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Militar carbonizada no DF: soldado do Exército Brasileiro admite crime

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 06/12/2025 às 16:07
Militar carbonizada é encontrada no DF; soldado do Exército Brasileiro confessa feminicídio no Regimento de Cavalaria de Guardas.
Foto: IA
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Militar carbonizada é encontrada no DF; soldado do Exército Brasileiro confessa feminicídio no Regimento de Cavalaria de Guardas.

Uma militar carbonizada foi encontrada na tarde de sexta-feira (05/12/2025) dentro do Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília, o que levou o Exército Brasileiro a abrir uma investigação urgente sobre o caso.

A vítima, identificada como Maria de Lourdes Freire Matos, servia na unidade e mantinha um relacionamento com o soldado Kelvin Barros da Silva, que confessou ter cometido o crime.

O episódio ocorreu no DF, dentro de um espaço usado pela banda militar, e é tratado como feminicídio, segundo autoridades militares. O suspeito está preso e deve responder também por incêndio, furto de arma e fraude processual.

Cabo é encontrada carbonizada durante incêndio em quartel do DF

O incêndio que levou à morte da cabo ocorreu em uma instalação interna do Regimento de Cavalaria de Guardas, onde funciona a fanfarra da unidade.

Assim que as chamas foram controladas, equipes identificaram que o corpo da militar estava completamente carbonizado.

Maria de Lourdes tinha 25 anos e atuava como saxofonista da banda do quartel, sendo reconhecida por colegas das Forças Armadas por sua dedicação e profissionalismo.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal relatou que havia uma “grande quantidade de material combustível” no local, o que aumentou a intensidade do fogo. Apesar disso, as equipes conseguiram conter as chamas rapidamente.

Soldado do Exército Brasileiro confessa o feminicídio

Após a tragédia, o soldado Kelvin Barros da Silva admitiu ter matado a cabo durante uma discussão no ambiente da banda militar.

Em depoimento, ele afirmou que Maria de Lourdes teria sacado sua arma de fogo, mas ele reagiu golpeando-a com uma faca no pescoço. Em seguida, incendiou o local para tentar apagar pistas do crime.

A confissão levou à prisão imediata de Kelvin, que foi encaminhado ao Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde permanece à disposição da Justiça Militar.

O Exército Brasileiro informou que já iniciou o procedimento para excluí-lo definitivamente da corporação.

Regimento de Cavalaria de Guardas lamenta perda e reforça investigação

Em nota oficial, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas destacou que a morte da cabo representa uma perda irreparável para a unidade.

A corporação afirmou que Maria de Lourdes deixava um legado de “compromisso exemplar” e expressou solidariedade aos familiares e colegas de farda.

O Exército também confirmou publicamente o óbito:
“Nascida em 17 de novembro de 2000, a militar teve a morte confirmada pelo Exército em nota oficial divulgada pela corporação, que manifestou pesar e destacou sua trajetória marcada por dedicação e profissionalismo.”

A corporação reforçou que o caso segue sob investigação, sendo tratado como feminicídio.

Forças Armadas atuam na apuração e acompanham os desdobramentos

Como o crime ocorreu dentro de uma instalação militar e envolveu dois integrantes do Exército Brasileiro, a apuração reúne tanto a Justiça Militar quanto a Polícia do Exército.

O réu confesso poderá enfrentar pena superior a 40 anos por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual.

Enquanto isso, o clima é de comoção no quartel do DF, especialmente entre membros da fanfarra, onde a militar trabalhava diariamente.

Colegas afirmam que a cabo era querida na unidade e reconhecida por sua disciplina e talento musical.

Entidade militar carbonizada reacende debate sobre violência contra mulheres nas Forças Armadas

O caso trouxe novamente à tona discussões sobre a segurança de mulheres nas Forças Armadas, especialmente diante de episódios de violência registrados dentro de instalações militares.

A morte de Maria de Lourdes, encontrada militar carbonizada em pleno serviço, reforça a necessidade de mecanismos de proteção, acompanhamento psicológico e protocolos mais rígidos de prevenção.

O Exército Brasileiro afirmou que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas e que continuará colaborando para esclarecer integralmente o feminicídio.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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