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Mistério de 407 milhões de anos pode ter sido resolvido: fósseis gigantes não pertencem a nenhum grupo vivo conhecido

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 23/01/2026 a las 23:40
Estudo aponta que prototaxites, gigantes de até 8 metros da pré-história, pertenciam a um ramo eucariótico extinto e desconhecido.
Estudo aponta que prototaxites, gigantes de até 8 metros da pré-história, pertenciam a um ramo eucariótico extinto e desconhecido.
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Com até 8 metros de altura e presentes há cerca de 407 milhões de anos, os prototaxites desafiaram a ciência por mais de um século e, após análises estruturais e químicas avançadas, foram classificados como integrantes de uma linhagem eucariótica extinta, distinta de plantas e fungos

Os prototaxites, primeiros organismos gigantes em terra firme, atingiram até 8 metros de altura há cerca de 407 milhões de anos e não eram fungos nem plantas, segundo estudo publicado na revista Science Advances, que os classifica como um ramo eucariótico extinto e até então desconhecido.

Os fósseis apresentam pilares lisos semelhantes a troncos, sem galhos, folhas ou flores, e não possuíam um sistema radicular verdadeiro.

Em vez disso, os organismos parecem ter sido fixados ao solo por uma base bulbosa simples, destacando-se nas paisagens pré-históricas.

Desde sua descoberta em meados do século XIX, os prototaxites geram debate científico intenso. Hipóteses anteriores os classificaram como fungos gigantes, algas de grande porte ou algum tipo primitivo de planta terrestre.

Um enigma que atravessa séculos

A ausência de estruturas típicas de árvores, como folhas e raízes verdadeiras, sempre dificultou o enquadramento dos prototaxites na árvore da vida. Ainda assim, seu tamanho monumental indicava um papel ecológico relevante nos primeiros ambientes terrestres.

As dúvidas persistiram por décadas, com interpretações conflitantes baseadas em morfologia externa e comparações limitadas com organismos modernos. O novo estudo buscou superar essas limitações por meio de análises internas detalhadas.

Análise de um fóssil excepcional da Escócia

Os pesquisadores analisaram um espécime de Prototaxites taiti recuperado do Chert de Rhynie, no nordeste da Escócia, um sítio paleontológico reconhecido pela preservação excepcional de materiais vegetais, fúngicos e animais.

Utilizando lasers e imagens tridimensionais, a equipe examinou o interior do fóssil e comparou sua composição química com outros organismos fossilizados presentes na mesma rocha, identificando diferenças estruturais e químicas relevantes.

Reconstrução da vida de Prototaxites taiti crescendo no ecossistema de sílex de Rhynie, com 407 milhões de anos. Crédito: Matt Humpage, Northern Rogue Studios

Estrutura interna e assinatura química inéditas

A anatomia interna do Prototaxites taiti revelou tubos entrelaçados que se uniam em regiões ramificadas altamente complexas. A microscopia confocal de varredura a laser expôs uma estrutura tridimensonal distinta das redes simples de hifas observadas em fungos.

O espécime apresentava três tipos diferentes de tubos e núcleos densos onde essas estruturas se conectavam. Além disso, análises químicas assistidas por inteligência artificial não detectaram quitina, proteína comum em fungos e insetos fossilizados.

A equipe também comparou a assinatura química do fóssil com a de organismos vivos conhecidos. Nenhuma correspondência foi encontrada, reforçando a hipótese de uma linhagem distinta e não reconhecida anteriormente.

Classificação como linhagem eucariótica extinta

Com base nos dados anatômicos e químicos, os pesquisadores descartaram a possibilidade de os prototaxites serem fungos ou plantas. O estudo conclui que pertenciam a uma linhagem extinta de eucariotos, organismos com células complexas.

Segundo os autores, a abordagem integrativa adotada enfraquece a hipótese de que o Prototaxites taiti fosse um ascomiceto ou integrante do grupo coroa dos fungos, apoiando sua classificação em um ramo eucariótico não descrito.

As conclusões podem encerrar um dos debates mais antigos da paleontologia, embora os próprios autores ressaltem que análises adicionais e novas descobertas fósseis ainda serão necessárias para confirmar de forma definitiva essa interpretação.

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JOÃO CARLOS
JOÃO CARLOS
25/01/2026 13:30

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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