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Missão inédita da NASA em 2026 promete lançar foguete de um avião para resgatar telescópio de 500 milhões de dólares que está despencando da órbita

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 23/11/2025 a las 16:44
Actualizado el 23/11/2025 a las 16:53
Missão da NASA usará avião e foguete Pegasus para enviar robô que elevará o telescópio Swift e evitará sua queda em 2026
Missão da NASA usará avião e foguete Pegasus para enviar robô que elevará o telescópio Swift e evitará sua queda em 2026
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Uma operação urgente e inédita combinará avião, foguete Pegasus XL e uma espaçonave robótica para elevar novamente a órbita do telescópio Swift, que perde altitude rapidamente e pode reentrar na atmosfera já no próximo ano

A NASA aprovou uma operação incomum para evitar que o Observatório Neil Gehrels Swift deixe sua órbita no final de 2026. O plano consiste em lançar um foguete diretamente de um avião em pleno voo, enviando ao espaço uma espaçonave robótica responsável por elevar novamente a altitude do telescópio, que vem perdendo altura rapidamente.

O cenário é crítico porque o Swift poderá cair na Terra no próximo ano caso não seja impulsionado de volta para cima. Segundo o Space.com, a agência enfrenta exatamente esse desafio e aposta em uma manobra inédita para preservá-lo.

Avião, foguete e satélite no mesmo plano

A Katalyst Space Technologies, responsável por conduzir a missão, divulgou detalhes do projeto e confirmou o lançamento para junho de 2026.

A empresa utilizará o L-1011 Stargazer, da Northrop Grumman, um antigo avião de passageiros adaptado para missões aeroespaciais. A aeronave transportará o foguete Pegasus XL até 39 mil pés de altitude, ponto em que o equipamento será liberado.

Durante o voo, o Pegasus ativará seus propulsores e seguirá rumo ao espaço carregando a espaçonave robótica Katalyst. Após alcançar a região onde o Swift se encontra, o veículo será liberado para iniciar a aproximação do telescópio.

Resgate orbital em prazo reduzido

O que torna a missão ainda mais singular é o prazo. Normalmente, operações semelhantes exigem até 24 meses de planejamento, mas a Katalyst dispõe apenas de alguns meses para executar todos os preparativos.

De acordo com Kieran Wilson, vice-presidente de tecnologia da empresa, a data de junho está sendo tratada como compromisso firme, embora ajustes possam ser aplicados conforme a avaliação contínua da órbita do Swift.

A missão precisa ocorrer antes que o arrasto atmosférico torne o resgate inviável. Atualmente, a altitude do telescópio caiu de 373 milhas para cerca de 249 milhas, segundo a Katalyst, já que o equipamento não possui motores de propulsão para corrigir sua própria trajetória.

Braços robóticos para capturar o Swift

A espaçonave robótica que será enviada ao espaço foi projetada com três braços mecânicos externos. Esses dispositivos permitirão capturar o Swift em uma manobra delicada, garantindo que nenhum dos dois equipamentos seja danificado. Depois da captura, o veículo conduzirá o telescópio de volta à altitude original de 373 milhas.

Telescópio fundamental para estudos de explosões cósmicas

Lançado em novembro de 2004, o Swift foi projetado para estudar explosões de raios gama. Esses eventos extremos ocorrem quando estrelas massivas entram em colapso, quando duas estrelas de nêutrons colidem ou quando uma estrela de nêutrons se choca com um buraco negro.

As explosões resultam em jatos de partículas aceleradas que oferecem pistas sobre a formação de novos buracos negros e outros fenômenos cósmicos.

A deterioração da órbita ameaça interromper pesquisas essenciais, motivo pelo qual a Katalyst e a NASA afirmam que a operação é urgente.

Custo do resgate e histórico da NASA

O Swift custou originalmente 500 milhões de dólares, enquanto a missão de resgate tem orçamento de 30 milhões de dólares, um valor considerado eficiente para preservar o equipamento.

Embora a NASA já tenha realizado intervenções semelhantes no passado, como o serviço ao Telescópio Espacial Hubble, a operação atual se diferencia por ser completamente remota, sem tripulação envolvida.

A combinação de avião, foguete e satélite robótico em uma sequência única coloca a missão entre as mais ousadas já autorizadas pela agência, refletindo o esforço para manter ativo um dos observatórios mais importantes no estudo dos fenômenos de alta energia do universo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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