Levantamento indica que quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa, com jovens mais conservadores e mais pessimistas.
Uma nova pesquisa nacional revelou o quê: a tendência crescente de que quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
O estudo, divulgado na terça-feira (2.dez.2025), mostra quem: as gerações Z e Millennials lideram essa guinada.
O levantamento foi realizado entre 22 e 27 de novembro, em todo o país, com 5.510 eleitores entrevistados on-line.
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A pesquisa buscou entender como as diferentes faixas etárias se posicionam no espectro político e por quê essa mudança se intensifica entre os mais jovens, destacando também a percepção de futuro profissional e financeiro.
Logo nos primeiros resultados, o estudo revela que a direita aparece com 42% das preferências, enquanto a esquerda fica com 40% no cenário geral.
Embora a diferença seja pequena, ela se torna muito mais expressiva quando analisada por geração reforçando a frase-chave: Quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa.
Jovens de 16 a 44 anos concentram o avanço da direita
A pesquisa detalha que a geração Z (16 a 28 anos) e os Millennials (29 a 44 anos) são majoritariamente alinhados à direita.
Em contrapartida, a esquerda mantém maior força entre as gerações mais velhas Geração X (45 a 60 anos) e Baby Boomers (61 a 79 anos).
Essa diferença se destaca quando o estudo amplia a comparação geracional.
A preferência mais conservadora entre os jovens confirma a tendência já percebida nas redes sociais e nos debates públicos.
Por isso, o relatório reforça novamente que quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa, evidenciando uma mudança estrutural no comportamento político nacional.
A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%, o que reforça a robustez dos dados apresentados.
Percepção de futuro: gerações mais novas são também as mais pessimistas
Além de avaliar inclinações políticas, o estudo investigou a expectativa sobre mobilidade social. Tanto Millennials quanto integrantes da geração Z demonstraram alta dose de pessimismo.
Segundo a pesquisa, 35% de cada grupo acredita que terá “muito menos oportunidades de trabalho” do que seus pais.
O sentimento é significativo porque se conecta ao comportamento eleitoral: quanto maior a frustração com o futuro, maior a busca por alternativas políticas que prometam mudança o que pode reforçar o avanço da direita entre jovens.
Quando questionados sobre percepções financeiras pessoais, o resultado também chamou atenção.
A geração Z aparece com 55% de entrevistados se dizendo “muito ou um pouco pessimistas”, enquanto entre os Millennials esse número chega a 46%.
O contraste fica evidente quando comparado às gerações mais velhas: 30% da Geração X e apenas 22% dos Baby Boomers compartilham esse mesmo pessimismo.
Millennials lideram pessimismo sobre o futuro do país
Outro ponto analisado foi a visão de cada faixa etária sobre o futuro nacional. E, novamente, os Millennials se destacam mas desta vez como os mais desanimados.
De acordo com o levantamento, 75% desse grupo afirmam estar muito ou pouco pessimistas em relação ao futuro do Brasil.
Em seguida aparece a geração Z, com 65% de pessimistas.
Já a Geração X registra 45%, enquanto entre os Baby Boomers o pessimismo cai para apenas 27%.
Esse quadro revela um paradoxo: embora mais inclinados à direita, os jovens não são necessariamente mais confiantes no país.
Ao contrário: carregam uma combinação de desalento profissional e incertezas financeiras, fatores que podem influenciar de forma direta seu alinhamento ideológico.
Mudança política e impacto social: o que esperar das próximas eleições
O aprofundamento das tendências apresentadas pela pesquisa reforça o entendimento de que quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa, e esse comportamento pode remodelar disputas eleitorais futuras.
Com gerações jovens mais conectadas, críticas e ansiosas por estabilidade, o debate político deve se transformar, influenciando campanhas e estratégias partidárias.
Por outro lado, o contraste com gerações mais velhas ainda majoritariamente de esquerda sugere um cenário eleitoral mais polarizado por faixa etária.
A pesquisa, portanto, não apenas mapeia o momento, mas ajuda a prever movimentos sociais e políticos que devem marcar os próximos anos no país.
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