No TSE, um estudante de 18 anos participa do teste de segurança da urna eletrônica e descobre na prática como o sistema protege o voto.
Brasília recebeu nesta semana um grupo de jovens especialistas em tecnologia que participam do Teste Público de Segurança (TPS) das urnas eletrônicas, e um deles chamou atenção pelo entusiasmo.
O que está acontecendo? Um estudante de 18 anos integra a nova geração de investigadores que analisam a segurança do sistema eleitoral.
Quem participa? O gaúcho Ricardo Calderam Zanandrea, aluno de Ciência da Computação.
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Quando e onde? Desde segunda-feira (1º), no Tribunal Superior Eleitoral.
Como? Ele atua no desenvolvimento de ferramentas e scripts usados para identificar vulnerabilidades.
Por quê? Porque, segundo ele, a experiência no TPS oferece um aprendizado único e reforça sua confiança na proteção do voto digital.
Com essa participação, o estudante personifica a tendência que marcou a oitava edição do programa: a presença crescente de jovens pesquisadores motivados por professores, por curiosidade técnica e pela relevância social do projeto.
Jovem motivado pelo professor assume papel central nos testes de segurança
A palavra-chave Motivado pelo professor, jovem de 18 anos testa segurança da urna eletrônica: ‘Aprendizado que te dá uma confiança a mais’ se manifesta na história de Ricardo.
Ele relembra que tudo começou quando o professor Marcos apresentou o evento para a turma.
“A minha motivação foi desde o primeiro semestre, desde que eu entrei na faculdade.
O nosso professor Marcos comentou com a gente sobre o evento, que já tinha vindo duas vezes para cá, e despertou um grande interesse em mim na cibersegurança”, contou ao Terra.
A partir dali, o interesse virou meta. Ricardo aguardou por dois anos até ter idade e conhecimento suficientes para se inscrever, reforçando o impacto pedagógico que a atividade externa pode gerar na formação de um futuro profissional.
Ambiente de cooperação e alta complexidade marca o TPS
Neste ambiente, os investigadores trabalham em grupos que se dividem em diferentes frentes: análise de código, avaliação de hardware, criação de scripts e execução de ataques controlados.
Assim, cada participante vivencia um recorte realista das múltiplas camadas que compõem a arquitetura das urnas.
Ricardo assumiu a função de desenvolver ferramentas e scripts usados na exploração de possíveis falhas. Embora cada grupo tenha sua atribuição, ele destaca o espírito colaborativo.
“A gente está dividido em grupos e tudo mais, mas todo mundo se ajudando.
A gente se divide entre quem vai mexer com hardware, quem vai mexer com o código. Eu estou mais encarregado da parte geral e da parte do script mesmo”, afirmou.
Aprendizado técnico supera a sala de aula e fortalece percepção de segurança
O estudante destaca que participar do TPS expõe os investigadores a processos e estruturas que dificilmente poderiam ser estudados com profundidade apenas na universidade.
A experiência prática que inclui testar, errar, corrigir e tentar novamente amplia sua compreensão sobre cibersegurança.
“Eu diria que com certeza vai adicionar muito, principalmente essa parte física. A gente vê como a urna é construída, todo o sistema, como ele é programado.
A experiência de tentar, errar e corrigir faz você aprender muito mais”, avaliou.
Além disso, ao aplicar ataques controlados, os jovens percebem as limitações impostas pelo próprio design do sistema eleitoral.
Assim, o contato direto com restrições técnicas reforça a confiança na robustez das urnas.
“A gente já achava que ia ser difícil, mas acabou sendo o triplo, porque é muita limitação. A gente não tem acesso ao wi-fi na urna e tudo mais. É muito difícil e complicado de adulterar e hackear”, afirmou.
Essa percepção prática confirma o sentido da palavra-chave: Motivado pelo professor, jovem de 18 anos testa segurança da urna eletrônica: ‘Aprendizado que te dá uma confiança a mais’, destacando que a vivência técnica gera convicções que não vêm apenas de teoria.
Recorde de inscrições demonstra interesse crescente pela segurança eleitoral
A edição deste ano atingiu números inéditos: 122 propostas de planos de testes, enviadas por 149 inscritos. Após análise, 38 planos foram aprovados, mas, com desistências, 27 investigadores participam presencialmente.
Quase metade deles tem entre 18 e 25 anos, revelando o avanço de uma nova geração que vê no TPS uma oportunidade de aprendizado, prestígio acadêmico e contribuição social.
TPS reforça compromisso público com a transparência do voto digital
Criado pela Resolução TSE nº 23.444/2015, o Teste Público de Segurança integra o Ciclo de Transparência Democrática.
Ele ocorre sempre no ano anterior às eleições e é aberto a qualquer pessoa maior de 18 anos, desde que proponha um plano de teste plausível.
Mais do que avaliar vulnerabilidades, o evento funciona como uma auditoria pública, fortalecendo a confiança na segurança, verificabilidade e transparência do processo de votação valores que mobilizam jovens como Ricardo a seguir trilhando o caminho da cibersegurança.
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