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Remédios ilegais: PF cumpre mandados contra médico em São Paulo

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 28/11/2025 a las 08:58
Actualizado el 28/11/2025 a las 12:54
PF investiga remédios ilegais e inclui médico com 750 mil seguidores entre os alvos. Mandados foram cumpridos em clínicas e laboratórios.
Foto: IA
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PF investiga remédios ilegais e inclui médico com 750 mil seguidores entre os alvos. Mandados foram cumpridos em clínicas e laboratórios.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), uma operação que mira um esquema nacional de produção e venda clandestina de substâncias injetáveis para emagrecimento.

Entre os investigados está o médico Gabriel Almeida, que soma quase 750 mil seguidores nas redes sociais.

A ação ocorre simultaneamente em quatro estados São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco e busca desmontar uma estrutura que, segundo os investigadores, fabricava remédios ilegais sem qualquer controle sanitário.

A PF afirma que o objetivo é rastrear quem produzia, distribuía e comercializava os produtos e entender por que o grupo conseguiu operar por tanto tempo. 

Assim, o caso ganhou grande repercussão por envolver uma figura conhecida na internet e por levantar novos alertas sobre os riscos associados ao consumo de substâncias clandestinas. 

Quem é o médico investigado pela PF 

Gabriel Almeida se apresenta publicamente como médico, escritor, palestrante, professor de médicos e empresário.

Ele ganhou visibilidade ao publicar vídeos explicativos sobre emagrecimento, além de livros voltados para o mesmo tema. 

Seu consultório, o Núcleo GA (Gabriel Almeida), funciona na Avenida Brasil, nos Jardins uma das regiões mais nobres de São Paulo.

A clínica também possui unidades na Bahia e em Pernambuco, ampliando a atuação do profissional fora das redes sociais. 

Em uma de suas postagens recentes, ele discutiu se a substância poderia reduzir comportamentos compulsivos. 

Investigações revelam estrutura clandestina ligada a remédios ilegais 

De acordo com a Polícia Federal, as apurações mostram que o médico faria parte de um grupo responsável por produzir e distribuir ilegalmente tirzepatida.

Esse princípio ativo, que deveria ser manipulado apenas dentro de padrões rígidos de segurança, estaria sendo fabricado em locais irregulares. 

A PF afirma que a quadrilha mantinha uma estrutura de envase, rotulagem e distribuição totalmente fora das normas da vigilância sanitária. 

Operação Slim: como foi a ação da PF 

A operação, batizada de Operação Slim, cumpre 24 mandados de busca e apreensão em clínicas, laboratórios, comércios e residências ligados aos investigados. 

A ação conta com apoio da Anvisa e das Vigilâncias Sanitárias de São Paulo, Bahia e Pernambuco, reforçando o caráter conjunto da investigação. 

Riscos e impacto da circulação de remédios ilegais 

Assim a operação reacende o debate sobre o crescente mercado clandestino de medicamentos para emagrecer.

Produtos sem registro e sem controle representam riscos à vida, sobretudo quando se trata de substâncias injetáveis que exigem rigoroso padrão de esterilidade. 

Então com os desdobramentos da investigação, a expectativa é de novos esclarecimentos sobre a amplitude do esquema e as possíveis responsabilidades criminais dos envolvidos. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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