ABPA confirma recorde em volume nas exportações de frango em 2025, com recuperação após a gripe aviária no mercado internacional.
As exportações de frango do Brasil alcançaram um recorde em volume em 2025, mesmo diante de um cenário desafiador no mercado internacional.
Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 5,324 milhões de toneladas ao longo do ano, crescimento de 0,6% em relação a 2024.
O desempenho confirma a força do setor, apesar da queda de 1,4% na receita, fortemente influenciada pelos impactos da gripe aviária registrados no primeiro semestre.
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O resultado positivo foi obtido ao longo de 2025, com embarques realizados a partir de plantas industriais brasileiras para dezenas de países.
O avanço ocorreu por meio da retomada gradual dos fluxos comerciais após restrições sanitárias temporárias, motivadas por um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade detectado em maio.
Ainda assim, o volume exportado superou o do ano anterior, quando o Brasil havia embarcado 5,294 milhões de toneladas de carne de frango.
Recorde em volume reforça competitividade do setor
O novo recorde em volume consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.
As exportações de frango cresceram mesmo em um ambiente internacional marcado por cautela sanitária e ajustes nos preços globais.
“Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, comemorou, em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Esse avanço foi sustentado pela eficiência produtiva, pela diversificação de mercados e pela rápida resposta do setor às exigências sanitárias internacionais.
Queda na receita reflete efeitos da gripe aviária
Apesar do crescimento físico, o valor total das exportações de frango somou US$ 9,790 bilhões em 2025.
O montante representa uma retração de 1,4% frente aos US$ 9,928 bilhões registrados em 2024.
De acordo com a ABPA, o recuo está diretamente relacionado ao episódio de gripe aviária em aves comerciais, ocorrido em maio.
O caso, já superado, levou à suspensão temporária de compras por parte de alguns parceiros comerciais, impactando preços e contratos.
Retomada dos embarques ganha força no fim do ano
Por outro lado, os dados mais recentes indicam clara recuperação.
Apenas em dezembro, as exportações de frango cresceram 13,9% em volume, alcançando 510,8 mil toneladas.
Em receita, a alta foi de 10,6%, com US$ 947,9 milhões faturados.
Segundo Santin, a normalização do comércio internacional já está em curso.
“É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas.
São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, afirmou.
Mercado internacional segue diversificado
No recorte por destinos, o mercado internacional manteve forte diversificação.
Os Emirados Árabes Unidos lideraram as compras, com 479,9 mil toneladas, crescimento de 5,5% em relação a 2024.
Na sequência, o Japão importou 402,9 mil toneladas, embora com leve retração de 0,9%. A Arábia Saudita apareceu logo atrás, com 397,2 mil toneladas e alta de 7,1%, seguida pela África do Sul, que adquiriu 336 mil toneladas, avanço de 3,3%.
As Filipinas também se destacaram, com importações de 264,2 mil toneladas, crescimento expressivo de 12,5%, reforçando o papel dos mercados asiáticos na sustentação das exportações de frango brasileiras.
Perspectivas positivas para 2026
Com o foco de gripe aviária superado e os fluxos comerciais normalizados, a ABPA projeta um cenário mais favorável para 2026.
A expectativa é de expansão da produção, recuperação dos preços internacionais e fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional.
Assim, o recorde em volume registrado em 2025 não apenas consolida a posição do Brasil como potência exportadora, mas também sinaliza uma trajetória de crescimento sustentado para o setor avícola nos próximos anos.

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