de compressores, o que representa um passo relevante dentro de sua estratégia de longo prazo. Ao mesmo tempo, a companhia vem realizando investimentos contínuos em sua equipe de engenharia e estabelecendo parcerias estratégicas com empresas especializadas na manutenção de equipamentos instalados no Brasil.
Além disso, a possível produção nacional desses equipamentos pode ampliar o acesso da MAT a linhas de financiamento, especialmente por meio de instrumentos como o Finame, tradicionalmente destinado ao financiamento de bens de capital fabricados no país. Dessa forma, a nacionalização tende a fortalecer tanto a competitividade quanto a capacidade de investimento da empresa.
Atualmente, o grupo MAT mantém uma planta industrial em Jundiaí, no estado de São Paulo, dedicada à fabricação de cilindros, e outra unidade em Porto Real, no Rio de Janeiro, voltada à produção de carretas para transporte de cilindros. Assim, ao longo de 2025, a empresa consolidou sua estrutura industrial, alinhando crescimento comercial, expansão do biometano e planejamento estratégico para os próximos anos.

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