A decisão das autoridades chinesas encerra um bloqueio iniciado em 2024 por questões sanitárias, devolve ao Rio Grande do Sul acesso a um mercado que respondia por quase 6% das vendas externas de frango e projeta impacto direto sobre exportações, receita e fluxo comercial do setor avícola
Oito frigoríficos do Rio Grande do Sul foram autorizados a retomar exportações de frango para a China após a Administração Geral das Alfândegas da China suspender a restrição em 20 de janeiro, medida que havia interrompido vendas desde 2024 e impactado os embarques estaduais e a receita do setor.
Decisão encerra restrição sanitária adotada em 2024
A liberação ocorreu após a suspensão do bloqueio imposto em 2024, quando foi detectada a doença de Newcastle na região de Anta Gorda.
A enfermidade viral afeta aves e interfere no comércio internacional, levando à interrupção temporária das exportações gaúchas ao mercado chinês.
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A retomada autoriza novamente o envio de produtos avícolas do estado à China, restabelecendo um fluxo comercial considerado relevante para a cadeia produtiva local e para o desempenho das exportações brasileiras de carne de frango.
Indústrias habilitadas a exportar frango ao mercado chinês
Entre as empresas autorizadas estão BRF S.A., de Marau (SIF 2014), JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032), JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922) e Agrosul Agroavícola Indústrial S/A, de São Sebastião do Caí (SIF 4017).
Também foram reabilitadas a Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661), a Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68), a BRF S.A., de Serafina Corrêa (SIF 103), e a Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730).
Impacto do bloqueio sobre exportações do Rio Grande do Sul
A ausência do mercado chinês afetou diretamente o desempenho estadual em 2024. O bloqueio contribuiu para uma queda de cerca de 1% nos embarques de frango do Rio Grande do Sul, reduzindo a participação chinesa nas vendas externas.
Antes da suspensão, a China respondia por quase 6% das exportações gaúchas de frango. Parte dessa fatia foi compensada por vendas a outros países, mas sem recompor integralmente o volume anteriormente destinado ao mercado chinês.
Projeções para o Brasil e importância estratégica do mercado chinês
Em 2024, o Brasil exportou 561 mil toneladas de carne de frango para a China, com receita de US$ 1,288 bilhão. Com a reabertura ao Rio Grande do Sul, a expectativa é de crescimento de cerca de 10% em 2026.
Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura, a China é estratégica pelo volume e pela relevância geopolítica e comercial. A entidade destacou que a biosseguridade deve permanecer como pilar inegociável, com vigilância ativa, rastreabildiade e resposta rápida a emergências sanitárias.
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