Com US$ 700 bilhões previstos em aportes, a inteligência artificial amplia volatilidade em Wall Street, derruba valor de mercado da Amazon e influencia desempenho de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos
Enquanto o Brasil ainda vivi o ritmo do Carnaval 2026 e a B3 permanecia fechada até a Quarta-Feira de Cinzas, às 13h, a inteligência artificial voltou ao centro das atenções nas bolsas de valores dos EUA, provocando oscilações relevantes nesta terça-feira (17).
A volatilidade ganhou força diante das dúvidas sobre a viabilidade dos pesados aportes em IA, especialmente entre as gigantes de tecnologia.
A Amazon (AMZO34) é um dos exemplos mais emblemáticos desse movimento. Muito além do varejo online, a empresa atua fortemente em armazenamento de dados em nuvem e anunciou que pretende investir US$ 200 bilhões em 2026, majoritariamente direcionados a projetos ligados à IA.
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Esse montante representa um saldo +60% superior ao aplicado há um ano e ainda supera em US$ 50 bilhões as estimativas de analistas em Wall Street.
O ponto central da preocupação dos investidores está na capacidade de retorno desses investimentos bilionários voltados à construção de infraestrutura para alimentar ferramentas de inteligência artificial.
A Amazon não está sozinha nesse movimento. Ao lado de Google (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Meta (M1TA34), a projeção é de que sejam destinados US$ 700 bilhões em gastos com inteligência artificial apenas neste ano, o que amplia a pressão sobre o mercado.
Inteligência artificial provoca perda bilionária na Amazon
Desde o último dia 2 de fevereiro, a Amazon acumula uma perda de valor de mercado em torno de US$ 450 bilhões.
No pregão desta terça-feira (17), a ação chegou a recuar até -1,4%, atingindo a mínima de US$ 196 na Nasdaq.
No fim do dia, no entanto, houve reação: os papéis avançaram +1,19%, encerrando a sessão a US$ 201,15.
O movimento refletiu um dia de forte instabilidade em Wall Street. Nos minutos finais de negociação, os principais índices conseguiram sair do vermelho e terminaram praticamente no zero a zero.
Vale lembrar que, na véspera, os mercados financeiros nos EUA não operaram devido ao feriado nacional do Dia do Presidente.
Dow Jones: +0,07% / 49.533,19 pontos
S&P 500: +0,10% / 6.843,22 pontos
Nasdaq-100: +0,14% / 22.578,38 pontos
Investimentos brasileiros sentem o impacto nos EUA
Mesmo com a B3 fechada por conta do Carnaval, foi possível acompanhar o desempenho de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos.
O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), que funciona como uma espécie de Ibovespa em dólares, encerrou o dia em queda de -0,84%, cotado a US$ 37,74 por cota.
Os papéis da Vale (VALE3), negociados na Bolsa de Valores de Nova York sob o ticker VALE, recuaram -4,50%, fechando a US$ 15,90.
O mercado acompanha com atenção a barreira psicológica do minério de ferro na China acima de US$ 100 por tonelada.
Já a Petrobras (PETR4), negociada no exterior como PBR, caiu -1,12%, encerrando a sessão a US$ 15,02. O petróleo tipo Brent também registrou baixa de -0,89% na Bolsa de Valores de Londres, cotado a US$ 62,33 por barril, em meio às negociações diplomáticas entre EUA e Irã.
Outras empresas brasileiras também registraram oscilações relevantes neste 17 de fevereiro de 2026. Vale (VALE): -4,50% / US$ 15,90 por ação / Mineração.
Suzano (SUZ): -1,88% / US$ 10,97 por ação / Papel & Celulose. Gerdau (GGB): -1,70% / US$ 4,05 por ação / Aço. Petrobras (PBR): -1,12% / US$ 15,02 / Petróleo.
Nubank (NU): 0,00% / US$ 16,82 por ação / Financeiro. Itaú (ITUB): +0,11% / US$ 9,17 por ação / Bancos. Embraer (EMBJ): +0,66% / US$ 71,51 por ação / Aviação.
O cenário mostra que, mesmo em meio ao feriado brasileiro, os reflexos da inteligência artificial e dos grandes investimentos em infraestrutura tecnológica continuam influenciando o humor dos investidores globais e o desempenho de ativos ligados ao Brasil no exterior.
Com informações de Investidor10.

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